quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

54 - A Verdade Sobre o Batismo na Água - Parte 2

4 – Por que Jesus foi batizado?

Façamos uma analogia com o que aconteceu quando Coré, Datã e Abirão se rebelaram contra Moisés. Após este episódio, Deus ordena que o líder de cada uma das tribos de Israel escrevesse seu nome no seu cajado (vara) e o colocasse diante da arca da aliança. A vara do escolhido de Deus haveria de florescer (Nm 17.2-5).
Agora pense: se o objetivo era provar que Arão era o escolhido, não bastava Arão colocar sua vara diante da arca? Ao vê-la novamente dando fruto, dúvida alguma haveria de que algo sobrenatural ocorrera. Todavia, o problema não estava em reconhecer a autoridade de Moisés e Arão. O que fora questionado por Coré, Datã e Abirão foi o fato de serem eles os líderes de Israel:

·         “E se congregaram contra Moisés e contra Arão, e lhes disseram: Basta-vos, pois que toda a congregação é santa, todos são santos, e o SENHOR está no meio deles; por que, pois, vos elevais sobre a congregação do SENHOR?” (Nm 16.3).

Assim, no que apenas a vara de Arão floresceu, ficou manifesto que ele e Moisés eram os únicos instrumentos que haveriam de ser usados para conduzir Israel.
De igual modo, o batismo de João Batista só tinha uma finalidade: identificar Aquele que fora aprovado por Deus, a saber:

·         Aquele cujo caráter era semelhante ao próprio Pai (Filho amado);
·         Aquele cuja obra realmente enchia o coração do Pai de prazer (Mt 3.17), a qual consistia em cumprir toda a justiça do Pai a fim de que as pessoas pudessem ser batizadas com o Espírito Santo e com fogo.

O batismo era a ocasião provida por Deus para identificar Seu Messias (Jo 1.32,33). Considerando que muitos tentaram se candidatar ao cargo de messias (At 5.36-37), era imprescindível que o próprio Deus desse a conhecer aos Seus Aquele que seria usado para redimir toda a humanidade.
É bem verdade que, infelizmente, a maioria das pessoas não conseguiram captar a mensagem (a prova disto é que a maioria destes pediu, posteriormente que soltassem Barrabás e crucificassem Jesus. Contudo, isto não muda o fato de que Deus não deixou de dar testemunho de Si mesmo aos povos (Rm 1.18; At 14.15-17)). Infelizmente, pelo fato de a maioria não ter bons olhos (ver Mt 6.22,23), não conseguiram compreender a mensagem que se achava oculta nas coisas da vida que, embora simples, são eficazes, poderosas e repletas de bondade e verdade.
Para que fique claro: é como você tentar se comunicar em código com outra pessoa. Aqueles que detém a chave, conseguem entender a mensagem. Para os que não a detém, tudo parece selado, impossível de compreender e, assim, passível de distorção por aqueles que têm prazer na maldade (Is 29.10-12; 2Pe 3.16).
Algo semelhante se deu quando o dia da Sua morte estava prestes a ocorrer (Jo 12.31). Deus dá uma revelação tremenda à multidão que ali estava, mas o povo não discerniu a mensagem (Jo 12.28-30). E para você entender a importância disto, pense: eles estavam vivendo a plenitude dos tempos (Gl 4.4). O evento mais importante de toda a história do universo, o primeiro a ser projetado pelo Pai (1Pe 1.20), estava acontecendo ali, naquele momento.
Deus, que é de eternidade a eternidade (Sl 90.2), iria finalmente executar um evento único, o qual jamais houve outro semelhante e jamais haverá, sendo o evento do qual todos os demais dependem. Dentro de alguns dias o mesmo aconteceria e Deus estava avisando para aquela multidão acerca disto. Deus estava dizendo que era Ele quem vinha glorificando a Jesus e iria fazer isto ainda mais no Gólgota.
Se eles tivessem compreendido isto, além de não terem perdido o evento, teriam participado dele do lado correto, a saber, chorando pelas milhões de vidas que iriam se perder por não aceitar o que Deus fez por eles. Todavia, por não saber o que pertencia à paz deles (Lc 19.42), muitos não compareceram ao evento ou foram, mas para ficar do lado dos que pediram que soltasse Barrabás e crucificasse Jesus.
Ainda que você diga que isto tinha que ocorrer, isto em momento algum justifica o comportamento da multidão. Basta pensar no que Jesus disse a respeito de Judas (Mc 14.21):

·         “na verdade, o Filho do homem vai segundo o que está determinado; mas ai daquele homem por quem é traído!” (Lc 22.22)

Ou seja, se eles tivessem discernido a voz, não teriam atraído maldição para si por pedirem a morte do Filho de Deus.
Quando Jesus disse que convinha cumprir toda a justiça (Mt 3.15), que fique claro: não era Jesus tentando se justificar praticando a justiça do Pai, mas sim deixando o Pai manifestar Sua justiça através Dele. Note que, em momento algum Jesus fez algo para Se mostrar (Mt 16.20; Mc 7.36). Antes, tudo que Ele fez foi pelo poder do Espírito Santo (Jo 5.19; At 10.38), a fim de que todos pudessem enxergar o Pai agindo por meio Dele (Jo 14.8-11).
Pense: se o batismo de Jesus fosse Ele se esforçando para ser justo, então a mensagem que seria transmitida a todas as pessoas é que todos nós temos que nos esforçar para cumprir a lei, já que Jesus é exemplo a ser seguido por nós (1Pe 2.21-24). Pare bonito espiritualmente, mas teríamos dois problemas: ninguém é capaz de cumprir a Palavra de Deus integralmente e a salvação passaria a ser pelas obras.
Todavia, a verdadeira fé não vem do nosso esforço em crer, mas é um presente dado por Deus (Ef 2.8,9; Gl 2.20; Tg 2.1). Entenda: na religião a pessoa se esforça para agradar a Deus a fim de conseguir bênçãos e alcançar a salvação (seja lutando para fazer coisas boas ou para cumprir a justiça que há na Palavra de Deus). Isto representa uma negação à verdadeira justiça que consiste no que Deus fez pelo ser humano a fim de poder abençoá-Lo e estar com ele para sempre (Rm 8.31,32).
Jesus nem foi justo, nem tentou cumprir a justiça do Pai (embora Ele tivesse total condições para fazer isto). Ao invés disto, ele entregou Seu corpo para que Seu Pai manifestasse toda a justiça. Assim como foi o Pai que providenciou o cordeiro em prol dos pecados de Abraão (Gn 22.8,14), foi o Pai que proveu o próprio sacrifício para Jesus.
De igual modo, é preciso entender o que Jesus quis dizer àqueles que quisessem segui-Lo:

·         “E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.” (Mt 10.38);
·         “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;” (Mt 16.24).

Aqui temos as seguintes lições a serem assimiladas:

1.       Não adianta querer negar a si mesmo e tomar a cruz sem estar disposto a seguir Jesus por onde quer que Ele vá (ver Jr 2.2; Ap 14.4). Isto é religião das cinco virgens néscias (Mt 25.12) e dos obreiros da iniquidade (Mt 7.21-23; Lc 13.23-28), ou seja, a tentativa do homem de se justificar diante de Deus com base nos preceitos da Escritura Sagrada por medo do choro e ranger de dentes (Mt 25.), e não porque a presença do Noivo lhe agrada como se deu como João Batista (Jo 3.29);
2.       Não adianta querer tomar a cruz (o jugo de Jesus – Mt 11.29) e seguir Jesus sem renunciar os próprios interesses. Isto é querer agradar a Deus, mas com vistas a interesses particulares, às riquezas do reino e não às pessoas que dele fazem parte. É a religião do filho mais velho de Lc 15 e dos primeiros trabalhadores de (Mt 20.10-16), que se considera melhor que os outros e, portanto, digno de coisas melhores;
3.       Não adianta abrir mão da vida boa que poderia ter aqui (Mt 10.39) e seguir Jesus, sem querer fazer a vontade Dele. É assim que os apóstolos seguiam Jesus antes de se converterem: se importar com a vontade do Pai (Mt 16.23; 19.27-29; Lc 22.31-32; Jo 14.28);
4.       Não adianta querer segui-Lo sem negar a si mesmo e tomar a cruz. Isto é o procedimento adotado pelas instituições religiosas que levam o nome do Criador, mas que querem viver por sua própria justiça e acreditando no que melhor lhe convém (Is 4.1), tal como Judas, que sempre esteve perto de Jesus: tinha nome de discípulo, mas nunca quis ter o Mestre dentro de Si;
5.       Não adianta querer tomar a cruz, mas sem negar a si mesmo e seguir Jesus. Tal pessoa tenta fazer a vontade de Deus, mas sem de fato ouvir a voz de Deus para agradá-Lo, tendo em vista apenas aquilo que é agradável à sua carne – é deste jeito que tenta viver o povão gospel: buscando em Cristo apenas nas coisas desta vida (1Co 15.15);
6.       Não adianta negar a si mesmo, mas sem tomar a cruz e seguir Jesus. Esta é a religião de Caim, que até renuncia a alguns prazeres da carne, sem se preocupar se realmente está a agradar a Deus, muito menos tem interesse em estar perto Dele. Isto é o que é pregado pelas religiões ascéticas (Cl 2.20-23), como se o único problema do homem fosse os seus maus desejos. De que adianta se isolar num mosteiro ou nos rituais de uma religião, se sua vida não representa um bem direto à vida das pessoas que estão próximas a ela? Querem se sentir em paz consigo mesmos a fim de se sentirem superiores às outras pessoas.

Podemos resumir da seguinte forma:

·         Negar a si mesmo: abandonar nosso ego (pensamentos, sentimentos, desejos, planos e ações);
·         Seguir Jesus: se agradar Dele, da companhia Dele (Sl 37.4; Hc 3.18), desejando estar onde Ele está.
·         Tomar a cruz: aceitar a vontade de Deus para nós (ainda que a mesma implica em ser maldito (Dt 21.22,23; Gl 3.13) aos olhos do mundo). Não é nós tentando arrumar uma cruz, mas aceitar de bom grado (abraçando) aquilo que Deus tem para nós (Mt 10.38).

Assim como Jesus se fez pecado por amor de nós (2Co 5.21), quem realmente quer agradar a Deus, virá a ser motivo de tropeço, escândalo e mal para o mundo. Enfim, será mal visto pelo mundo. Isto porque, o que é mal aos olhos de Deus, é bom aos olhos do mundo; o que é puro aos olhos de Deus, é imundo aos olhos do mundo (ver Lv 10.10; Is 5.20; Ez 22.26; 44.23). Daí as coisas de Deus serem loucura para o mundo (1Co 2.14-16) e vice-versa (1Co 3.18-20). Há inimizade entre as coisas do Espírito Santo e as da carne (Gl 5.17), entre ser amigo do mundo e de Deus (Tg 4.4).
Para você visualizar isto, pensemos em duas situações:
Primeira: Suponha que você tenha um amigo que faça parte da instituição religiosa que você é membro e está adulterando. Você, pensando em amar o próximo (Mt 22.39), tenta fazer com ele o que você gostaria que fizesse com você (distorcendo Mt 7.12), ou seja, decide encobrir o pecado dele (se apoiando no que Sem e Jafé fizeram com Noé – Gn 9.21-23). Afinal, isto evitaria que muitos enfraquecessem na fé (Rm 14.1; 15.1), bem como impediria a ocorrência de uma separação e, obviamente, que a esposa e filhos ficassem marcados por traumas irreparáveis.
Como você pode ver, o sistema religioso é bem articulado. Tudo parece muito bom e bíblico. Note como mandamentos tão sublimes quanto os citados acima foram transformados em algo nojento, abominável (Pv 17.15) (daí a misericórdia do ímpio ser cruel (Pv 10.22) e nossa justiça ser trapo de imundície (Is 64.6)). Isto só adiaria o problema. Quando tudo que estiver oculto for revelado (e será – Mt 10.26; Mc 4.22; Lc 12.2), a ruína será muito maior (Mt 7.24-27).
Revelar a verdade, na hora, pode não ser motivo de alegria (Hb 12.11). Daí o sistema considerar a real honestidade, verdade, justiça e bondade como crime, muitas vezes hediondo. Contudo, suponha que a verdade seja dita, tal como Jesus fazia com os fariseus (Mt 23.13-33) e Paulo fez com Pedro (Gl 2.14). Na hora pode doer, mas como a verdade conhecida liberta (Jo 8.32), após Deus restaurar a ferida (Jó 5.17-19), nada poderá romper esta felicidade.
Por que você acha que Jesus expunha os líderes religiosos à vergonha (cujo ápice se deu no madeiro do Calvário – Cl 2.15)? Não é porque os odiavas, mas era a forma Dele de dar ocasião para que eles se arrependessem, convertessem e assim a nação pudesse realmente ser salva. Quando você diz a verdade, dá oportunidade para a pessoa ser salva da destruição projetada para aqueles que aceitam o caminho do diabo.
Segunda: tente imaginar tudo o que se passou com Jesus pelos olhos da carne. Como pode o Pai, que tem todo poder e autoridade em Suas mãos, se negar a mover um “dedinho” sequer para ajudar Seu Filho amado perfeito, puro, santo, que jamais transgrediu qualquer um dos Seus mandamentos por menor que seja? Como o Pai pôde ver Seu Filho sendo acusado, escarnecido, maltratado injustamente e ficar indiferente a tudo?
Ainda que você diga que tudo isto tinha que acontecer com Jesus, pense: não é isto que você pensa quando está passando por uma luta? Você não tem a impressão de que Deus está sendo injusto (como o juiz de Lc 18.1-8)? Enquanto você trabalha honestamente e serve a Deus em uma instituição religiosa, supostamente fazendo o que Ele mandou, outras pessoas que só fazem, ensinam e cultuam a impiedade (ver Zc 5.8-11), parecem se dar bem.
Todavia, pense do ponto de vista espiritual, onde o alvo não é fazer coisas para dar conforto material ao oprimido, como se o objetivo de tudo fosse isolar a pessoa, de modo que ela não fizesse o mal a ninguém, nem sofresse, mas tivesse tudo que é agradável à sua alma. Espiritualmente, o alvo não é a tolerância mútua, mas preparar o coração das pessoas (ver Ed 7.9,10; Is 40.3), de modo que o Pai possa dar testemunho de Si mesmo ao mundo através delas e, assim, elas possam crescer em amor (no caráter de Jesus (fruto do Espírito Santo – Gl 5.22) e em pessoas dentro de si), não apenas sabendo, mas conhecendo a verdade dentro de si.
As pessoas não precisam de coisas materiais e circunstâncias favoráveis para manterem as pessoas afastadas, de modo que só permaneça os que lhe interessam. É preciso que cada um enxergue que o que é importante para cada um está presente na vida da outra pessoa, já que ela dispõe do dom espiritual ou ministerial necessário para que mais um novo aspecto da Palavra de Deus possa ser fixado, não apenas na sua mente, mas no seu coração, e isto de modo vivo. A ideia é que:

a)      a bondade de Cristo viva em nós por tudo que o fulano é na nossa vida;
b)     a paciência de Cristo viva em nós em virtude de o ciclano ser a paciência em pessoa;

Enfim, a ideia é que cada pessoa seja, na nossa vida, uma das riquezas celestiais, as quais vão além daquilo que nossa mente pode conceber (1Co 2.9-12; Ef 3.20).
Além disto, urge salientar que, embora Jesus tivesse vindo para fazer a vontade do Pai, Ele tinha prazer na mesma e se angustiava por vê-la cumprida (Lc 12.50; Jo 4.34). Ninguém tirou a vida de Jesus; foi Ele quem a deu pelo muito amor com que nos amou (Jo 10.17,18). Ou seja, vendo agora por este ponto de visto, o Pai fica sendo aquele que deu todas as condições para que todos os desejos de Seu Filho fossem satisfeitos. Detalhe: o desejo de Jesus era mostrar a todos quão grande é o amor do Pai e, assim, todos tivessem prazer Nele e na Sua vontade, a ponto de terem, por motivo de grande alegria, negarem tudo que eram anteriormente e considerarem como privilégio ficar longe de tudo que o sistema tem para oferecer, de modo que todos possam constatar o quão cruel é a misericórdia e bondade do sistema que rege este mundo (Pv 12.10).
Todo filho tinha que ser feliz em carregar, consigo, a imagem de tudo o que o Pai é: seu caráter, justiça, amor, etc.
Ou seja, não é o Pai que foi cruel em abandonar o Filho ao sofrimento; antes, foi o Filho que optou em fazer isto pelo imenso prazer de ver Seu Pai alegre e, ao mesmo tempo, poder ter o privilégio de nos ter perto Dele para compartilhar conosco Sua herança celestial. Ou seja, para quem enxerga a verdadeira riqueza da alma, qualquer sofrimento que possa vir a ter neste mundo parece ser pouco (Rm 8.18; 2Co 4.16-18).
Voltando à questão do batismo de Jesus, é preciso compreender que o homem Jesus, que tanto agradou o Pai, não conseguiu isto pelos atos de justiça que Ele, por Sua própria força ou capacidade, fez; antes, foi pelo fato de Ele ter sempre seguido a orientação do Espírito Santo, sem jamais fugir de qualquer situação difícil ou dolorosa (Is 50.5-7).
 Pelo contrário: sempre deixou o Pai manifestar Sua Palavra e caráter a cada momento. Por exemplo: não foi Jesus quem se matou por nós, mas sim permitiu que os inimigos do Senhor o crucificassem. Assim como, no sacerdócio levítico, o sumo-sacerdote escolhia o melhor cordeiro para servir de expiação pelos pecados seus e de toda a nação, a fim de que esta não fosse destruída, assim se deu com Jesus (Jo 11.49-52).
Embora o pedido de João Batista para ser batizado por Jesus parecesse razoável, não era. Assim como o grão de trigo primeiro precisa morrer para depois nascer (1Co 15.36), assim como primeiro a Antiga Aliança precisa ser removida para a nova entrar em vigor (Hb 8.13; 10.9), assim primeiro as pessoas tinham que enxergar a ineficácia dos rituais da Antiga Aliança (do qual o batismo do João era um símbolo) para, só então, ser instituído o verdadeiro batismo: o do Espírito Santo que sepulta nosso ego na morte de Cristo (Rm 6.3) para que Ele ressurreto viva em nós.

·         “E eu não o conhecia; mas, para que ele fosse manifestado a Israel, vim eu, por isso, batizando com água. E João testificou, dizendo: Eu vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele. E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo.” (Jo 1.31-33).

João sabia que sua missão de batizar com água tinha uma única finalidade: preparar o caminho para que Jesus pudesse se manifestar a Israel (Is 40.3). Sua mensagem de arrependimento para remissão dos pecados (Mc 1.4; Lc 3.3) era ineficaz. Como é bem sabido, a única coisa que pode nos libertar do pecado e sendo bem íntimo da Verdade (Jo 8.32,36). A ideia é que todos percebessem isto com clareza e, ao invés de irem após homens com belos discursos e rituais convincentes (ver 1Co 2.4-5), esperassem por Aquele que opera o verdadeiro batismo, que nos liberta de nós mesmos e nos permite experimentar o verdadeiro amor em nós (Jo 1.26-30; At 19.4).
Ainda quanto à questão de cumprir toda a justiça, isto estava relacionado com o batismo com o Espírito Santo que João Batista queria receber. Apenas quando toda a justiça de Deus se cumprisse em Jesus (algo que se consumaria no Gólgota) é que alguém poderia ser batizado com o Espírito Santo no corpo de Cristo (Jo 7.37-39; 16.7; 1Co 12.12,13).
Naquele momento, o único que podia ser batizado com o Espírito Santo era Jesus:

·         “Jesus, porém, respondendo, disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu hei de beber, e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado? Dizem-lhe eles: Podemos. E diz-lhes ele: Na verdade bebereis o meu cálice e sereis batizados com o batismo com que eu sou batizado, mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence dá-lo, mas é para aqueles para quem meu Pai o tem preparado.” (Mt 20.22,23).

Como Tiago e João haviam sido batizados por João (At 1.21,22), o batismo aqui referido era o do Espírito Santo.
Por fim, urge esclarecer a manifestação tripla de Deus no batismo de Jesus:

·         O Pai se manifestou como no Monte Sinai, representando a manifestação de Deus na época da lei;
·         Jesus estava ali se manifestando como homem, mostrando a todos o quão pequeno Deus se torna quando o consideramos como um mero ser humano (daí Jo 14.28), embora a fraqueza de Deus ainda seja infinitamente mais forte que o ser humano (1Co 1.25).
·         O Espírito Santo estava manifestando como Ele haveria de fazer a partir do dia de pentecostes (At 2.1,2): levando as pessoas à simplicidade (Mt 10.16; Rm 16.19; 1Pe 5.8) de Cristo (Mt 11.29), de modo que, juntas, pudessem formar um só corpo.

5 – Batismo com o Espírito Santo e com fogo

[ “Respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. Ele tem a pá na sua mão; e limpará a sua eira, e ajuntará o trigo no seu celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga.” (Lc 3.16,17)

O batismo com o Espírito Santo tem por objetivo ajuntar o trigo no “celeiro” de Deus, ou seja, ajuntar os filhos de Israel que andam dispersos (Jo 11.52) em um só corpo (1Co 12.12,13).
Já o batismo com fogo é destinado à palha. Como o verme nunca morrerá, o fogo também jamais se apagará (Is 66.24; Mc 9.44,46,48).

6 – A ordem dada na grande comissão

[ “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” (Mt 28.18-20).
[ “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” (Mc 16.15,16).

Uma vez que Jesus tem toda autoridade, não só no céu, mas também na terra, devemos fazer discípulos batizando as pessoas em Jesus (que é o nome que representa o Pai (Aquele que se relaciona com o homem externamente), o Filho (Aquele que se relacionou com o homem cara a cara, como um igual a ele) e o Espírito Santo (Aquele que se relaciona com o homem internamente, sendo um mesmo espírito com ele – 1Co 6.17)). Ou seja, devemos mergulhar (“sepultar”) as pessoas nos ensinamentos de Jesus a fim de que Ele tenha como manifestar o Poder no qual consiste o Seu reino (1Co 4.19,20). Quem crer e for batizado nos ensinamentos de Jesus, verá os sinais que demonstram o poder do Seu reino acompanhando-os (Mc 16.17,18).
E como tais pessoas serão habitação permanente Dele (Jo 14.21,23), ao olharem para elas, verão a luz do mundo (ajunte Mt 5.14-16; Jo 8.12).

[ “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo.” (Gl 3.27).

7 – Batismo também servia para identificar a pessoa com quem estava batizando

[ “Houve então uma questão entre os discípulos de João e os judeus acerca da purificação. E foram ter com João, e disseram-lhe: Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tu deste testemunho, ei-lo batizando, e todos vão ter com ele.” (Jo 3.25-26).
[ “E quando o Senhor entendeu que os fariseus tinham ouvido que Jesus fazia e batizava mais discípulos do que João ( Ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos ),” (Jo 4.1,2).

Com base nisto, temos que ser batizados com o Espírito Santo por Jesus Cristo, já que é assim que iremos nos identificar de verdade com Ele. Mesmo se, enquanto em vida, Jesus pessoalmente batizasse seus discípulos, sua identificação com Ele seria meramente exterior.
Todavia, ao ser batizado com o Espírito Santo, a identificação de Jesus com Seus discípulos seria total, pois, não apenas estavam seguindo Jesus externamente, mas interiormente seu coração estava sendo guiado pelo poder do Espírito Santo ao caráter de Jesus e Sua Palavra (daí 1Co 2.4,5; 4.19,20).

8 – Batismo de Moisés

[ “Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar. E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar,” (1Co 10.1,2).

Quando Deus usou Moisés para conduzir o povo para fora do Egito, Ele os guiou pelo caminho do Mar Vermelho. Neste momento, veja o que aconteceu:

[ “E o anjo de Deus, que ia diante do exército de Israel, se retirou, e ia atrás deles; também a coluna de nuvem se retirou de diante deles, e se pôs atrás deles. E ia entre o campo dos egípcios e o campo de Israel; e a nuvem era trevas para aqueles, e para estes clareava a noite; de maneira que em toda a noite não se aproximou um do outro. Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o SENHOR fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas. E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes como muro à sua direita e à sua esquerda.” (Êx 14.19-22).

Ou seja, a nuvem mencionada, além de guiar Israel (Êx 40.36-38), serviu de muralha entre os egípcios e os israelitas, de modo que eles não puderam aproximar um do outro até o momento certo, a saber, quando os egípcios haveriam de ser afogados:

[ “E disse o SENHOR a Moisés: Estende a tua mão sobre o mar, para que as águas tornem sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros.” (Êx 14.26).

Ou seja, as pessoas do Antigo Testamento foram batizadas em Moisés no que foram guiadas por Deus, protegidas pelo Seu poder e libertas dos egípcios quando o Mar Vermelho os afogou.
Em outras palavras, o batismo em Moisés representa a saída do Egito (com seus ídolos e formas de cultuá-los), a destruição dos egípcios a fim de serem conduzidos sobrenaturalmente pelo próprio Deus. Era o fim da consciência mundana, fundamentada nos recursos e poderes deste mundo para confiarem apenas em Deus e no Seu poder.

54 - A Verdade Sobre o Batismo na Água - Parte 1

A VERDADE SOBRE O BATISMO NA ÁGUA

1 – Introdução

Já reparou como há muita confusão religiosa em torno deste tema. Sempre que você vir o sistema religioso discutindo fervorosamente sobre um determinado tema, pode estar certo de que ele está tentando desviar tua atenção para aquilo que não tem tanta importância (isto quando o assunto tem importância).
Se debate acerca de:

1.    Como deve ser o batismo;
2.    Quem tem autoridade para batizar;
3.    A partir de que idade a pessoa pode batizar;
4.    Quanto tempo deve a pessoa ser discipulada antes de batizar;
5.    Qual a fórmula batismal correta;
6.    Qual o verdadeiro significado do batismo.

Tanta confusão e guerra teológica em torno deste tema e, enquanto isto, o amor a Deus e ao próximo tem sido negligenciado (ver Lc 11.41,42). Com relação, em particular ao item quatro, a finalidade é batizar apenas quem converteu. Eu te pergunto: como saber que a pessoa realmente converteu?
Todavia, batismo na água não passa de uma prática ritual de lavagem com a suposta finalidade de purificação ou iniciação. Também chamado de ablução.
Diante disto, vem a pergunta: será que isto é verdade?

2  – Qual a importância do batismo para os judeus?

·         “E perguntaram-lhe, e disseram-lhe: Por que batizas, pois, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta? João respondeu-lhes, dizendo: eu batizo com água; mas no meio de vós está um a quem vós não conheceis. Este é aquele que vem após mim, que é antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar a correia da alparca.” (Jo 1.25,26).

Por este versículo podemos ver o quão importante era, para os judeus (em particular os líderes religiosos), o fato de João estar batizando. Do contrário, eles não questionariam acerca da identidade dele. Na mente dos membros do sistema religioso só poderia batizar quem fosse profeta ou o Messias.
Vem a questão: qual a importância da água na cultura e religião judaica da época de Jesus?

·         “E um homem limpo ajuntará a cinza da novilha, e a porá fora do arraial, num lugar limpo, e ficará ela guardada para a congregação dos filhos de Israel, para a água da separação; expiação é.” (Nm 19.9) – esta água deveria ser espargida sobre quem tocasse em algum morto ou numa sepultura, bem como sobre a tenda e os móveis onde um morto fosse encontrado.

·         “Porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissope, e aspergiu tanto o mesmo livro como todo o povo, dizendo: este é o sangue do testamento que Deus vos tem mandado. E semelhantemente aspergiu com sangue o tabernáculo e todos os vasos do ministério. E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.” (Hb 9.19-22) – Foram aspergidos sangue e água sobre o tabernáculo com todos os seus vasos, bem como o livro da lei e o povo. E depois o Espírito Santo visitou o mesmo com Sua nuvem de glória (Êx 40.34,35), o que lembra (1Jo 5.8).

·         “Mas, no segundo, só o sumo sacerdote, uma vez no ano, não sem sangue, que oferecia por si mesmo e pelas culpas do povo; dando nisto a entender o Espírito Santo que ainda o caminho do santuário não estava descoberto enquanto se conservava em pé o primeiro tabernáculo, que é uma alegoria para o tempo presente, em que se oferecem dons e sacrifícios que, quanto à consciência, não podem aperfeiçoar aquele que faz o serviço; consistindo somente em comidas, e bebidas, e várias abluções e justificações da carne, impostas até ao tempo da correção.” (Hb 9.7-10) – ablução = lavagem do corpo ou parte dele.

O fato de, constantemente, estarem sendo oferecidos holocaustos, ofertas e abluções pelo pecado era prova de que o caminho para o santuário continuava encoberto. Isto ensina que não devemos nos aproximar de Deus sem morrermos para nós mesmos (Mt 16.24) e nada havia que o sistema religioso pudesse fazer em prol disto. Como a consciência da pessoa não tinha sido aperfeiçoada, a presença de Deus só trazia condenação. Com base nisto, podemos concluir que a salvação não depende do desejo da pessoa em ser salva, muito menos em seu esforço para conquistar a salvação (Rm 9.16).
O grande desafio não é fazer coisas para agradar a Deus, mas sim ter prazer Nele e no que Ele tem para operar em nós e através de nós. As abluções, incluindo o batismo, é uma tentativa da carne de se justificar. Podemos ver isto em Pedro:
·         “Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus e ia para Deus, levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, tu lavas-me os pés a mim? Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois. Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo.” (Jo 13.3-8).

Note que Pedro queria seguir Jesus, mas com o mesmo espírito das sete mulheres de Is 4.1: buscando justificar a si mesmo. É muito mais fácil confiar num ritual físico que está dentro dos nossos limites e controle do que se sujeitar a alguém (ainda mais quando se trata do próprio Deus). É difícil entregar o controle nas mãos de Deus.
Não é em vão que João diz que quem não ama a seu irmão não ama a Deus (1Jo 4.20,21). Afinal, se não tentamos nos sujeitar nem mesmo a um ser humano (onde um cede daqui e o outro de lá, como numa barganha), jamais perceberemos o óbvio: que para agradar a Deus não adianta fazermos acordos. Apenas aceitando a aliança Dele poderemos ser salvos, e isto implica em nos negarmos por completo.
Talvez você questione: “mas, aparentemente, foi Deus quem o batismo nas águas”.
Todos os rituais do Antigo Testamento foram ordenados por Deus e, ainda assim, não justificavam aqueles que os praticava. Pelo contrário, só geravam canseira (ver Ml 1.13), afastavam as pessoas ainda mais de Deus (Gl 5.4), as enchia de pecados (Rm 7.7-11; Tg 2.10) e as tornava malditas (Gl 3.10).
·         As mesmas janelas do céu que se abriram para derramar o dilúvio sobre a terra também era símbolo de bênção, já que a chuva era necessária para a colheita (Ml 3.10,11). Por outro lado, a provisão abundante é ocasião para temor, cova e laço (Is 24.17,18), já que estimula a cobiça (Pv 1.19; 1Tm 6.9-11).

·         “Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos quando comem pão.” (Mt 15.2);
“E estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam dois ou três almudes.” (Jo 2.6);
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de iniqüidade. Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo.” (Mt 23.25,26);
E o Senhor lhe disse: agora vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e maldade. Loucos! Quem fez o exterior não fez também o interior? Antes dai esmola do que tiverdes, e eis que tudo vos será limpo.” (Lc 11.39-41) – O problema é que o líderes religiosos estavam comendo e bebendo à custa da exploração dos pobres (por exemplo, as viúvas – Lc 20.46,47). Se eles pensassem em dar a cada um exatamente o que este precisa (que Deus colocou em sua despensa para ele – Mt 24.45; 1Co 4.1-2; 1Pe 4.10), eles não usariam as leis para criticar e desprezar as pessoas, mas para ver em que elas precisavam ser salvas. Deste modo, não julgariam as pessoas por não seguirem tradição de homens (Jo 2.6), muito menos sujariam interior deles querendo parecer justos diante dos homens (Lc 16.15);

·          “Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei.” (Ez 36.25). Entendendo que muitas destas imundícias eram ocasionadas por situações que eram alheias à vontade da pessoa (menstruação ou doenças como lepra ou algum líquido fluindo da sua carne) ou até como consequência de algo natural (lamentar a morte de um parente querido), bom (ajudar alguém com uma das doenças acima) e até vital (sêmen da cópula) ou ordenado por Deus (no exercício do sacerdócio), isto implica em não sermos mais censurados quando fazemos a vontade de Deus (Rm 14.16; 1Co 10.30) ou abençoamos alguém, muito menos quando somos vítimas de circunstâncias desagradáveis que nos torna abomináveis aos olhos de Deus e de todos, mesmo sem ter feito nada para merecer isto.

·          “Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado.” (Jo 15.3) – O que nos limpa é a Palavra que Jesus nos fala pessoalmente (Is 55.10,11), e não as que os líderes religiosos falam, por mais certas que sejam;


·         “Jesus respondeu, e disse-lhe: qualquer que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.” (Jo 4.13,14) – Quem bebe daquilo que Jesus dá, e não daquilo que os outros nos dão ou do que gostamos e colocamos para dentro (tipo por exemplo, os shows gospel que muitos participam). Detalhe: quem bebe da Água Viva nunca mais tem sede. Daí a vida Dele ser chamada de vida eterna. No entanto esta vida está escondida com Jesus (e Seu corpo) em Deus, ou seja, naquilo que diz respeito a Ele (Cl 3.3).

·         “E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado.” (Jo 7.37-39) – O Espírito Santo genuíno é dado apenas por Jesus àqueles que querem ser fonte bondade e misericórdia (Sl 23.6) para conduzir muitos à vida eterna (Jo 4.14). Para tais pessoas, a sede interior terá fim quando o Espírito Santo viver a Palavra de Jesus para os purificar das imundícias e dos ídolos. Note como só deixaremos de confiar (descansar) em outras coisas, nos envolvendo com algo que não reflita em tudo o caráter e Palavra de Cristo, quando nossa vida (nosso DNA) tiver se originada no Espírito Santo (visão) e na Sua Verdade (conceito) (Jo 4.23,24). Não adianta visão (que implica em estímulo) correta com conceitos errados, nem conceitos certos usados com más motivações.

·         “Também Mefibosete, filho de Saul, desceu a encontrar-se com o rei, e não tinha lavado os pés, nem tinha feito a barba, nem tinha lavado as suas vestes desde o dia em que o rei tinha saído até ao dia em que voltou em paz.” (2Sm 19.24);
·         “Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros.” (Jo 13.14);
·         “Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa,” (Hb 10.22);
·         “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações.” (Tg 4.8).

No que Jesus ofertou Seu corpo, aperfeiçoou para sempre os que são separados para uso exclusivo de Deus (Hb 10.14). A partir de então, o Espírito Santo tornou Suas leis o desejo do coração dos santificados (visão correta) e os levou a entendê-las corretamente (do ponto de vista espiritual) (Hb 10.16). Diante disto, não há mais lugar para o pecado na vida destes (Hb 10.17). Em outras palavras, ao ser imerso na verdade de Jesus (Jo 8.32) pelo próprio Jesus (Jo 8.36), a oferta para combater pecados (Hb 10.18) ganha um novo significado: ao invés de se fazer um ritual externo para convencer Deus a apagar o pecado de modo místico (como se supõe), Jesus oferece Seus dons internamente que irão fixar a Palavra de Deus e Seu caráter na pessoa, de modo que o pecado não consegue encontrar lugar para se manifestar.
Agora, com a pessoa enxergando e entendendo as coisas do ponto de vista espiritual, ela passa a fazer parte da vida daqueles que, como ela, foram trabalhadas pelo Espírito Santo ao vivo, de modo que passar a ser vistos como um só corpo. Este corpo (de Cristo) é o caminho para se entrar no santuário celestial. Contudo, isto só pode ser feito pelo sangue de Jesus, ou seja, por aqueles que concordam em viver Sua vida (Gl 2.20).
Jesus agora é o único sacerdote (Hb 10.21), cujo objetivo é multiplicar em abundância o fruto do Espírito Santo (Gl 5.22) para, com isto, aniquilar o pecado. Jesus é grande sacerdote porque, no que fez de nós Seu corpo, agora controla nossa alma e espírito, de modo a ser possível chegar-se ao Pai (Hb 10.22):
·         Com coração verdadeiro – que vê e entende do jeito certo, não enganando a si e aos demais achando que está buscando a Deus quando, na verdade, está se afastando nele (é o que acontece no sistema religioso);
·         Em inteira certeza de fé – nada de fé dobre, que tenta conciliar o sistema babilônico com as coisas espirituais;
·         Com o coração nosso e dos outros purificados da má consciência – muitos acabam entrando no Reino de Deus para acusar os que não dão conta (diabo) e para incitar as pessoas a buscarem o melhor desta terra (satanás (Mt 16.23), já que tal busca leva as pessoas a esquecerem as coisas espirituais, como Jesus deseja (Mt 6.19-21));
·         Com o corpo lavado com água pura.
No Antigo Testamento isto era muito utilizado. Por exemplo, a pessoa que tinha fluxo saindo da sua carne, tornava quem estava perto imundo, seja por:
a)      tocar a sua cama (Lv 15.5);
b)     se assentar sobre aquilo em que se assentou o que tem o fluxo (Lv 15.6);
c)      tocar a carne do que tem o fluxo (Lv 15.7);
d)     receber saliva do que tem o fluxo (Lv 15.8);
e)      tocar em alguma coisa que esteve debaixo dele, bem como levá-la para algum lugar (Lv 15.10);
f)       ser tocado pelo que tem o fluxo sem haver lavado as suas mãos com água (Lv 15.11).

Os itens “a”, “b” e “e” valem para a mulher na época da menstruação (Lv 15.19-27).
Tal pessoa deveria lavar o seu corpo e roupas com água (e mesmo assim ainda seria imundo até à tarde). Também dever-se-ia proceder do mesmo modo:

·         Quando a pessoa que tem o fluxo em sua carne ficasse curada (Lv 15.13);
·         Quando o homem ejaculasse (Lv 15.16,17);
·         Aquele que levasse o bode emissário (Lv 16.26)
·         O responsável por queimar a peles, a carne e o esterco do novilho e do bode da expiação (Lv 16.27,28);
·         Aquele que comesse corpo morto ou dilacerado (Lv 17.15);
·         Todo aquele que tocasse em algum morto, cadáver de algum homem (Lv 19.13);
·         Todo aquele que entrasse ou estivesse na tenda em que morreu alguém (Lv 19.14);
·         Quem tocar num morto ou nos ossos de algum homem ou numa sepultura (Lv 19.16);
·         O sacerdote que oferecesse a novilha ruiva, bem como aquele que a queimou (Lv 19.7,8). Detalhe: ambos também seriam imundos até à tarde. De certo pelo fato de que o simples contato com o cadáver de um animal já tornava a pessoa imunda (Lv 11.39,40). Isto mostra que, embora o ritual tivesse por finalidade purificar as pessoas dos pecados, o exercício do sacerdócio já deixava a pessoa contaminada. Ou seja, a obra do sistema religioso (que quase todos acham que é a de Deus), ao invés de purificar, deixa a pessoa ainda mais contaminada pelo pecado.

Também deveria lavar seu corpo com água aquela pessoa que tocasse em algum réptil ou em algum homem que se tornou imundo (seja por ser leproso, ter fluxo, por ter tocado em alguma coisa imunda de tocar em um cadáver ou réptil) (Lv 22.4-6).
O sumo-sacerdote também deveria lavar seu corpo com água ao vestir a ao tirar a túnica santa de linha (Lv 16.4,24) por ocasião do dia da expiação.
Isto influenciou tanto os judeus que, muitos, por causa disto, deduziram que a água era capaz de purificar tudo, a ponto de transformarem em tradição lavar as mãos (Mc 7.2,3), bem como utensílios usados para comer (Mc 7.4).
Tanto que Mefibosete, triste pela ausência de Davi, fica sem lavar os pés e as vestes, como que para mostrar, com sua vida, o quão imundo era Absalão e seu reino.
Por tudo isto é que Deus usa a água para o anúncio da chegada do Reino de Deus: primeiro com o batismo de João; depois, Jesus usa a metáfora da lavação dos pés (Jo 13.14) e Tiago a da limpeza das mãos que, juntas, lembram a obrigação dos sacerdotes de lavarem mãos e pés ao entrarem para servir a Deus (Êx 30.19,20).
Ajuntando com a questão do sumo-sacerdote entrando no Santo dos Santos, a lição que podemos aprender de lavar o corpo com a água limpa é:

·         Para resolver a cobiça de querer ser o maior, a receita é se colocar como servo de próximo, de modo a conservar Sua caminhada por este mundo limpa (Jo 13.4);
·         Para vencer o mundo com seus atrativos e, assim, ver o fim das guerras e contendas (Tg 4.1-3) e diabo fugindo de nós (Tg 4.7,8), a receita é limpar as mãos, ou seja, deixar Deus usar nossas mãos ao invés de querer enchê-la de bens deste mundo, ainda que com a desculpa que é para ser vir a Deus;
·         Para que possamos servir como instrumento de Deus para que os pecados das pessoas sejam perdoados, nosso ser deve ficar completamente limpo do pecado.

Enfim, para que possamos nos aproximar das pessoas (o verdadeiro Santo dos Santos), de modo a sermos bênção na vida delas, só existe uma receita: lavar o corpo com água pura (repare que, todas as referências que se faz à água no Antigo Testamento nunca se coloca a palavra “pura”, pois nenhuma água neste mundo é totalmente pura), ou seja:

·         “Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro” (1Pe 1.22).

3 – Batismo de João Batista

Vejamos, primeiramente, a missão de João Batista:

·         “E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.” (Lc 1.17);
·         “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus.” (Is 40.3);
·         “Disseram-lhe pois: Quem és? para que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes de ti mesmo? Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.” (Jo 1.22,23).

Ele foi enviado como precursor do Messias para preparar-Lhe o caminho rumo ao coração dos homens. Como Ele iria fazer isto?

·         “Apareceu João batizando no deserto, e pregando o batismo de arrependimento, para remissão dos pecados.” (Mc 1.4);
·         “E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados;” (Lc 3.3);
·         “Tendo primeiramente João, antes da vinda dele, pregado a todo o povo de Israel o batismo do arrependimento.” (At 13.24).

Vem a questão: o batismo de João realmente conduzia ao arrependimento que promove o perdão dos pecados? Com certeza não! O próprio João Batista reconhecia a ineficácia do seu batismo:

·         “E perguntaram-lhe, e disseram-lhe: Por que batizas, pois, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta? João respondeu-lhes, dizendo: Eu batizo com água; mas no meio de vós está um a quem vós não conheceis. Este é aquele que vem após mim, que é antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar a correia da alparca. No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (Jo 1.25-27,29).
·         “E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo.” (Mt 3.11).

Se isto não é suficiente, lembre-se que, quando Jesus quis ser batizado, João não quis batizá-lo justamente por saber que este batismo não tinha sentido para Jesus (Mt 3.14). Considerando que a Igreja é o corpo Dele, então isto se aplica a nós.
Até o próprio Jesus diz:

·         “Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (At. 1:5).

Paulo depois confirma isto ao mostrar que o batismo nada tinha haver com a evangelização (1Co 1.13-17). Do contrário, se a salvação tivesse algo haver com o batismo, então a evangelização de Paulo estaria incompleta, já que, conforme Jesus disse, quem fazia discípulos também deveria batizar a pessoa (Mt 28.19). Felizmente, como será visto, o batismo a que Jesus está se referindo é algo bem diferente.
 Além disto, para que a cruz de Cristo não se faça vã, não podemos ir com sublimidade de palavras e, como é bem sabido, todos que iam para serem batizados por João, o faziam confessando os seus pecados (Mt 3.6). Se fizessem uso de um belo discurso, estariam anulando 1Co 2.4,5; se fizesse uso de poucas palavras, ficaria parecendo que as mesmas eram uma fórmula mágica. Sem contar que, indiretamente, eles estavam se comprometendo a viverem um novo estilo de vida apoiados na própria força e desejo deles.
João Batista pode ter sido o maior homem nascido de mulher. Contudo, qualquer um que é cidadão do Reino de Deus (o que acontece após ter sido batizado pelo Espírito Santo) é maior do que Ele (Mt 11.11). Ajuntando com o fato de que a lei e os profetas duraram até João Batista (Lc 16.16) e que o batismo era um preceito da lei, logo já não tem mais validade (Ef 2.13-15; Hb 7.12).
A razão de se ter escolhido o batismo nas águas para arrependimento é tão somente para que as pessoas percebessem que a limpeza dada pela lei (e seus rituais) era tão somente superficial, externa e temporária. Apenas a companhia constante do Espírito Santo é que mantém nossa mente e coração incontaminados para sempre.
Alguém pode argumentar: mas então, por que Jesus consentiu que os discípulos batizassem?
Pense da seguinte forma: se o batismo é tão importante, como Jesus poderia deixar pessoas que não O amavam (Jo 14.28), que nem convertidos eram (Lc 22.31,32), batizassem? Mesmo após andar com Ele por mais de três anos, eles ainda eram tão carnais e meninos na fé que Judas o traiu (Mt 10.4), João chegou a desejar que caísse fogo do céu para destruir os samaritanos (Lc 9.54), Pedro cortou a orelha de Malco (Jo 18.10), além de negá-Lo três vezes (Lc 22.61). Fora as várias vezes que eles disputaram para ver quem era o maior (Mt 18.1; 20.24-28; 23.11; Mc 9.34; Lc 9.46; 22.24, sendo esta última por ocasião da santa ceia).
Se mesmo na véspera da morte de Jesus eles nem convertidos eram, quão dirá no início da caminhada com Jesus, quando mal conheciam Ele e Seus ensinamentos. Não passavam de pessoas rudes que acabaram de ser chamadas para segui-Lo. E para piorar as coisas, nem mesmo da tribo de Levi eles eram (lembre-se que o Novo Testamento só começou com a morte de Jesus – Hb 9.16).
Ou seja, nunca houve alguém tão despreparado quanto eles.
Mas, se o batismo não tem valor, então por que Jesus permitiu que eles batizassem? Para que eles e todos percebessem que o ritual não é importante, mas sim a operação do Espírito Santo. Não importa o quão erudito seja o ministro de Deus ou quão bem elaborado é o ritual, quem salva é o Espírito Santo, e isto por meio da fé da pessoa:

·         “E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.” (Lc 7.50);
·         “E ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.” (Lc 8.48);
·         “E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou.” (Lc 17.19);
·         “E Jesus lhe disse: Vê; a tua fé te salvou.” (Lc 18.42).

Por isto é que os obreiros da iniquidade ficam espantados ao verem Deus dando profecias, expulsando demônios e fazendo muitas maravilhas e ainda assim Jesus dizer que não os conhecia (Mt 7.21-23). Eles achavam que era por causa deles que Deus estava fazendo os milagres, quando, na verdade, Deus estava passando por cima deles, o que lembra o que se deu no dia da páscoa, quando o anjo da morte era obrigado a passar por cima de toda casa que estava coberta com o sangue do cordeiro (Êx 12.23). A única diferença é que, aqui, Jesus passa por cima das portas do inferno disfarçadas (Mt 16.18) a fim de que Sua salvação alcance Suas ovelhas.
Enfim, a ideia é que todos vissem que batismo de João, em si, nada significava e, assim, ao invés de permanecerem se alegrando com aquela pequena candeia (Jo 5.35), fossem despertados para a necessidade de buscar e seguir a verdadeira luz do mundo (Jo 8.12).
Como já vista, o papel de João era preparar o caminho do Senhor. E a melhor forma para isto era usar um ritual que lembrava muito os métodos usados pelos judeus para purificação dos pecados a fim de que eles percebessem a inutilidade dos mesmos.
É claro que nenhum deles funcionava, mas a ideia era justamente esta: mostrar que qualquer método externo de purificação é sem valor e que apenas o amor contínuo pelo próximo (Lc 11.41) após batizado pelo Espírito Santo (daí João tanto enfatizar isto em Jesus – Mt 3.11) pode limpar de vez o coração da pessoa.
Infelizmente, até hoje, muitos, como Apolo, não têm compreendido esta verdade:

·         “Este era instruído no caminho do Senhor e, fervoroso de espírito, falava e ensinava diligentemente as coisas do SENHOR, conhecendo somente o batismo de João. Ele começou a falar ousadamente na sinagoga; e, quando o ouviram Priscila e Áqüila, o levaram consigo e lhe declararam mais precisamente o caminho de Deus.” (At 18.25,26).

Ou seja, pregam o evangelho, dizem que a salvação é pela graça mediante a fé (Ef 2.8,9), mas no fundo ainda creem disfarçadamente no batismo de João, ou seja, de que é necessário algum ritual ou oferta carnal para purificação dos pecados ou receber bênçãos (como, por exemplo, jejuns, campanhas, dízimo, ofertas, votos, etc.). É triste ser instruído no caminho do Senhor, mas enxergando e buscando apenas as coisas deste mundo (1Co 15.19).
Hoje, o batismo de João não tem valor.

·         “E eu vos digo que, entre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João o Batista; mas o menor no reino de Deus é maior do que ele. E todo o povo que o ouviu e os publicanos, tendo sido batizados com o batismo de João, justificaram a Deus.” (Lc 7.28,29).

Na época, contudo, isto era tão importante que ser batizado por João era um modo de glorificar a Deus. Mas como, se ele não tinha nenhuma utilidade prática? É o mesmo que se deu na época de Moisés: ele deveria ir falar com faraó, mesmo sabendo que este não o iria ouvir (Êx 3.19,20).
Ou seja, embora o batismo de João não perdoasse pecados, quem amava a Deus participaria disto por saber que vinha de Deus e que fazia parte do processo pelo qual se chegaria ao verdadeiro batismo. Para ser mais exato, como já dito, era necessário servir de instrumento para mostrar a inutilidade da lei a um povo que a endeusava (Jo 9.28).
Hoje, o caminho do santuário já foi aberto (Hb 10.19-22), de modo que não precisamos mais destes rituais externos para chegar a Jesus e ser cheio do Espírito Santo.
Foi isto que o Espírito Santo tentou ensinar a Pedro e a todos na casa de Cornélio, mas eles não entenderam a mensagem (At 10.44-46), nem os que se dizem crentes hoje, a saber: que o batismo nas águas não tem serventia alguma.