quarta-feira, 19 de agosto de 2020

191 - Apocalipse 21.1-8 e 22.7-21

APOCALIPSE 21.1-8 a 22.7-21

INTRODUÇÃO

Daniel apresenta anjos representando nações e se opondo um ao outro. Aqui no Apocalipse vemos anjos tendo sob controle águas, fogo, etc.

O Criador permite tantas contradições e oposições acerca de Jesus e Sua Palavra a fim de mostrar a todos que nenhuma força (seja física, sentimental ou mental) pode destruir o reino de Jesus. Também mostra que não há possibilidade de algo funcionar a menos que esteja rigorosamente de acordo com a vontade de Cristo.

Mas afinal, qual a finalidade do Apocalipse? Com certeza não é satisfazer nossa curiosidade acerca do futuro, mas sim revelar a todos que estão passando por alguma espécie de sofrimento que a história não está descontrolada, mas governada pela vontade do Criador que deseja mostrar, entre outras coisas, o que é o mundo onde Ele deixa tudo entregue nas mãos do homem de modo que ele seja livre para fazer o que quiser (em outras palavras, um verdadeiro inferno).

Contudo, a mensagem central do Apocalipse é que, não importa o que o ser humano faça ou intente, a vitória de Cristo e Seus seguidores é certa. Não é em vão que João faz questão de enfatizar que Jesus é “o Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap 17:14; 19:16). Ele é dono de tudo (Sl 24.1) e lhe foi dado o controle absoluto de tudo (Jo 17.2; Ef 1.21-23), embora isto só virá a ser visto após o soar da última trombeta (Ap 11.15).

Tudo na Nova Jerusalém é Cristo:

 

       A porta (João 10.7);

       O muro (Sl 46.1);

       O fundamento;

       O adorno do fundamento (Rm 13.14; Cl 3.14);

       A rua (Jo 14.6);

       Os edifícios (1Co 6.15);

       O Rio de Vida (Jo 7.37-39);

       A Árvore da Vida (Jo 15.1).

 

Podemos fazer um paralelo entre Gênesis e Apocalipse:

 

GÊNESIS

APOCALIPSE

Começa com a criação.

Termina com a nova criação

A criação é coroada com o primeiro sábado

Fecha com o repouso santo, pleno e perpétuo para todos (Hb 4.10,11).

É criado o primeiro Adão para ser cabeça da humanidade caída

Termina com o segundo Adão como cabeça dos nascidos de novo

Começa com Eva, esposa do primeiro Adão, a incitadora do pecado (1Tm 2.13,14) e, por isto, condenada e maculada.

Termina com a segunda Eva (a Noiva do Cordeiro), exaltada, santa e gloriosa

Ser humano é expulso do jardim e proibido de ter acesso à árvore da vida

Ser humano tem acesso pleno ao Rio de Vida e à Videira Verdadeira sem restrições.

Terra é amaldiçoada

Terra é totalmente livre de maldição

Há-Satan está livre para tentar e ferir

Ha-Satan está preso no lago de fogo e enxofre eternamente

Aqui começa o choro, o desespero e a morte

Não há mais morte, pranto, clamor ou dor

 

Diferenças entre o primeiro e o segundo paraíso:

 

PRIMEIRO PARAÍSO

MILÊNIO

Aqui tem-se o paraíso em uma região da terra

Aqui tem-se uma cidade inteira dentro do paraíso.

Apenas Adão e Eva desfrutaram dele

Milhões e milhões terão parte.

Havia apenas uma árvore da vida produzindo um tipo de fruto

Haverá várias árvores da vida ao longo do rio da água da vida, a qual produz doze tipos de frutos durante o ano todo.

Ha-Satan pode enganar os que creem.

Ha-Satan não tem acesso

 

Muitos se perguntam se nós comeremos no céu. Considerando que nosso corpo será semelhante ao de Cristo (1Co 15.48), certamente poderemos comer. Lembre-se que Jesus comeu (Lc 24.41-43; Jo 21.12-14), os anjos comeram com Abraão (Gn 18.6-8), a grande reunião entre Jesus e Seu povo é descrita como a ceia das bodas do Cordeiro (Ap 19.9) e Jesus disse que voltaria a provar do fruto da videira (Lc 22.15,16). Contudo, isto não será uma necessidade.

Na eternidade, não há necessidade de templo porque não há necessidade de reconciliação. No milênio, porém, haverá templo (só que João não o viu – Ap 21.23).

É oportuno aqui deixar claro que, na Nova Jerusalém após o milênio, ninguém é mais sobre ninguém. Não há hierarquias, já que o Eterno é tudo em todos (1Co 15.28).

A respeito da Nova Jerusalém após o Juízo Final, podemos afirmar:

 

·       O fato de ser uma cidade (Ap 21.2): mostra ela como identificando um povo em harmonia, estabilidade e unidade orgânica. Há mútuo interesse e companheirismo;

·       Novo céu e nova terra (Ap 21.1): fonte de vida e fundamento completamente novos. Embora Jesus seja a essência de tudo, Sua manifestação será diferente;

·       O mar não existe (Ap 21.1): não há mais condenação, pois não há pecado;

·       Cidade santa: (Ap 21.2) todos são separados para uso exclusivo do Eterno;

·       Desce dos céus (Ap 21.2): é uma obra feita exclusivamente pelo Criador;

·       Adereçada como noiva adornada para o seu marido (Ap 21.2): o tipo de justiça que é exercida nela é algo que adorna quem a ela se submete. Isto confere à Igreja esplendor, beleza, perfeição, força e grandeza (Ezekiel 16.14):

o   Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus (Ap 21.3): isto mostra o tipo de comunhão entre o Criador e Seu povo. Não se trata de mero contato físico para realização atividades em troca de bênçãos. Antes:

o   Nós podemos ser o tabernáculo de Deus com os homens, isto é, podemos e devemos ser o lugar onde Jesus se encontra com quem Ele deseja;

o   Ele prometeu morar conosco (Mt 28.20; 1Jo 2.27), a saber, estabelecer relacionamento amando-nos, consolando-nos, trabalhando Seu desejo dentro de nós (Fp 2.12,13);

o   Nós podemos ser Seu povo (Sl 100.3), desde que nós recebamos em nós a imagem e semelhança do Criador que o ser humano perdeu quando pecou;

o   Deus mesmo pode estar conosco, ou seja, quem Ele realmente é, e não o que nós imaginamos ou desejamos que Ele seja. Sua presença não é para ser simbólica, metafórica ou passiva (somente olhando sem fazer nada). Ele deseja ardentemente ensinar-nos tudo que nós necessitamos saber (Is 48.17-19).

o   Ele pode ser nosso Deus, ou seja, nosso tudo, exatamente o que nossa alma precisa (Sl 37.4).

·       E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima (Ap 21.4): o consolo será perfeito e pleno, com o devido esclarecimento de tudo;

·       e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor (Ap 21.4): o pecado e suas consequências não têm mais lugar e o corpo não tem mais elemento perecível. Não haverá dor proveniente de doença, nem de frustrações. Não haverá mais condenação proveniente de maldição para pressionar a consciência ou poluir a alma;

·       porque já as primeiras coisas são passadas (Ap 21.4): todas as obras antigas foram destruídas pelo fogo em virtude de sua imperfeição. Até mesmo o conhecimento de Cristo que temos hoje irá passar (1Co 13.10);

·       Eis que faço novas todas as coisas (Ap 21.5): sua composição é completamente inédita. Toda ajuda que aqui é preciosa, lá será desnecessária, pois os impedimentos aqui existentes desaparecerão;

·       Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim (Ap 21.6): Jesus é a essência de tudo na cidade;

·       A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida (Ap 21.6): a provisão de nossas necessidades é abundante, pura, perfeita, eterna e gratuita.

 

Diferenças entre a Nova Jerusalém de Ap 21.9-Ap 22.6 e Nova Jerusalém de Ap 21.1-8 (o fim do que costuma ser agora):

 

Nova Jerusalém de hoje (espiritualmente) e do Milênio ( fisicamente também - Ap 21.9-Ap 22.6)

Nova Jerusalém na Eternidade (Ap 21.1-8)

Há um excelente muro de segurança

Não há necessidade de muro

Há portas para a entrada dos eleitos

Todo mundo já entrou. Não há necessidade de porta

Não há templo, pois o Criador e o Cordeiro são o templo. No milênio haverá um templo, mas ficará fora da Nova Jerusalém.

Nova Jerusalém é o tabernáculo do Criador com os homens

Há o povo de dentro (a Igreja), os israelitas em volta da Nova Jerusalém e as nações.

Há somente um povo: o povo do Criador.

Há sol e lua para iluminar o restante das nações.

Há novo céu, sem sol, lua ou estrelas

Há folhas da árvore da vida para cura das nações.

Não há mais morte, pranto, clamor, nem dor.

Adornada com ouro, pedras preciosas e pérolas.

Adornada como noiva para o seu marido.

Imune contra o mal.

O mal já passou.

O mar físico será purificado, sendo possível beber das suas águas.

O mar que existe acima do firmamento será extinto

 

Resumindo aquilo que agora existe e não mais existirá na eternidade:

 

       Mar;

       Morte;

       Dor;

       Noite;

       Pecado;

       Maldição.

 

Há uma forte conexão entre os capítulos 20 e 21 do Apocalipse. Afinal, ambos mencionam:

 

       "céu e terra" (20:11; 21:1).

       "mar" (20:13; 21:1),

       "livro da vida" (20:12; 21:17);

       "trono" de Deus (20:11; 21:3);

       "segunda morte" (20:14; 21:8);

       "lago de fogo" (20:15; 21:8).

 

Os capítulos 21 e 22 do Apocalipse são os mais importantes do livro. Eles mostram o objetivo eterno do Criador: o de habitar pessoalmente com a humanidade que Ele criou (ver Êx 19.6; Ap 21.3,4).

O motivo de João citar as doze tribos de Israel (Ap 21.12) e, em seguida, os doze apóstolos (Ap 21.14) confirma que a Nova Jerusalém não é algo completamente inédito, mas uma continuação de um plano tremendo que começou na eternidade (1Pe 1.20; Ap 13.8; 17.8), passou por Israel, pelos doze apóstolos e irá continuar por toda a eternidade (confirmando Rm 11.29).

O Criador e o Cordeiro se ligam à Igreja de sete formas:

 

·       A Igreja é a Noiva do Cordeiro (Ap 21.9);

·       Em cada fundamento estará o nome de um apóstolo do Cordeiro (Ap 21.14);

·       O Criador e o Cordeiro são o templo da Igreja (Ap 21.22). Para ser mais exato:

o   na atual dispensação, a Igreja é o templo do Espírito Santo (1Co 3.16; 6.19; 2Co 6.16), mas também tem o Criador como templo, espiritualmente falando;

o   no milênio, o Criador e o Cordeiro são o templo da Igreja fisicamente;

o   na eternidade, a Igreja é o templo do Criador e do Cordeiro, mas também tem o Criador como templo, fisicamente falando;

·       O Criador e o Cordeiro são a luz da Igreja (Is 60.19; Ap 21.23; 22.5);

·       Na Igreja só entra quem está escrito no livro da vida do Cordeiro (Ap 21.27);

·       Na Igreja está o trono do Criador e do Cordeiro (Ap 22.3);

·       Do trono que está na Igreja flui o Rio de Vida (Ap 22.1).

 

A presença da Igreja como templo do Criador neste mundo fora profetizado (Is 37.26,27). Mas, o que isto significa (1Co 3.16; 6.19; 2Co 6.16)? Quer dizer que apenas Nela a presença do Criador é possível ser experimentada (ver Is 45.14; 1Co 14.25).

O foco dos seguidores de Cristo não é apenas o céu (onde habita a plenitude da presença do Criador), mas também a cidade celestial, a qual não é um conjunto de prédios com serviços públicos e casas vazias, mas a vida dos verdadeiros adoradores.

Aliás, agora fica claro o motivo pelo qual os verdadeiros adoradores adoram em espírito: porque a adoração do verdadeiro convertido não consiste em exaltar Jesus diante de pessoas fisicamente, mas ser usado por Jesus para construir valores espirituais na vida um do outro. Inclusive, o fato de estarmos mortos para o mundo (Gl 6.14; Cl 3.3) indica que o objetivo não é melhorar o mundo, mas sim estimular os que creem a saírem dele a fim de terem seu interior preparado para a vinda de Cristo. Ou seja, o objetivo não é apenas fazer diferença diante dos olhos do mundo, mas sim levar as pessoas a enxergarem o céu como uma nova e aprazível realidade.

Compare a Nova Jerusalém com a Grande Babilônia:

 

Grande Babilônia

Nova Jerusalém

Tem escrito na testa “Babilônia, a grande, a mãe das meretrizes e das abominações da terra”.

Tem escrito na testa o nome do Pai e do Filho (Ap 14.1)

Domina sobre os reis da terra. Não é o rei quem conduz o povo, mas ela quem os conduz (Ap 17.18).

Desce do céu (se humilha a fim de poder servir). Porém, faz isto da parte do Criador, ou seja, sem deixar de sujeitar a terra (Gn 1.28) ao Senhor Jesus.

Embriaga a todos os habitantes da terra com o vinho do furor da sua prostituição (Ap 18.3);

Serve de refúgio para os opressos do povo do Criador (Is 14.32).

Cidade da besta (animal de carga ou cavalgadura)

Cidade do Cordeiro (Jesus é representado como animal cordial).

Nunca tem paz verdadeira (Is 57.19-21; embora muitos achem que sim – 1Ts 5.3). Seu fim é o tormento eterno (Is 66.24; Ap 14.10,11), o qual é simbolizado por Sodoma (Gn 19.29) e Edom (Is 34.9,10)

Não há mais opressão, a saber, morte, pranto, clamor e dor (Ap 21.4).

 

Tudo isto vem a nos ensinar que não há como fugir da adoração: ou estaremos adorando o Criador em espírito (Jo 4.23,24) na Nova Jerusalém, ou estaremos louvando o homem e sua tecnologia na carne, junto com a Grande Babilônia e Ha-Satan.

Pense: é possível:

 

·       alguém ser mais ou menos vencedor?

·       uma mulher ser mais ou menos virgem?

·       uma nota ser mais ou menos falsa?

 

Daí a mensagem por trás das sete cartas: exortar os membros a decidirem se iriam fazer parte da adoração da Grande Meretriz ou da Noiva do Cordeiro.

Assim como oito dos dez mandamentos são negativos (não matarás, não adulterarás, etc.), para descrever a Nova Jerusalém João usa sete “nãos”:

 

(1) não haverá mais mar (Ap 21:1);

(2) não haverá mais morte, lágrimas, pranto, clamor ou dor (Ap 21.4);

(3) não haverá mais templo (Ap 21.22);

(4) não haverá mais necessidade do sol ou da lua (Ap 21:23; 22:5);

(5) não haverá noite, nem as portas nunca serão fechadas (Ap 21:25; 22:5);

(6) não haverá mais pecado (Ap 21:27);

(7) não haverá mais maldição (Ap 22:3).

 

Se, por um lado, o maior erro do ser humano foi querer ter conhecimento do bem e do mal (Gn 2.17), agora o que ele mais deseja é que todo o mal seja exterminado. Ou seja, o que o ser humano sem Cristo mais busca hoje, é exatamente o que ele outrora tinha: conhecimento apenas do bem. Agora ele tem que lutar contra algo que sequer era para existir.

Você já reparou que os excluídos da Noiva (Ap 22.15) são exatamente aqueles que possuem as características ou atributos da Meretriz?

 

CARACTERÍSTICAS

NOIVA DO CORDEIRO

GRANDE MERETRIZ

Imundície

Ap 21.27

Ap 18.2

Abominação

Ap 21.8,27

Ap 17.4,5

Fornicação

Ap 21.8

Ap 17:1, 2, 5, 15, 16; 18:3

Feitiçaria

Ap 21.8

Ap 18.23

Idolatria

Ap 21.8

Ap 19.20

Mentira

Ap 21.8

Ap 19.20

Homicídio

Ap 21.8

Ap 17.6; 18.24

 

Porque a Grande Babilônia é chamada de meretriz? Porque, ao pecar, o que ela fazia era buscar a solução fora do relacionamento com o Criador, em pessoas que parte alguma têm Nele (Jo 14.30; 1Co 6.4).

Por aqui fica claro que o pecado é fundamentado na mentira (isto inclui ausência de informação – 2Co 4.3,4) e não visa apenas atitudes erradas, mas sim corromper o tipo de relacionamento dos seres humanos entre si e com o Criador, bem como fazer alianças sem o Seu consentimento (Is 2.6; 30.1).

Também vale destacar que:

 

  • Ap 22.15 menciona 6 classes de perdedores;
  • Ap 2 e 3 menciona 7 classes de vencedores;
  • Ap 21.8 menciona 8 classes de perdedores.

 

Porventura não haverá uma associação?

 

PECADO

PROMESSA AO VENCEDOR DA IGREJA DE

MOTIVO

Covardia

Esmirna (Ap 2.10)

Medo do sofrimento e da morte (daí Jesus dizer: Não temas)

Abominação

Laodicéia (Ap 3.19)

Não tem zelo

Fornicação

Éfeso (Ap 2.4)

Abandonou o primeiro amor

Feitiçaria

Tiatira (Ap 3.20)

Se diz profetiza, ensina e induz ao erro

Idolatria (aliança profana)

Pérgamo (Ap 3.14)

Prêmio de Balaão

Mentira

Sardes (Ap 3.1)

Tem nome de que vive, mas está morto

Incredulidade

Filadélfia (Ap 3.8)

Tens pouca força (Rm 14.1)

 

Um paralelo pode ser feito entre a descrição da Nova Jerusalém e a queda da Grande Babilônia:

 

Grande Babilônia

Nova Jerusalém

A Grande Babilônia caiu (Ap 18.2)

A Nova Jerusalém foi colocada num alto monte (Ap 21.9) que encherá toda a terra (Dn 2.35).

Se tornou morada de demônios, e covil de todo espírito imundo e detestável (Ap 18.2)

É habitação do Criador e do Cordeiro (Ap 22.1,3).

Esconderijo de toda ave imunda e odiável (Ap 18.2)

Não entra nela nada imundo (Ap 21.27).

Todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição (Ap 18.3).

Bebe do Rio puro da Água da Vida (Ap 22.1).

Os reis da terra se prostituíram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias (Ap 18.3). Seu marido sequer é mencionado.

Serve apenas ao Rei dos reis. As nações trazem para ela sua honra e riqueza (Ap 21.24,26).

Sai dela, povo meu (Ap 18.4).

E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida. (Ap 22.17).

Não sejas participante dos seus pecados (Ap 18.4).

Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. (Ap 19.9).

Não incorras nas suas pragas (Ap 18.4). Os tais receberão de volta, em dobro (Ap 18.6) e num só dia (Ap 18.8,10), todo o mal que deram as outros.

Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram (Ap 21.1). Eis que faço novas todas as coisas. (Ap 21.5).

Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu (Ap 18.5).

A nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido (Ap 21.2).

E os reis da terra, que se prostituíram com ela, e viveram em delícias, a chorarão, e sobre ela prantearão (Ap 18.9) junto com os mercadores da terra (Ap 18.11,15,18,19).

Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor (Ap 21.4).

Foi despida de todo ornamento e preciosidade (Ap 18.12-14,16).

Foi vestida com os atos de justiça dos santos (Ap 19.7,8).

Não se ouvirá mais a voz de harpistas, e de músicos, e de flautistas, e de trombeteiros (Ap 21.22).

Os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro (Ap 15.2,3).

Luz de candeia não mais luzirá em ti (Ap 21.23).

E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada. (Ap 21.23).

Voz de esposo e de esposa não mais em ti se ouvirá (Ap 21.23).

Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou (Ap 19.7).

Nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra (Ap 18.24).

Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus (Ap 21.3).

Corrompeu a terra com a sua prostituição (Ap 19.2).

E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. (Ap 20.4).

Que cidade é semelhante a esta grande cidade? (Ap 18.18)

A Nova Jerusalém media doze mil estádios, como que fazendo a Grande Babilônia parecer um brinquedinho (Ap 21.16)

Todo o piloto, e todo o que navega em naus, e todo o marinheiro, e todos os que negociam no mar se puseram de longe (Ap 18.17).

E as nações andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra. E a ela trarão a glória e honra das nações. (Ap 21.24,26).

Não será jamais achada (Ap 18.21).

Levou-me em espírito a um grande e alto monte (Ez 40.2), e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém (Ap 21.10).

 

João usa o número doze sete vezes em Ap 21 e uma em Ap 22:

 

·       Doze portas (Ap 21.12);

·       Doze pérolas (Ap 21.21);

·       Doze anjos (Ap 21.12);

·       Doze tribos de Israel (Ap 21.12);

·       Doze fundamentos (Ap 21.14);

·       Doze apóstolos do Cordeiro (Ap 21.14);

·       Doze mil estádios (Ap 21.16);

·       Doze frutos que a árvore da vida produz (Ap 22.2)

 

A magnificência da Nova Jerusalém mostra que a glória dela será maior do que a do Éden. Afinal, o poder do Criador se aperfeiçoa na fraqueza (2Co 12.9,10) e graça superabunda onde o pecado abunda (Rm 5.20).

Vem a questão: para que uma cidade tão grande uma vez que muitos são chamados e poucos os escolhidos (Mt 20.16; 22.14)? Uma das razões é para que as nações se sentissem indignas e miseráveis ao levar aquilo que o mundo considerava como suas riquezas, glória e honra (Is 60.10,11; Ap 21.24,26).

Outra é para que nós possamos perceber como nossa percepção acerca de grandeza é tão medíocre. Em virtude da escassez e limitações a que todos são submetidos, nos conformamos tanto às misérias deste mundo que uma cidade tão grande parece impensável. Contudo o Criador supre nossas necessidades segundo as Suas riquezas (Fp 4.19), e não segundo a pequenez da nossa mente ou à mediocridade do nosso coração.

Na atual dispensação, o Espírito Santo habita em cada um que crê em meio a este mundo. No milênio, os que creem vão habitar no Criador (Ap 21.22), o que faz da Nova Jerusalém (Igreja) um imenso templo. Não importa onde vá, estar dentro dela é estar dentro do próprio Criador.

Após o milênio o Criador estará na Igreja, a qual estará por todo o mundo (e não apenas em Jerusalém). Isso nos ensina que o céu não é só o nosso destino, mas, antes de tudo, nossa motivação de viver. Note como o conhecimento de tal realidade mudou completamente o modo de viver de Abraão (Hb 11.10,13-16).

Cada parte da Nova Jerusalém implica em uma característica que todo membro da Igreja deve possuir:

 

·       A cidade (suas construções) de ouro puro, semelhante a vidro puro. (Ap 21.18) – Os relacionamentos devem ser construídos com indivíduos que temem a Palavra do Criador e Seu amor (Pv 2.3-5; 3.13-15; 23.23; Ml 3.2-3). Nada de construir a vida com pessoas más e adúlteras (1Co 3.12-15; ver Mt 12.39; 16.4).

·       A rua da cidade de ouro puro, como vidro transparente. (Ap 21.21) – Nossa vida deve tornar a caminhada das pessoas pura (Jo 13.14) e direita (Pv 4.26,27; Hb 12.13).

·       No meio da praça estava a árvore da vida (Ap 22.2) – Devemos ser o lugar onde os indivíduos possam encontrar descanso (Is 14.32), cura e alimento espiritual;

·       Muro era grande e de jaspe (Ap 21.18) – simboliza a vigilância sobre o rebanho do Criador. Cada membro deve zelar para que os olhos de todos permaneçam fixos em Jesus e nas coisas do alto (Mt 24.42-45; Mc 13.33-37; Cl 3.1,2; Hb 12.1,2).

·       Cada uma das portas era uma pérola (Ap 21.21) – cada convertido deve ser um chamado de Cristo na vida das demais, de modo que o amor, cuidado e zelo para com Ele conduza as demais a entrarem no Reino do Criador.

·       Fundamentos do muro da cidade eram pedras preciosas e estavam adornados de toda a pedra preciosa (Ap 21.19) – Devemos servir de suporte na vida uns dos outros (Ef 4.2; Cl 3.13) e vestirmos uns aos outros com a justiça do Criador.

 

Características da Nova Jerusalém:

 

·       Celestial: “veio a mim um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro.” (Ap 21.9);

·       Divina: “E tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente.” (Ap 21.11);

·       Segura: “E tinha um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel.” (Ap 21.12);

·       Precisa: “E aquele que falava comigo tinha uma cana de ouro, para medir a cidade, e as suas portas, e o seu muro.” (Ap 21.15);

·       Simétrica: “E a cidade estava situada em quadrado; e o seu comprimento era tanto como a sua largura. E mediu a cidade com a cana até doze mil estádios; e o seu comprimento, largura e altura eram iguais.” (Ap 21.16);

·       Ampla: “…E mediu a cidade com a cana até doze mil estádios...” (Ap 21.16);

·       Valiosa: “E a construção do seu muro era de jaspe, e a cidade de ouro puro, semelhante a vidro puro. E os fundamentos do muro da cidade estavam adornados de toda a pedra preciosa...” (Ap 21.18,19).

 

Características do Apocalipse:

 

1)  Fonte de inspiração: Jesus (Ap 22.6);

2)  Finalidade: preparar Seus servos para as coisas que devem acontecer de modo breve (Ap 22.6);

3)  Mensagem central do livro: Jesus (Sua glória, poder, mensagem, Noiva, vitória, ira, adoração);

4)  Como a revelação foi dada: por meio de um anjo (Ap 22.6)

5)  A quem a revelação foi dada: a João, uma testemunha que experimentou (viu e ouviu) tudo;

6)  Destinatário inicial: aos sete grupos de seguidores de Jesus na Ásia (Ap 1.4).

O Apocalipse é o livro da vitória de Cristo. Todos os acontecimentos descritos nos selos, trombetas, taças, besta, falso profeta, marca da besta e Grande Babilônia representam a punição de Cristo para um mundo corrupto, egoísta e falso.

Para ser mais exato:

 

·       Besta do mar, besta do abismo, falso profeta, marca da besta e Grande Babilônia são o instrumento do Criador para encher a medida dos pecados do mundo (Gn 15.16), de modo que os mesmos se acumulem até o céu (1Ts 2.16) e, assim, estejam prontos para serem condenados (2Ts 2.9-12);

·       Selos e taças são o julgamento;

·       Trombetas são o alerta à Igreja para que saia da Grande Babilônia a fim de não ser cúmplice nos seus pecados e não participar dos seus flagelos (Ap 18.4).

 

Quanto à vitória conquistada por Jesus:

 

·       Pelas suas obras as pessoas serão julgadas (Rm 2.6; Hb 10.30; Ap 22.12); pela obra de Cristo a Igreja será salva;

·       Pelo sangue do Cordeiro o indivíduo entra na Nova Jerusalém pelas portas (Ap 22.14);

·       Só os lavados no sangue do Cordeiro vencem Ha-Satan (Ap 12.11), comem da Árvore de Vida e entram na cidade pela porta (Ap 22.14).

·       A Igreja leva consigo para a presença de Jesus as obras de Cristo; os ímpios levam consigo para o Seol suas obras (Ap 14.13);

 

De uma maneira resumida, com relação à Nova Jerusalém:

 

·       A cidade é o trono do Criador (Ap 22.1,3);

·       O Eterno é o santuário dessa cidade (Ap 21.22).

·       O Cordeiro será a lâmpada dessa cidade (Ap 22.5).

·       Seu arquiteto e fundador é o Criador (Hb 11.10,13-16).

 

Quando o Eterno fizer descer fogo do céu para consumir os inimigos Dele (Ap 20.9), Ha-Satan será lançado no lago de fogo e enxofre (Ap 20.10) e o Grande Trono Branco será estabelecido. Neste momento, terra e céus fugirão da presença do Eterno, de modo que o julgamento de todos se dá no espaço (Ap 20.11).

Ou seja, tal como se dará por ocasião da vinda de Cristo (descrito em Is 65.17; 66.22), dar-se-á novamente por ocasião do Juízo Final. No entanto, há algumas diferenças:

 

NO MILÊNIO

NA ETERNIDADE

os três céus e a terra serão recriados (Is 65.17; 66.22). Continuará havendo três céus:

o   o Eterno e os anjos ficam habitando no terceiro céu;

o   os demônios ficam presos no segundo céu durante o milênio;

Depois do juízo final haverá apenas um céu e uma terra (Ap 21.1), já que, agora, o Eterno será tudo em todos habitando com os anjos nesta terra completamente transformada (1Co 15.28).

No milênio o mar não é destruído. Apenas tem, em sua maior parte, suas características mudadas (Ez 47.8-10).

Depois do juízo final o mar acima do firmamento não mais existirá (Ap 21.1).

 

No milênio haverá o templo de Ezequiel, o qual ficará em Jerusalém (não na Nova Jerusalém, mas na cidade de Jerusalém que ficará no território destinado a Israel). Para ser mais exato: os israelitas irão acampar ao redor da Nova Jerusalém que, como um todo, será um santuário ao Eterno (Ap 21) (lembrando o que se dava no tabernáculo quando a tribo de Levi se acampava ao redor. No entanto, uma destas cidades de Israel será Jerusalém, para onde as nações devem se dirigir por ocasião da festa dos tabernáculos (Zc 14.14-21).

Não haverá templo.

A posteridade de Israel (bem como o nome deles) estará diante do Eterno (Is 66.22) e toda carne irá celebrar a festa da lua nova e o sábado (Is 66.23).

Depois do juízo final não haverá mais rituais sagrados.

 

 

Entenda: quando Jesus vier e arrebatar a Igreja, os não-israelitas que se converterem irão trazer as virgens néscias (os israelitas que irão se converter depois do arrebatamento) ao colo e afagá-los sobre os joelhos (Is 66.12). Em Jerusalém eles serão consolados (Is 66.13).

Em meio a toda perseguição promovida pelo anticristo, Jesus se indignará (Is 66.14) e, então virá com fogo para tornar a sua ira em furor, e a sua repreensão em chamas de fogo (Is 66.15). Afinal, com fogo e com a Sua espada, Jesus entrará em juízo com toda carne (Is 66.16). Daí Jesus usar Ha-Satan, a besta e o falso profeta para ajuntar todas as nações e línguas (Ap 16.13,14).

Os não-judeus que se converterem (as ovelhas de Mt 25.34) serão enviados para os lugares mais longínquos da terra para que a terra se encha da glória do Eterno (Hc 2.14; Is 11.9; Is 66.19). Alguns, no entanto, serão tomados por sacerdotes e por levitas (Is 66.21) quando trouxerem os israelitas para seu lar (Is 66.20).

Após a batalha do Armagedom, as aves se fartarão das carnes do exército do antimessias (Ap 19.17,18), Jesus irá separar os bodes das ovelhas e mandar os bodes direto para o lago de fogo e enxofre (Mt 25.41,46). Depois disso, o fogo irá queimar a terra com as obras que nelas há. No entanto, os ossos do exército do antimessias não serão destruídos. Serão todos enterrados no vale de Gogue (também conhecido como Vale de Hinon – Ez 39.15), onde um fogo eterno estará queimando estes ossos (Is 66.24). Todas as vezes que saírem de Jerusalém, os indivíduos verão isto.

Após o milênio, Satanás será solto e seduzirá todos que nasceram do milênio. Milhares serão seduzidos e queimados pelo fogo vindo do céu (Ap 20.9). Após isto, Ha-Satan será lançado no lago de fogo e enxofre (Ap 20.10). Surge, então, o Grande Trono Branco, de cuja presença foge céus e terra, sendo impossível achar lugar para eles (Ap 20.11) (a impressão que se tem é a de que tudo que há no céu está a cair – Is 34.4). Logo, o Juízo Final se dará no espaço, já que todos estavam aqui nesta terra quando ocorreu a rebelião do Ha-Satan (Ap 20.7-9).

Ou seja, eles ficam vagando pelo espaço queimando com aquele fogo que desceu do céu (este fogo vai crescendo aos poucos até queimar todos os elementos físicos existentes, tanto nos céus como na terra (repetindo 2Pe 3.10-12). Enfim, céus e terra serão, afinal, completamente abalados (como prometido em Ag 2.6; Hb 12.26-28).

Porém, antes de estar tudo queimado, o mar dá os mortos que nele estão (com a destruição da terra, todos os ossos nela enterrados vão parar no mar) (é bom lembrar que o mar é símbolo do caos na criação do mundo, bem como dos poderes que se opõem ao Eterno – ver Gn 1.2). Os céus também se fundem em um único.

Após terminar o julgamento do Grande Trono Branco (o qual se dá no espaço), surge um novo céu exatamente no lugar onde Jesus e todos os Seus estão (nesta altura todos os ímpios já foram lançados no lago de fogo e enxofre), formado a partir dos céus que outrora existiram (note como céus e terra serão mudados como roupa – Sl 102.25,26; Hb 1.12). A terra, após ter sido totalmente queimada, é refeita e, então, a Nova Jerusalém (a Igreja) desce para a terra. É assim que céus e terra hão de passar (Mt 24.35).

Mas, qual a ideia que é transmitida pela palavra “céu”?

 

·       Se nós estamos cansados, o céu simboliza repouso;

·       Se nós estamos doentes, o céu simboliza saúde;

·       Se nós estamos em pecado, o céu simboliza santidade;

·       Se nós estamos solitários, o céu simboliza comunhão.

 

O céu é visto por cada um de acordo com suas necessidades.

 

  • “Vi um novo céu e uma nova terra: porque o primeiro céu e a primeira terra já se foram, e o mar já não é.” (Ap 21.1).

 

O mundo começou com um paraíso e terminará em outro, só que mais excelente.

Após o juízo final, o fogo irá destruir céus e terra que agora existem (2Pe 3.10-12) e, então, haverá apenas um céu (no momento existem três– ver 2Co 12.2) e a terra que agora existe. Não é um mundo novo construído do nada, mas este mundo feito novo. Não é uma nova criação, mas sim a redenção da criação (Rm 8.19-22) e restauração de todas as coisas (Atos 3.21), bem como os indivíduos serão renovados no espírito do entendimento deles.

Contudo, uma vez que não haverá mais imaginação maligna nos corações (Gn 8.21), não haverá mais necessidade do mar que fica acima do firmamento para inundar a terra com um dilúvio. Além disto, repare que apenas no segundo dia (quando este mar acima do firmamento foi estabelecido) não é relatado que o Eterno viu que o que Ele fez era bom (Gn 1.6-8).

Entenda: o mar é citado em diversas passagens acerca do milênio (Sl 72:8; Is 11:9,11; Ez 47:10,15,17-18,20; Ez 48:28; Zc 9:10; Zc 14:8) e muitas vezes é associado com os ímpios (Is 57.20; Sl 89.9).

Tendo sido o mar um instrumento de morte (por ocasião do dilúvio), o mais lógico é que ele não mais exista. Deste modo, podemos aprender que, uma vez que no final tudo que divide, separa ou causa morte será aniquilado, nada mais sábio que renunciar desde já a tais coisas.

E a visão foi tão real para João que ele diz “o mar já não existe”, mostrando que ele estava vivendo esta realidade.

A grande dádiva é a de saber que existe um lugar para o que crê e deseja a justiça do Criador (Is 54.13,14; 60.21; 2Pe 3.13). De pouco adiantaria existir o céu se fosse para o ser humano simplesmente passar por ele. O bom é fazer parte do céu ou, se preferir ter o céu presente dentro de si. Do contrário acontecerá o mesmo que se deu com Ha-Satan: “... não se firmou na verdade porque não há verdade nele...” (Jo 8.44).

O novo céu (a saber, este no qual estamos) será novo porque, agora, sem doença, morte e cansaço, não haverá mais necessidade de se medir tempo (ver Gn 1.14). Daí, na eternidade, não haver noite (Ap 21.25), já que o mesmo Deus estará lá.

Quando o Eterno finalizou a recriação do céu e da terra, Ele concluiu que tudo era “muito bom” (Gn 1.31). Todavia, no que o homem pecou, a morte entrou no mundo e corrompeu tudo. Daí a terra precisar ser totalmente refeita. Contudo, é bom observar que em Gênesis 1 a ênfase está na recriação do mundo (Gn 1.2-31). Aqui, a ênfase está na Nova Jerusalém, a qual é de cima (Gl 4.26), sendo nossa esperança (Hb 12.22) e real cidadania (Fp 3.20).

Detalhe: a divisão “céu”, “terra” e “mar” implica na terra inteira.

Quanto à expressão “e vi”, ela é usada para introduzir uma nova visão. Ela ocorre em:

 

·       “E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; E VI assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestes brancas; e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro.” (Apocalipse 4.4).

·       E VI na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.” (Apocalipse 5.1).

·       E VI um anjo forte, bradando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos?” (Apocalipse 5.2)

·       E VI outro anjo subir do lado do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar,” (Apocalipse 7.2).

·       E VI os sete anjos, que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas.” (Apocalipse 8.2).

·       “E o quinto anjo tocou a sua trombeta, E VI uma estrela que do céu caiu na terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo.” (Apocalipse 9.1).

·       E VI outro anjo forte, que descia do céu, vestido de uma nuvem; e por cima da sua cabeça estava o arco celeste, e o seu rosto era como o sol, e os seus pés como colunas de fogo;” (Apocalipse 10.1)

·       “E EU pus-me sobre a areia do mar, E VI subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia.” (Apocalipse 13.1).

·       E VI uma das suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta.” (Apocalipse 13.3)

·       E VI subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão.” (Apocalipse 13.11).

·       E VI outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo,” (Apocalipse 14.6).

·       E VI outro grande e admirável sinal no céu: sete anjos, que tinham as sete últimas pragas; porque nelas é consumada a ira de Deus.” (Apocalipse 15.1)

·       E VI um como mar de vidro misturado com fogo; e também os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus.” (Apocalipse 15.2).

·       “E levou-me em espírito a um deserto, E VI uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres.” (Apocalipse 17.3).

·       E VI que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração.” (Apocalipse 17.6).

·       E VI o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça.” (Apocalipse 19.11).

·       E VI um anjo que estava no sol, e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde, e ajuntai-vos à ceia do grande Deus;” (Apocalipse 19.17).

·       E VI a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército.” (Apocalipse 19.19).

·       E VI descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão.” (Apocalipse 20.1).

·       E VI tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; E VI as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.” (Apocalipse 20.4)

·       E VI um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles.” (Apocalipse 20.11)

·       E VI os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.” (Apocalipse 20.12).

·       E VI um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.” (Apocalipse 21.1).

 

  • “Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, descendo do céu da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para seu noivo.” (Ap 21.2).

 

Infelizmente, na versão ACF aparece a expressão “E eu, João”. A diferença é que, aqui, “o novo céu e nova terra” estão intimamente conectados, enquanto que, na versão ACF, dá a entender que, ao falar da Nova Jerusalém, trata-se de um parênteses.

A expressão “que desce do céu” é tão impactante que João cita ela três vezes (Ap 3.12; 21.2; 21.10). Mas, o que João quis dizer ao falar que a Nova Jerusalém desce do céu (Ap 3.12)? Uma vez que o novo céu já havia sido criado, logo a Nova Jerusalém descia deste novo céu.

É bem verdade que a Nova Jerusalém é de cima (Gl 4.26), celestial (Fp 3.20; Hb 12.22), a qual é nossa verdadeira cidade (Hb 11.10; 12.22; 13.14), cujo artífice e construtor é o Eterno (Hb 11.10,13,16). Todavia, é preciso que fique claro, antes de tudo, que a Nova Jerusalém não é constituída de prédios e construções, mas de indivíduos (Ap 21.9).

Os indivíduos cuja fé foi testada são, cada um, pedra preciosa (ver 1Pe 1.6,7). Afinal, para o Eterno, não é trabalho nenhum fazer coisas materiais. No entanto, trabalhar Seu amor em uma vida pecaminosa é algo que demanda paciência e tempo (ver Is 43.23,24). É algo que Ele não consegue num estalar de dedos.

Após o fogo consumir os rebeldes e Ha-Satan ser lançado no lago de fogo e enxofre, o 1º céu e terra fugirão.

Logo, a Igreja (Nova Jerusalém) descendo do céu é algo simbólico, para mostrar que a verdadeira Igreja não brota da terra pela vontade ou esforço do homem (Jo 1.12,13), mas do Criador, visto que toda boa dádiva e dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes (Tg 1.16,17). Não é uma religião, a partir da qual se diz: “eis aqui o Cristo” ou “ei-lo ali” (como Jesus disse que se daria em nossos dias – Mt 24.23), mas algo edificado pelo próprio Jesus (Mt 16.18).

Assim sendo, a obra que o Criador requer da Igreja é crer em Jesus (Jo 6.28,29), a ponto de ficarem firmes sofrendo internamente as dores de Cristo (Fp 1.29; Cl 1.24) até que Ele esteja gerado na vida dos indivíduos que Ele colocou dentro da Igreja como virgens (Gl 4.19; 2Co 11.2). Contudo, note como a Noiva foi vestida com vestes brancas (Ap 19.8) e não possui mácula, nem ruga, nem coisa semelhante (Ef 5.25-27). Sem contar que ela é uma noiva adornada para o seu Noivo.

É claro que existe o lado espiritual de tudo, mas com certeza a Noiva de Cristo não será um monstro por fora. Não há dúvidas de que a Igreja é constituída de uma beleza interior que se manifesta exteriormente. Nova Jerusalém é cidade santa (Is 52.1), pois só o Criador irá usá-la.

Detalhe: o termo “cidade santa” já era aplicado à Jerusalém terrena:

 

·       Cidade santa – “Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo,” (Mt 4.5).

·       “E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos.” (Mt 27.53).

 

 

Diferentemente de Gênesis 2 e 3, onde o que caracterizava o paraíso era a ausência do pecado e suas consequências, na Nova Jerusalém (Gl 4.26; Hb 12.22; Ap 3.12) as pessoas é que serão o paraíso do Criador a preencher, não apenas um pequeno jardim, mas a terra toda. Em outras palavras, o Éden era um pequeno lugar perfeito para o homem; a Nova Jerusalém após o milênio é o ser humano perfeito para todo tempo e lugar, um transformador de realidades (Is 58.12).

Enquanto o jardim do Éden foi vestido pelo próprio Criador sem qualquer esforço ou dor no homem (Gn 2.8), a Nova Jerusalém é construída com o sangue dos santos (Ap 7.14; 12.11; 20.4), em meio a dores de parto (Ap 12.2), seguindo o modelo da pedra angular (1Pe 2.21-24). Para ser mais exato, não é uma abstinência de pecado, mas uma vitória sobre o pecado (é uma Igreja que, embora começou tragada pelo pecado, pelo sangue de Jesus conseguiu que o mesmo fosse eliminado de sua alma). Ou seja, a Nova Jerusalém é mais forte pois, considerando que após ter contato com todas as artimanhas de Ha-Satan ela preferiu Jesus, então não resta mais brecha para tentá-la.

Note que o Criador vestiu a Nova Jerusalém com vestes formosas (Is 52.1), vestes de salvação:

 

·       “Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegrará no meu Deus; porque me vestiu de roupas de salvação, cobriu-me com o manto de justiça, como um noivo se adorna com turbante sacerdotal, e como a noiva que se enfeita com as suas jóias.” (Is 61.10).

 

Ora, para alguém ser salvo é porque, outrora, fora perdido. A Igreja é vestida com os atos de justiça dos santos em resposta àquilo que eles veem nela (Ap 19.7,8; 2Co 9.12-14) e é coberta com o manto da Sua justiça. Isto lembra:

 

·       Quando um sacerdote se casava. Seu turbante sacerdotal era uma honra para a noiva. No que Adão pecou, ele deixou de ouvir a voz do Criador para ouvir a voz de um mero ser humano. Agora, o sacerdócio era o modo de esconder sua nudez de amor e sabedoria;

·       Quando uma noiva se casava. Suas joias eram um símbolo de beleza. Isto porque, uma vez que Eva pecou, ela perdeu toda a beleza natural dela e, agora, ela precisava de algo para que ninguém percebesse sua nudez de caráter.

 

Na Nova Jerusalém, todavia, sua beleza externa era resultado na beleza que o Criador trabalhou em seu interior (Ez 16.14), a saber, o ser cidade santa (Is 52.1), ou seja, aquela que é usada apenas pelo Criador. O objetivo do Criador é constituir uma família (Ml 2.15), um povo só Seu (Is 7.14; Jr 11.4; 30.21,22; Ez 36.28; Zc 8.8).

Mas, o que é uma família? Um grupo de pessoas que têm tudo em comum (At 4.32), entre outras coisas, mesma forma de pensar e sentir (At 4.32; 1Co 1.10; Fp 4.2).

Muitos pensam na Nova Jerusalém como o paraíso do Éden restaurado. No entanto, há alguma diferença.

No Éden, o homem foi simplesmente colocado ali sem qualquer esforço ou dor. Até o jardim que ele deveria guardar e arar (Gn 2.15), tal trabalho foi efetuado pelo Eterno (Gn 2.9).

O homem só precisava ter relacionamento com o que o Eterno criou e Ele próprio se encarregaria de expandir o jardim à medida que novos filhos viessem ao mundo.

Na Nova Jerusalém, já não é mais um jardim, mas uma cidade. Construída com materiais muito mais valiosos, magníficos e gloriosos. Afinal, enquanto o Éden foi feito de meros elementos químicos combinados, a Nova Jerusalém é feita de pedras vivas que foram laboriosamente trabalhadas pelo Eterno (Mt 16.18) consoante o modelo da Pedra Angular. Ou seja, uma por uma foi preparada através de lutas e dores provenientes do amor do Eterno agindo em cada coração para poder se encaixar perfeitamente no edifício eterno a ela destinada (daí 1Pe 1.6,7).

De igual modo, o Eterno hoje veste Sua Igreja com Sua salvação e a cobre com Sua justiça.

Ou seja, enquanto no Éden o homem foi criado de modo tão puro quanto às demais coisas, a Nova Jerusalém é resultado de toda uma vivência. Não é algo que se compra pronto num supermercado ou que surge do nada, mas sim algo que contém dentro de si toda uma história do trabalho do Eterno.

Diferentemente de Gênesis 2 e 3, onde o que caracterizava o paraíso era a ausência do pecado e suas consequências, na Nova Jerusalém (Gl 4.26; Hb 12.22; Ap 3.12) os indivíduos que a compõem é que serão o paraíso do Eterno a preencher, não apenas um pequeno jardim, mas a terra toda.

Inclusive, é por isto que os que vieram da Grande Tribulação são vistos separados da Nova Jerusalém: porque eles não foram trabalhados da mesma forma que a Igreja.

Uma diferença a ser feita. No milênio, Jerusalém será a capital (ver Is 52.1; 54.5; Jr 31.33; Zc 8.8). A Nova Jerusalém é o tabernáculo do Eterno com os israelitas (Lv 26.11,12; Ez 37.27), ou seja, o conjunto de todos os que creram em Jesus antes do arrebatamento, cada um adornado com a salvação e justiça do Eterno. Nenhum deles têm um templo para cultuar o Eterno, pois eles estão o tempo todo em comunhão íntima e direta com o Criador, ficando sempre cada vez mais sacros (sacro + ficando = sacrificando) (Ap 21.22). E é isto que faz deles um tabernáculo para o restante do mundo. Embora Israel tenha um templo físico, o mesmo serve basicamente para o oferecimento de sacrifícios.

 

  • E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus.(Ap 21.3).

 

“e Deus mesmo estará com eles”. Quem foi que disse isto? Uma voz vinda do trono do Criador (infelizmente a versão ACF não é tão específica. Diz que veio do céu). Ou seja, trata-se de uma voz na qual se podia confiar plenamente. Sua base estava no reinado do Criador sobre tudo e todos, confirmando que Ele é soberano e que quem crer, sem dúvida, estará com o Criador por toda a eternidade.

Em Apocalipse 11.19, 15.5 foi anunciado que a Arca da Aliança (a Igreja, o tabernáculo do testemunho) estava no templo celestial. Aqui ela está junto com todos os homens.

A verdadeira beleza da Igreja é resultado da presença do Criador habitando no meio do Seu povo (Is 60.1,2,19; 62.11) e respondendo às suas orações (Is 65.24). Daí a cidade receber um nome novo (Is 62.2).

Ou seja, Igreja é mais de que um mero ajuntamento de crentes; é a plena comunhão do Criador com o ser humano, de modo que este seja Seu povo e Ele possa ser Deus deles.

O fato de a Igreja ser comparada com o tabernáculo é em virtude de este lembrar a ocasião em que o Criador operou muitos sinais em meio ao deserto selvagem, na qual a Grande Babilônia está (Ap 17.3). Este tabernáculo no deserto aponta para aquilo que o Eterno irá fazer no milênio através de Sua Igreja em relação a Israel.

Além disto, este tabernáculo era um modelo daquilo que existia no céu (Êx 25.9; Hb 8.5). Tanto que, por quatro vezes no Apocalipse, é dito haver um tabernáculo (ou templo, dependendo da versão) no céu (Ap 11.19; 13.6; 15.5; 21.3), bem como em Hebreus (Hb 9.23,24), onde é dito que o modelo das coisas celestiais foi “purificado” com o sangue de touros e bodes (Hb 9:23). A Nova Jerusalém (A Igreja), por outro lado, tem a consciência purificada pelo sangue de Cristo (Hb 9:14).

Ao longo de toda a Escritura Sagrada, sempre ficou patente que Jerusalém e seu templo (ou tabernáculo) jamais foram o lugar da habitação do Criador (eles foram apenas lugar da Sua visitação). Tanto que:

 

·       Jesus disse que Jerusalém ficaria deserta (Mt 23.38);

·       Nossa pátria é celestial (Gl 4.24-26; Fp 3.20; Hb 11.8-10,13-16; 12.22,23);

·       Nós somos o templo do Criador (1Co 3.16; 6.19; 2Co 6.16; Ef 2.19-21).

 

Contudo, o tabernáculo ilustra bem melhor o modo de o Eterno usar a Igreja do que o templo, visto que aquele é móvel. O projeto do Eterno, no início, não era que todos viessem a Ele num determinado lugar, mas sim que Seu reino de sacerdotes (Êx 19.6) se movesse pelo mundo (ver Gn 1.28) tal como é com a Igreja (Mt 28.19; Mc 16.15).

Basta pensar no tabernáculo sendo montado e desmontado durante a peregrinação do povo de Israel pelo deserto (guiado pela nuvem e coluna de fogo – Nm 9.17-23), bem como o acampar de Israel em volta do tabernáculo (Lv 2 e 3).

Aliás, isto já era uma ilustração do que irá ocorrer no milênio, quando todas as tribos de Israel estarão em volta de Nova Jerusalém.

Além disto, o tabernáculo do Testamento da Lei era uma figura da encarnação de Cristo (Ele “tabernaculou” entre nós) e do que acontecerá no milênio, quando Jesus permanentemente irá “tabernacular” entre Seu povo (ver Ez 43.7; Ap 7.15) e não mais na fraqueza da carne, mais na plenitude da Sua divindade (ver Ap 22.4), tal como Seu nome (Emanuel) profetiza (Mt 1.23).

A palavra “habitará” lembra:

 

1.  O Criador prometendo habitar no meio de Israel quando eles Lhe fizessem um santuário (Êx 25.8; 29.46) e prometeu habitar entre eles no milênio (Zc 2.10,11; Zc 8.3);

2.  O Verbo se fazendo carne para “tabernacular” entre nós (Jo 1.14).

 

Enquanto, no Testamento da Lei, a glória do Eterno se manifestava eventualmente no Santo dos Santos, ela é para permanecer na vida daquele que crê em Jesus (ver 1Jo 2.27; Fp 2.14,15) e, depois do milênio, será vista por todos através da Igreja que ocupará toda a terra, (enchendo-a do conhecimento da glória do Senhor – Is 9.11; Hc 2.1).

Várias vezes o Criador disse que habitaria entre Seu povo e seria seu Deus, bem como este seria Seu povo (por exemplo, Lv 26.11,12; Jr 24.7; 32.37,38; Ez 11.20; 37.26-28; Zc 8.8). Ainda que o local onde está Jerusalém venha a ser o lugar da Nova Jerusalém, isto não significa que são as construções feitas pelos homens (casas e templo) ou as pessoas ali nascidas pela carne serão a verdadeira Jerusalém. Tanto que Paulo diz que judeu é quem o é no coração (Rm 2.29).

Quem irá compor a Nova Jerusalém são todos os eleitos em Cristo Jesus. O fato de a Nova Jerusalém descer do céu significa que não é algo construído ou concebido pela vontade, capacidade ou inteligência humana (Jo 1.12,13), muito menos é algo deste mundo (Hb 7.25-28; 8.1,2; 10.19-22; 12.22,23).

Para ser mais exato:

 

·       Nova Jerusalém é a nossa pátria (Fp 3.20);

·       Nosso registro civil é a inscrição no livro da vida do Cordeiro (Fp 4.3; Ap 21.27);

 

Nosso lugar de habitação é no esconderijo do Altíssimo (Sl 91.1; Ef 1.3; 2.6). Aqui somos peregrinos e forasteiros (1Pe 2.11).

Considerando que o Apocalipse é uma revelação sobre a 70ª semana de Daniel, a qual está relacionada com o povo de Israel (Dn 9.24), daí o uso do nome Nova Jerusalém, bem como do termo tabernáculo que, para os judeus, tinha ligação com a presença do Criador no meio deles (Lv 26.11,12; Ez 37.27). Afinal, era ali que eles viam o Criador manifestar Sua Glória e falar (ver Êx 25.22). Tanto que Ezequias achou que o Criador habitava entre os querubins (Is 37.16).

Quando Jesus estava aqui, Ele era o tabernáculo permitia o Eterno se comunicar com Seu povo (Jo 1.14; 2.21). Contudo, diferente do tabernáculo que era semi-fixo (e do templo que era fixo), Jesus era o tabernáculo vivo, o qual vai de encontro àquele a quem o Pai desejava falar.

É claro que o tabernáculo, no Antigo Testamento, era uma forma do Criador mostrar ao povo o quão limitado é Seu contato com o povo quando o mesmo está preso a uma construção humana. Como ninguém podia ficar morando no tabernáculo (exceto o sumo-sacerdote – Lv 21.12), logo a pessoa, para ter contato distante com o Criador (pois só os sacerdotes podiam entrar no Santo Lugar), tinha que ir até lá (e pensar que tem pessoas que ainda gostam disto). Também é inútil a realização de qualquer ritual religioso, mesmo quando é o próprio Jesus que está a presidir (inclusive, é por esta razão que o milênio será instituído).

Por outro lado, quando nosso coração é o lugar onde podemos nos encontrar com o Eterno e ter relacionamento com Ele (2Co 6.16), além de não haver mais restrição de tempo e espaço, há uma transformação de coração que possibilita a verdadeira adoração ao Eterno.

 

  • “Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” (Ap 21.4).

 

 

Não haverá mais dor ou necessidade. No momento, a necessidade é que leva o homem a pesquisar por novos recursos e a dor açoita todas as faculdades da alma rigorosamente. Todavia, na eternidade, a dor não é necessária para:

 

·       estimular a busca pela verdade e conhecimento;

·       testar a realidade dos princípios da Escritura Sagrada;

·       promover o desenvolvimento do caráter;

·       ajudar-nos a apreciar os sofrimentos de Cristo;

·       nos fazer enxergar a gravidade do pecado.

 

A promessa “Ele enxugará de seus olhos toda lágrima” já havia sido profetizada com relação a Israel no milênio (Is 25.8; 35.10; 51.11; 65.19). Eis a forma em que isto se cumprirá neste período:

 

·       aos de Israel que houverem de crer em Jesus antes do milênio, estarão de vez livres de todo sofrimento, pois terão seus corpos transformados (1Co 15.52).

·       o Israel físico, por estar no monte santo em que a Nova Jerusalém está instalada, irá desfrutar de todos os benefícios do consolo divino. Assim, mesmo estando na carne e sujeitos a tristeza, contarão com a bênção do Criador para terem o sofrimento deles minimizado.

 

Contudo, o cumprimento máximo desta promessa é após o milênio. Ao invés de “toda lágrima”, o termo mais correto é “cada lágrima”, ou seja, o Criador não irá limpar “toda lágrima”, como que num passe de mágica, mas “cada lágrima”, ou seja, o Criador irá nos mostrar a finalidade de cada situação que enfrentamos enquanto estivemos neste mundo. Ou seja, ficará apenas o resultado daquilo que o Criador fez nos corações.

Por aqui podemos ver a verdadeira finalidade da Igreja: permitir que o Espírito Santo opere trazendo consolo aos indivíduos, não por causa de perdas financeiras, mas pela separação (morte) trazida pelo pecado, deixando cada um isolado no seu egoísmo.

Após o milênio, tudo que hoje se entende por relacionamento entre indivíduos irá mudar completamente de significado (as primeiras coisas são passadas). Desde já precisamos mudar por completo nossas motivações na hora de irmos em direção aos indivíduos. Ao invés de pensarmos em sugar as qualidades, não podemos nos esquecer que o Filho do Homem veio para servir (Mt 20.28), ou seja, para trabalhar os defeitos, levando os indivíduos a terem bons olhos (Mt 6.22,23; Lc 11.33-36), ou seja, a ver as coisas do modo correto. Ao fazer isto, estaremos enxugando toda lágrima, pois, com a visão correta:

 

·       ao invés de os indivíduos prantearem, lamentarem por toda dor que lhes sobreveio, eles, como os apóstolos, verão isto como um privilégio, oportunidade de dar glorificar o Criador (At 5.40,41; 1Ts 5.16-18; ver 1Pe 4.12-14).

·       Ninguém irá sofrer pelas consequências do mal que cometeu.

 

No então, a questão de enxugar as lágrimas dos olhos, no milênio, é muito mais profunda. Note a ligação entre a vitória sobre a morte e o enxugamento das lágrimas (Is 25.8; Ap 7.17), a qual acontece em Ap 20.14.

Além de Jesus nos mostrar o motivo por trás de todo o sofrimento, Ele também irá mostrar o motivo pelo qual muitos daqueles que o Eterno nos deu não irão para o céu.

Sem contar que o próprio Jesus será nosso consolo. Só de olhar para Ele, veremos como Seu juízo é perfeito e insubstituível e que, ainda que muito doloroso, é inevitável. Só então a morte será totalmente vencida (1Co 15.25,26,54,55) e toda dúvida que pode separar o Eterno do Seu povo, bem como separar uns dos outros, terá fim, cumprindo-se a promessa de acabar com todo choro, clamor, dor (Is 35.10; 61.3; 65.19 – em particular para Israel, alvo imediato do cumprimento destas profecias).

Quanto ao fato de no milênio não haver lembrança das coisas passadas (Is 65.17), isto não quer dizer todos vão ficar com amnésia. Além do consolo mostrado acima, tem o fato de que nossos relacionamentos ganharão nova dimensão.

O maior problema nosso é nos prendermos no passado. Não podemos continuar baseando nossos relacionamentos nas lembranças do passado (quer boas ou más), pois, além de alimentarmos o ódio por aqueles que nos fizeram mal, ajudaremos de modo maligno aqueles que nos ajudam (Pv 12.10), além de discriminarmos a muitos pelos pré-conceitos que estabelecemos por experiências passadas. Devemos andar em novidade de vida (Rm 7.6; 2Co 5.17).

 

·       “Disse aquele que estava sentado sobre o trono: Eis que faço novas todas as coisas. Disse-me ele também: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.” (Ap 21.5).

 

Assim como o Criador dá aos animais o seu sustento, Ele quer fazer o mesmo conosco (Mt 6.33).

 

·        “O que dá aos animais o seu sustento, e aos filhos dos corvos, quando clamam.” (Sl 147.9).

·        “Quem prepara aos corvos o seu alimento, quando os seus filhotes gritam a Deus e andam vagueando, por não terem o que comer:” (Jó 28.41).

 

A princípio, não era para ninguém ter que conseguir comida pelos seus méritos. Tal como recebemos provisão quando viemos a este mundo sem ter com que pagar por isto, era para que tudo continuasse a ser deste jeito: nós nos entregamos a Cristo e Ele usa os indivíduos para nos darem o que precisamos para cumprir Sua missão (o que precisamos, e não o que queremos para satisfazer nossa cobiça e ambição).

O fato de João voltar a ouvir a voz do Criador dizendo "estas palavras são fiéis e verdadeiras" (Ap 21.5) está confirmando, não só a realidade do que foi dito, mas do requisito necessário para que tudo se cumpra, a saber, fidelidade e verdade.

E tudo isto é tão sério que o Eterno ordenou a João que escrevesse tudo a fim de que estas palavras fiéis e verdadeiras continuassem a instruir até à volta de Cristo.

Sem contar a ênfase do Eterno em dizer que Ele faz nova todas as coisas (nova criação – Is 65.17-19; 2Co 5.17).

Semelhanças entre a Natural Criação e a Espiritual Reformação:

 

·       Produção de uma nova ordem das coisas;

·       Produção de tudo novo de acordo com o plano do Criador;

·       Produção de algo novo segundo o método divino;

·       Produção de tudo novo para Sua glória;

·       Produção de tudo novo gradualmente.

 

Diferenças:

 

Natural Criação

Espiritual Reforma

Criada a partir do nada

Produzida a partir de um ser existente

Efetuada sem obstrução de força

Efetuada sob a oposição de Ha-Satan

Produzida por mero decreto

Exigiu que o Criador se tornasse carne

Pôs o homem em posição material e insegura

Pôs o homem em uma posição espiritual e segura

O Criador é somente espírito

O Criador é um Homem Divino

 

De Apocalipse 21.5 a 21.8 é Jesus quem fala. Fiel se refere à imutabilidade das promessas; verdadeira se refere ao cumprimento destas promessas.

Com exceção das sete cartas (nas quais João é ordenado a escrever em cada uma delas), esta é quinta vez que é ordenado a João que escreva (as outras são Ap 1.11,19 - Jesus; Ap 14.13 – uma voz vinda do céu; Ap 19.9 – um anjo).

João certamente ficou tão maravilhado com a revelação que provavelmente, neste momento, esqueceu de escrever. Eis uma das razões para Jesus dizer: “estas palavras são fiéis e verdadeiras”. Isto também serve para mostrar mais seguramente que todo o Apocalipse é de grande importância e necessita ser permanentemente registrado para que continuassem a instruir os indivíduos até à volta de Cristo.. O fato de ser Jesus novamente dizendo isto aqui é uma confirmação da importância e veracidade de tudo.

Mas afinal, todo o resto do Apocalipse não era fiel e verdadeiro? É claro que sim. No entanto, enfatizar isto ao dizer “eis que faço novas todas as coisas” implica que esta afirmação não era algo qualquer, mas uma frase que deveria ser analisada com dobrado cuidado.

Note a ênfase que o Eterno dá ao dizer: “eis que faço novas todas as coisas”. Ele manda João “escrever” estas palavras. Ora, mas para que isto, já que era para João escrever todo o Apocalipse? É porque tais palavras, de tão fantásticas que eram, precisavam da ratificação. Daí também dizer: estas palavras são fiéis (ou seja, não vão falhar) e verdadeiras (não eram distorções da verdade, mas a verdade pura – Ap 21.5). Esta é a segunda vez que vemos no apocalipse uma ênfase semelhante (Ap 19.9).

Jesus fala até Apocalipse 4.1. A partir daí, Ele passa a ser revelado em Sua glória, majestade e vontade. Mas agora Ele volta a falar. Depois das sete epístolas, aqui é a primeira vez em que algo é prometido ao vencedor.

Mas, o que significa dizer que o Eterno faz novas todas as coisas? Pense: quando Ha-Satan transformou a terra que o Eterno criou num caos vazio, o Eterno não destruiu tudo e construiu de novo. Ao invés disto, Ele refez a terra reorganizando os elementos outrora criados e acrescentando alguns detalhes que outrora não existiam, como por exemplo sol, lua, estrelas, animais, plantas e o ser humano.

De igual modo, quando o Eterno destruiu a terra por meio do dilúvio, Ele não fez algo totalmente inédito. A não ser pela chuva e o arco-íris, tudo mais que aqui existe (no que diz respeito à natureza) já existia outrora. Tão somente foi renovado, de modo a eliminar da face da terra toda memória dos pecados anteriormente cometidos.

A única coisa que se descobriu foram achados arqueológicos para servirem de especulação. No entanto, após o milênio, nem isto restará. Todos os elementos se desfarão abrasados (2Pe 3.10-12).

Semelhantemente, quando a Escritura Sagrada diz que aqueles que creem em Jesus são feitos nova criatura (2Co 5.17), de modo algum está dizendo que seu corpo, alma e espírito serão completamente diferentes. As pessoas continuam se lembrando do seu passado, tendo a mesma aparência externa. Só que, agora, sua forma de ver e entender o mundo foram mudadas.

Ou seja, uma vez que, quando o Criador criou este mundo, tudo era muito bom (Gn 1.31), não há motivo para o Criador criar tudo diferente. Com exceção do mar acima do firmamento (Ap 21.1), tudo mais continuará existindo (incluindo plantas e animais, já que esperam que os filhos de Deus se manifestem – ver Rm 8.19-22). Após o fogo (2Pe 3.10-12) queimar tudo, não haverá nem sinal das más obras que se fizeram aqui.

Logo, em momento algum, significa que o Eterno vai fazer tudo completamente diferente. Embora haja uma renovação dos elementos físicos através do fogo (2Pe 3.10-12), de um modo geral este mundo continuará com as mesmas características, exceto que não haverá mais mar acima do firmamento, nem o pecado com suas consequências. O que vai haver é uma mudança no modo de entender e enxergar as coisas. Mesmo porque, se não houvesse nada disto, qualquer outra mudança que ocorresse seria sem sentido.

Quando os pecados e suas consequências deixam de existir, tudo ganha um novo significado na nossa vida.

Também perceba e ênfase da Escritura Sagrada em mencionar o Eterno sentado no trono (Ap 4.2,9; 5.1; 20.11). No caso aqui, esta menção implica que o Eterno não estava fazendo o mínimo esforço para que isto fosse verdade, visto que Ele já tem plena certeza de que tudo irá acontecer e não há falhar (Jó 42.2).

Considerando a grandeza do império romano, parecia ser impossível que algum dia fosse possível uma mudança. No entanto, a certeza de que as coisas iriam mudar pode ser vista no versículo seguinte:

 

  • “Disse-me ainda: Tudo está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. Àquele que tem sede, eu lhe darei a beber gratuitamente da fonte da água da vida.” (Ap 21.6).

 

Tudo está cumprido, ou seja, tudo está determinado e será cumprido no devido tempo. Só o Criador pode pronunciar palavras que consolidam algo (ver Ec 3.14; Hc 3.6). Veja os lugares onde aparece esta expressão:

 

·       Quando Jesus estava na cruz Ele disse “está consumado” (Jo 19.30). Isto consolidou a remissão da raça humana a todos quantos creem em Jesus e em tudo que Ele fez por nós;

·       Ao findar da sétima taça, o Criador disse “feito está” (Ap 16.17), isto confirmou a ruína definitiva da Grande Babilônia;

·       Após o milênio, quando o Criador habita, não apenas em espírito, mas também fisicamente com o ser humano, Ele diz “feito está” (Ap 21.6), estabelecendo de vez a Igreja na terra.

 

A partir daí, cumpre-se o desejo de Criador expresso na oração de Jesus: "Venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu" (Mat. 6:10).

E como Jesus é o princípio e o fim, logo não tem como sermos surpreendidos, já que não existe mais nada que limite algo na nossa vida. Não existe conhecimento nenhum fora Dele (Cl 2.3 – daí Ele ser o alfa e o ômega, pois não existe nada e ninguém que limite o conhecimento) que possa mudar o rumo das coisas neste mundo ou frustrar os conselhos que há na Sua Palavra.

Considerando a grandeza do império romano, parecia que jamais haveria mudança na história da humanidade. Veja a grandeza de toda esta promessa.

Contudo, para que possamos desfrutar disto tudo, é preciso entendermos que as pessoas têm o direito de beber gratuitamente da Água da Vida. Jamais a Água da Vida deve ser uma recompensa na vida das pessoas, muito menos um meio de conquistarmos recursos para manipularmos pessoas.

A quem tem sede, o Criador traz indivíduos a fim de que, em favor deles, o sedento possa experimentar a Água da Vida se movendo de dentro dele e saciando a ele e a quem está próximo (repare como é dado ao sedento de beber da Fonte, e não apenas da Água – ver Is 12.3; 55.1; Jo 4.10,13,14; 7.37-39; Ap 22.17).

A metáfora “estar sedento” era muito usada no Antigo Testamento por aqueles que estavam passando por momentos difíceis e tinham no Criador a única fonte de solução para seus problemas. Eis alguns exemplos:

 

·       “Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.” (Is 55.1);

·       “Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” (Sl 42.1,2);

·       “Ó DEUS, tu és o meu Deus, de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água; porque a tua benignidade é melhor do que a vida, os meus lábios te louvarão.” (Sl 63.1,3);

·       “Estou cansado de clamar; a minha garganta se secou; os meus olhos desfalecem esperando o meu Deus.” (Sl 69.3).

·       “Estendo para ti as minhas mãos; a minha alma tem sede de ti, como terra sedenta. ( Selá. )(Sl 143.6).

 

Considerando que Jesus irá se alegrar com o fruto do trabalho da Sua alma (Is 53.11), tal como se deu na criação (Gn 1.31) (daí dizer que Ele descansou (Gn 2.1-3), folgou), então por que insistimos em buscarmos diferentes fontes de alegria e regozijo? É muito melhor entrarmos no gozo do Criador (Mt 25.21,23), no Seu descanso (Hb 4.9-11), ao invés de tentarmos inventar outras formas de descanso.

Atualmente nós bebemos da fonte da Água da Vida por meio do Espírito Santo operando em nós (Ef 3.20,21; Cl 1.29). Após o milênio, beberemos diretamente da Fonte, pois ela estará jorrando de cada membro que compõe a Noiva.

O ser humano sempre busca um motivo para amar ou odiar. Contudo, no que diz respeito a Jesus, o ser humano O odiou sem causa (Sl 69.4; Jo 15.25), assim como Jesus amou o ser humano sem causa.

Logo, ao dizer que Jesus dará de Graça da Água da Vida, quer dizer que recebê-la-á aqueles que não buscarem motivo para amarem, mas tão somente por considerarem cada oportunidade para amar um privilégio (este é o resultado da habitação de Deus na vida deles – 1Jo 4.8; 5.1). E no Reino do Criador só existe promessa para quem consegue tal vitória em sua vida (Ap 2.7,11,17,29; 3.6,13,22).

E esta comunhão plena com o Espírito Santo começa já (Jo 4.13,14; 7.37-39; Ef 3.19) e é gratuita. Mas, o que João quis dizer com “gratuitamente” (também usado em Rm 3.24)? Gratuitamente significa abundantemente, já que algo só é considerado gratuito quando está à disposição de todos, ou seja, existe em larga escala, sendo algo comum. O comércio, por exemplo, se firma em manter total controle sobre aquilo que é raro.

O paraíso nada mais é do que a presença abundante do Criador, oferecida a todos os vencedores quando os mesmos estão dispostos a serem tomados pelo favor Dele. Este raciocínio é complementado no versículo seguinte, ao dizer que o vencedor herdará todas as coisas (Ap 21.7).

Herança não se ganha, compra ou conquista. Só pode ser recebida pela vontade do testador. É bem verdade que, no mundo, as pessoas tentam conquistar um ricaço para herdarem algo. Todavia, diante de um Deus incorruptível a herança é dada pela vontade Dele conforme o propósito por Ele pré-determinado.

Tomemos como exemplo o Espírito Santo, a herança verdadeira dos fiéis:

 

·       "Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo... Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? (Rom. 8:17, 32).

Só é herdeiro quem é filho. Apenas quem estiver inscrito no livro da vida do Cordeiro" (21:27) fará parte da Nova Jerusalém e receberá abundantemente todas as coisas. Logo, este livro funciona como um registro dos herdeiros.

Por que Jesus disse que estava tudo cumprido agora? Mas não estava tudo cumprido em Ap 16.17? Aliás, quando Jesus expirou na cruz não estava tudo consumado (Jo 19.30)? A expressão: “tudo está cumprido” (ou algo semelhante, dependendo da versão), implica, na verdade, obra concluída e, portanto, algo impossível de ser mudado.

Ou seja, o fato de Jesus dizer isto aqui implica que não existe possibilidade de tudo isto que foi visto ser revertido. Nada pode impedir que palavra alguma escrita no Apocalipse se cumpra. A profecia é tão certa que é considerado um fato já consumado, algo que Ele já fez e não tem como ser mudado (assim como não se pode chorar pelo leite derramado).

E o fato de estar tudo concluído libera o ser humano de ter que se indignar com a injustiça e com o pecado. Afinal, no final, tudo irá acabar bem. Nossa ira não irá produzir a justiça do Eterno (Tg 1.20). No que descansamos e esperamos em Jesus (Sl 37.7; Jo 6.28-30) estamos fazendo a verdadeira obra que dá glória ao Eterno (nossa confiança na sabedoria, perfeição e soberania Dele).

Além disto, considere que Jesus é o Alfa e o Ômega (não existe conhecimento fora Dele – Cl 2.3), o Primeiro e o Último (Ele está com todos, desde o primeiro ao último - Is 41.4), o Princípio e o Fim (toda obra foi projetado por Ele e, no final, será para glória Dele – Ap 1.8; 22.13). Tudo começa Nele, caminha Nele e termina Nele, independente do que achamos ou façamos.

Em outras palavras, não há sabedoria alta, nem ninguém poderoso, tampouco obra magnífica que possa mudar o curso da história e nem mesmo da nossa vida. Tanto que o Eterno não precisa sequer ter o trabalha de levantar do trono para assegurar-se de que nada irá mudar Seus planos.

Assim sendo, o que vai fazer diferença é o modo como encaramos o que o Eterno projetou para nós: se aceitamos ou se nos rebelamos contra isto.

Contudo, tudo isto só será possível se cada um tiver o direito de beber gratuitamente (livremente, na versão KJV) da Água da Vida (Is 12.3; 55.1; Jo 4.10,14; 7.37).

Para ser mais exato: já que Jesus não dá o Espírito Santo por medida (Jo 3.34), então aqueles que são Dele devem estar sempre prontos para oferecerem a Água Viva a quantos desejarem, e isto liberalmente, sem qualquer retenção.

 

  • “O vencedor herdará estas coisas; eu serei o seu Deus, e ele será meu filho. Mas quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicários, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte.” (Ap 21.7-8).

 

Quem compartilhar da vitória de Cristo será herdeiro (Mc 10.17; Rm 8.17; Gl 4.7; 1Pe 1.4). O vencedor será sempre sedento com relação a Cristo e nunca terá sede com relação às coisas do mundo (Jo 4.14).

Eu serei Seu Deus (primeiro prometido a Abraão – Gn 17.7).

Ele será meu filho. Isto foi profetizado acerca de Jesus (em 2Sm 7.14; Sl 89.26; Hb 1.5) e agora cumprido também em quem é de Jesus.

Eu serei Seu Deus e Ele será meu filho (ver Lv 26.12; Jr 24.7; Hb 2.13; Is 9.6).

Todos os pecados listados são formas de idolatria.

Note como a promessa de Ap 21.7 lembra muito a que foi dada a Davi com respeito a Seu descendente, a saber, Jesus (2Sm 7.14). A diferença é o uso da palavra Pai no lugar de Deus.

No Reino do Criador só existe promessa para vencedor (Ap 2.7,11,17,26; 3.5,12,21). Quem vence herda todas as coisas citadas nos versículos de 1 a 6, ou seja, a intimidade profunda com o Criador (aliás, este sempre foi o desejo do Criador – ver Dt 14.1; 2Sm 7.14; Sl 89.26,27; Zc 8.8; Hb 8.10).

A vitória é algo tão imprescindível que, ao contrário das vitórias conquistadas fisicamente, a vitória que vence o mundo tem nome: fé (1Jo 5.4). E não existe fé sem ouvir a voz do Eterno (Rm 10.17) e sem vencer o mundo. Ou seja, sem ouvir a voz do Eterno e vencer o mundo é impossível agradá-Lo (Hb 11.6).

Por isto é que os covardes não entrarão para a Nova Jerusalém. Por não ousarem a crer em meio às oposições, jamais conseguirão vencê-la. Se pensarmos numa competição, é o famoso “W.O” que acontece quando alguém falta à competição.

A principal coisa a ser vencida é a mentira. Muitas pessoas a consideram algo insignificante. No entanto:

 

a)  Ha-Satan não é o pai do assassinato, do roubo, etc., mas sim da mentira (Jo 8.44). Isto se dá porque todo pecado é baseado na mentira. Por exemplo: quem mata assim procede porque não enxerga o valor que há em um ser humano. A única coisa valiosa aos seus olhos é a mediocridade que lhe foi tomada pelo bandido que ele acabou de matar;

b)  Só é capaz de seguir o Cordeiro por onde quer que Ele vá aquele em cuja boca não há engano (Ap 14.5).

 

A prova disto é que o sucesso do anticristo está ligado à mentira, bem como ao prazer enorme que as pessoas nela têm (2Ts 2.9-12) por serem suas obras iníquas (Jo 3.19-21). Enfim, o genuíno seguidor do Cordeiro é aquele que testifica da Verdade, segue a Verdade e confessa Seu senhorio.

No entanto, aqui a promessa feita no Antigo Testamento ganha uma ênfase adicional: o Criador promete ser o Deus daqueles que creem, ou seja, a fonte de toda bênção, independente da circunstância, de modo que não há necessidade de buscar solução no homem e, obviamente, no pecado que contamina todo aquele que com ele tem contato.

A questão entre pai e filho lembra uma empresa. A diferença é que, nesta, a identidade é em torno da produção de um bem ou serviço, enquanto que, no Reino do Criador, a identidade é em termos de caráter (Palavra de Deus + visão), com vistas a mostrar a glória do Criador nas mais diversas situações do dia a dia.

Mas afinal, por que esta ênfase no vencedor? Por ser a vida de quem crê caracterizada por vitória. Assim como o reconhecimento de um atleta é caracterizado por vitórias (1Co 9.24-27), a fé das pessoas no que diz respeito ao caráter de alguém aumenta quanto mais situações ele vence sem renunciar o caráter de Cristo nele, bem como Sua palavra e poder (ver 1Co 2.4,5; 4.19,20).

Só tem sede de salvação quem se envolve em situações de perigo, já que não existe sentido falar em salvação sem alguma ameaça à vista.

Por isto é que medrosos experimentarão a segunda morte (ver Mt 10.28; 25.41; Ap 2.11; 20.14). Afinal, quem quer se esconder atrás de uma alma tímida, sem se importar em conhecer a fundo a verdade, acaba servindo de discórdia entre as pessoas (Pv 6.19; Tg 4.2,3).

Entenda: medrosos, incrédulos, abomináveis, homicidas, fornicários, idólatras, mentirosos e feiticeiros, só se relacionam com alguém por interesse financeiro ou prazer (mesmo sabendo que se trata de algo morto, que nada de bom opera na vida de ninguém; antes é uma mentira). Obviamente, todos que não lhe convém serão excluídos do rol de amigos. Como consequência, seja direta ou indiretamente (por sua maneira de pensar e sentir as coisas), eles acabarão induzindo as pessoas com quem entram em contato a se separarem daqueles que se enquadram do perfil que eles excluíram.

De uma forma ou de outra, eles acabarão buscando modos de obrigarem as pessoas próximas de si a pensarem e agirem do modo que julgam ser correto.

Por outro lado, se expusessem a vida a fim de que suas convicções em Cristo fossem confirmadas diante de todos os olhos (incluindo os seus), ao invés de serem persuadidos pelo seu egoísmo, seriam tocados pelo amor e verdade de Jesus, o que os libertaria.

Vem a questão: por que apenas oito categorias são destacadas aqui em Ap 21.8? Porque estes são os pecados relacionados com o anticristo e seu Sistema Babilônico.

Enfim, entendendo que a ordem é se apresentar como obreiro aprovado (2Tm 2.15), logo temos que ir em direção às provas (ver Sl 139.23,24), ao invés de fugir delas (o que lembra Davi indo em direção ao filisteu – 1Sm 17.40). No lugar de tentar mudar a mente das pessoas com base no que crê, deixe que aquilo que você crê te mude e, aí sim, influencie, não só a mente, mas a conduta de todos com quem tiveres contato.

Uma coisa a ser destacada na vitória do seguidor de Cristo é a ousadia no crer, mesmo quando espíritos mentirosos e doutrinas de demônios (feitiçaria) têm (1Tm 4.1,2), tal como fazem os mágicos, fechado o foco de visão das pessoas.

Chega de querermos atrair a atenção das pessoas para nós. Muito menos fixemos nossa atenção em alguém, esperando que ele afaste de nós o problema que o Criador nos deu justamente para que Ele pudesse Se glorificar em nós.

Quem ainda está na posição de escravo, sempre está temendo alguma desventura neste mundo. Todo medo de alguém está sempre ligado à carne, à possibilidade de ser privado de algum benefício neste mundo. Quem está tomado de tal medo, nunca se interessa pelo bom combate (2Tm 4.7), mas tão somente em se refugiar no seu egoísmo, numa posição onde a possibilidade de ser tocado pelo mal que atormenta e controla todas as pessoas sem Jesus é praticamente nula (Os 7.4-6; Hc 2.9; Mq 2.1).

Como consequência, acabam bebendo como cálice de ouro da mãe das abominações da terra e, obviamente, se tornando abomináveis (Ap 17.4-6). Neste cálice estavam todos os inúmeros métodos para colocar as pessoas umas contra as outras e, deste modo, viabilizar acordos políticos com vistas ao derramamento do sangue dos justos.

Infelizmente, a maioria dos que se dizem seguidores de Jesus estão bebendo do copo desta grande meretriz que só faz uniões pensando em separar os outros para, com isto, satisfazer-se e promover-se no coração das pessoas.

Trata-se de um sistema tão vivo e intenso que adquiriu personalidade própria na Jerusalém terrena que deveria ser do Criador (bem como os mundanos). Quem aceita este sistema dentro de si, é visto por todos como abominável (a começar pelo próprio Criador). O destino final de tais pessoas é ficar eternamente separado de qualquer possibilidade de ser bom (seu verme nunca morre, seu fogo nunca se apaga – 2Ts 1.9; Mc 9.44,46,48; Ap 20.14). Quão triste é estar eternamente ante a face do Senhor (2Ts 1.9; Ap 14.10,11), mas incapaz de conviver com todo este bem dentro de si, ver toda esta bondade acontecendo na vida uns dos outros, mas não conseguir lugar para a mesma dentro de si.

Mas afinal, quem são os pecadores citados acima?

 

·       Medrosos: aqueles que, por medo de perder popularidade (ver Jo 12.42), acabam consentindo com aqueles que praticam o pecado (Rm 1.31), ao invés de buscar apenas a glória do Eterno (Jo 5.44; Gl 1.10; 1Ts 2.4). Os tais se retratam sob perseguição ou diante dos problemas (Mt 8.26; Mc 4.40). Cedem à pressão do antimessias;

·       Incrédulos: aqueles cujos desejos são tão fortes que preferem crer na força dos desejos e nos poderes do mundo do que na Escritura Sagrada. Cedem à sedução do antimessias. Resistem mesmo diante de total evidência;

·       Abomináveis: aqueles que beberam do copo da Grande Babilônia (ver Ap 17.5) e estimulam a briga uns contra os outros;

·       Homicidas: aqueles que matam os seguidores de Cristo, seja fisicamente ou com suas heresias (Ap 14.4; 17.1,2), bem como que mata o corpo, a alma ou a reputação dos indivíduos;

·       Fornicários: aqueles que fizeram aliança com o mundo e Seu Sistema Babilônico para se fortalecerem;

·       Idólatras: aqueles que adoram a criatura em lugar do Criador (Rm 1.25 - em especial, adoram a imagem da besta);

·       Mentirosos (ver At 5.1-3; Rm 1.31): muito enfatizado na Escritura Sagrada (Ap 2.2; 3.9; 14.5; 21.8,27; 22.15). Note como a mentira é associada com dar ouvidos a espíritos enganadores e a doutrina de demônios (1Tm 4.1,2). Ou seja, são aqueles que gostam de ensinar ou de escutar a mentira (2Ts 2.7-12; 2Tm 4.3,4);

·       Feiticeiros: invocadores de entidades malignas para verem seus desejos satisfeitos (Ap 9.21; 16.13; 18.23).

 

  • “Eis que venho à pressa. Bem-aventurado o que guarda as palavras da profecia deste livro.” (Ap 22.7).

 

Por quatro vezes Jesus diz que virá sem demora, sendo três neste capítulo (Ap 3.11; Ap 22.7,12,20). Em outros lugares, Jesus menciona Sua rapidez em julgar (Ap 2.5,16; 3.11; 16.15). Ou seja, ele está dizendo que, quando Ele vier, Ele cumprirá Sua Palavra abreviando-a (Rm 9.28). E isto assim é para que ninguém venha seguir a Cristo de modo interesseiro. Daí ser feliz aquele que ouve e guarda as palavras da profecia deste livro (Ap 1.3).

Perceba como o livro do Apocalipse começa e termina com esta bem-aventurança. Isto deve servir de estímulo aos que creem a não negligenciarem a leitura deste livro como fazem os ímpios. Jesus também menciona a importância de ouvir e guardar Sua Palavra (Jo 14:15,21,23).

Os cinco adventos de Cristo:

 

·       Sua encarnação;

·       Sua manifestação nos indivíduos ao longo da história humana;

·       Quando Ele chama o indivíduo através da morte;

·       Quando Ele vier para arrebatar a Igreja;

·       Quando Ele vier para instituir o milênio.

 

O grande convite é: “bem-aventurado quem adora o Criador:

 

·       Meditando neste livro (não seles as palavras deste livro);

·       Acreditando em Sua verdade;

·       Proclamando Seu evangelho quer ele seja agradável ou desagradável à mente carnal (Ap 22.11).

 

  • “Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. Quando as ouvi e vi, prostrei-me para adorar ante os pés do anjo que mas mostrava. Ele me disse: Vê não faças tal; sou servo contigo, com teus irmãos, os profetas, e com todos aqueles que guardam as palavras deste livro; adora a Deus.” (Ap 22.8,9).

 

Por quatro vezes João diz a expressão “Eu, João” (Ap 1.4,9; 21.12; 22.8). O que ele está reforçando é que ele não tirou isto tudo da cabeça dele; muito menos se deixou levar pelas utopias de homens sonhadores que só querem atrair os discípulos após si. Ele ouviu e viu (primeiro ouviu para depois ver) direto Daquele que é Senhor sobre os espíritos dos profetas (Ap 22.6).

Pela segunda vez João cai aos pés do anjo e, motivado pela mesma coisa, a saber, pela promessa de bênção à Igreja e da confirmação de que o Apocalipse é fiel e verdadeiro, sendo bem-aventurado quem o ouve e guarda. Embora tenha sido errado ele se prostrar diante do anjo para adorar, João o fez movido de emoção e gratidão ao Eterno por tão grandiosa promessa.

Contudo, aqui há uma diferença: em Ap 19.9,10 João se prostra para adorar o anjo. No entanto, aqui, João se prostra para adorar ao Eterno, só que aos pés do anjo. Ainda assim o anjo não permitiu, pois daria margem para outros anjos (incluindo Ha-Satan e os seus) pensarem que ele estava recebendo adoração (algo que o anjo do deserto, Ha-Satan), por outro lado, exigiu de Jesus em troca de dar-Lhe todos os reinos do mundo (Mt 4.9). Por aqui podemos ver a importância de rejeitar lisonjas (Pv 26.28; 28.23; 29.5).

Também, com base nisto, podemos ver que, mesmo alguém que recebe visões e revelações sobrenaturais está sujeito a erros doutrinários e práticos. Também podemos ver que o fato de Jesus ter aceitado adoração de anjos (Hb 1.6) e homens (Mt 8.2; 14.33; Jo 9.38) confirma que Ele é Deus.

Perceba como o anjo fica horrorizado pela simples hipótese de parecer que estava sendo adorado (em Ap 19.10 ele diz “olha” e aqui “vê”), o que confirma que devemos nos abster até mesmo da aparência do mal (1Ts 5.22). Tal como, no Testamento da Lei quando, quem fazia o voto de nazireu, não podia sequer tomar suco de uva ou mesmo comê-las (Nm 6.3,4).

O prostrar de João, na primeira vez, mostra o quão facilmente um ser humano se prostra diante de alguém quando este lhe parece superior e portador da solução. E o pior é que, embora muitos afirmem ser seguidores de Jesus, eles irão compor a Grande Babilônia e receber de bom grado a marca da besta (Ap 17,18).

Que nós aprendamos com a humildade do anjo ao se apresentar como servo junto àqueles que são de Jesus e fazem questão de guardar as palavras do livro do Apocalipse. Aliás, veja como, quem é de Jesus, é identificado pelo prazer em meditar no Apocalipse. Afinal, o anjo é conservo daqueles que guardam as palavras deste livro. Aliás, é bom esclarecer que conservo não é servo de servos (ou, se preferir, um servo que serve a servos), mas aquele que serve junto com os servos.

Ou seja, os anjos servem ao Eterno junto com aqueles que guardam a Palavra Dele, com aqueles que são Seus mensageiros (profetas) e, assim, estão a serviço Dele. Perceba também que os profetas são chamados de nossos irmãos, ou seja, isto mostra, de fato, a verdadeira vocação da Igreja: comunicar a Palavra Dele a quem crê.

 

  • “Disse-me também: Não seles as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo.” (Ap 22.10).

 

Quando Jesus diz que o tempo está próximo ou que Ele vem rapidamente, Ele está dizendo que, quando Ele tiver de vir, Ele virá repentinamente, quando toda a maldade parecer estar dando certo. Assim, devemos vigiar e orar sempre (Mt 25.6,13,19; Mc 13.32-37; Ap 1.3).

Enquanto que o Eterno ordena a Daniel para selar seu livro por estar longe o seu cumprimento (Dn 8.26; 12.4,9) (e em Isaías o Eterno ordenou selar a lei entre os Seus discípulos – Is 8.16), aqui é ordenado a João que não selasse a profecia porque o tempo estava próximo.

Daqui podemos aprender que, quando o Eterno sela algo, é porque o mesmo não tem importância para o momento e, assim, não é para desperdiçarmos tempo pensando nisto (o que confirma a ideia de que temos que remir o tempo – Ef 5.16,17; Cl 4.5).

O Testamento do Favor do Eterno é o tempo do fim, quando todas as profecias haverão de se cumprir. E a brevidade do cumprimento da mesma deve impressionar a Igreja, cuja tendência é, muitas vezes, ficar apegada ao mundo. Mas como podemos esperar que Jesus venha rápido se Ele, até hoje, não veio?

Na verdade, quando Ele disse que viria brevemente não quer dizer que Ele estava às portas de vir, mas sim que, quando Ele estiver para vir, tudo isto acontecerá dentro de um período de sete anos. No entanto, é preciso vigilância contínua (Mt 24.45; 25.6,13,19; Mc 13.32-37) para que nenhum de nós venha a ser pego pelas artimanhas do antimessias que vêm sendo feitas de modo repetitivo ao longo dos anos, desde que João profetizou.

Ou seja, o importante não é o candidato final para os papéis desempenhados no Apocalipse, mas sim, a mensagem de alerta que está a valer desde 90 D.C.

Além disto, a ideia é que percebamos que, se por um lado existe um tempo para o cumprimento final da profecia, por outro ela está a se cumprir parcialmente a todo momento. Ou seja, não podemos ignorar a mensagem central do Apocalipse e ficar tentando adivinhar quem é a besta, o falso profeta, etc.

 

  • “Quem faz injustiça, faça-a ainda; quem está sujo, suje-se ainda; quem é justo, justifique-se ainda; e quem é santo, santifique-se ainda.” (Ap 22.11).

 

Semeie um ato e colha hábito; semeie hábito e colha caráter; semeie caráter e colha destino.

Aqui podemos ver que, aquilo que estava oculto vai ser revelado (Lc 12.2). Aquelas atitudes que o indivíduo fazia nas trevas, bem com pensamentos e sentimentos encobertos, agora será evidente a todos, visto que ninguém conseguirá mais esconder o que é. Quando Jesus estiver para vir, as coisas acontecerão tão rápido que ninguém terá tempo de mudar de estado.

Além disto, o fato de a mentira de Ha-Satan ficar tão impregnada na mente dos indivíduos (que não estão no livro da vida) por tanto tempo, faz com que esta não seja mais possível ser removida da consciência. Só a verdade tem poder para libertar (Jo 8.32), mas como a verdade será bem distorcida, será impossível para alguém que ama a “sua verdade” renunciar isto que lhe é agradável para aceitar a pura verdade de Cristo (João 3.19-21).

Também é possível ver que a punição do pecado é mais pecado e a recompensa da santidade e mais santificação. Quem começou pecando aqui continuará pecando por toda a eternidade.

Se a morte purificasse o indivíduo, ela não seria nosso inimigo (1Co 15.26). Vamos aproveitar enquanto estamos num mundo de regeneração para buscarmos a mudança do nosso caráter. Uma vez que nosso corpo muda aqui, nosso caráter também pode e deve mudar para melhor. Negligenciar isso implica em consolidar nosso mau caráter. A terra é o palco exato para regenerar a alma corrompida. Num mundo sem problemas é mais difícil.

Uma vez que o fim de todas as coisas está próximo, ao invés de ficarmos indignados com os malfeitores (seja por querer impedir a todo o custo que os mesmos deem livre curso às suas maldades ou por espserar que se convertam e sejam mais santificados e justificados), devemos nos preocupar em nos aprontar (ver Ap 19.8) para que, quando Jesus vier, estejamos prontos (2Co 5.2,3; 1Jo 2.28). Mesmo porque, o simples fato de o perverso estar em injustiça e em toda sorte de imundície, já é um castigo terrível. Quer coisa pior do que ser cativo de algo que só destrói tudo que temos de bom?

Este mundo não tem conserto. Tudo que diz respeito à besta e sua legião tem que se cumprir. Não é papel da Igreja buscar um meio para que isto não se cumpra, mas sim anunciar a boa-notícia a todos quantos desejarem receber para, assim, serem livres deste destino cruel ao qual todo mundo está condenado.

É bem verdade que uns serão provados, purificados e embranquecidos. Todavia, não é papel nosso tentar convencer ninguém (Jo 16.8) a mudar. Antes, é dar àqueles que já estão cansados deste mundo, da vida que veem vivendo e de serem quem são, a certeza de que existe uma vida completamente nova disponível para eles (Rm 7.6; 2Co 5.17).

É importante que fique claro que a solução para o nosso tormento não está no suprimento dos nossos desejos, mas sim em sermos livres deles. Afinal, são eles que nos levam a brigar e discutir com os outros (Tg 4.1). Não deveríamos estar nos enchendo de desejos, confiando no mundo e nas próprias habilidades para supri-los. Ao invés disto, deveríamos nos encher apenas daquilo que é possível ser alcançado sem depender do mundo, a saber, as virtudes do alto (Cl 3.1,2). Quem não tem piedade não conseguirá entender isto (Is 26.9,10; Dn 12.10; ver Ez 3.27; 2Tm 3.13), visto que o alvo dos tais é sempre receber coisas boas dos outros ao invés de estar disposto a fazer algo bom para eles.

Temos que dar aos outros apenas o que é bom porque:

 

·       É para isto que nós, vasos de honra, fomos feitos (ver Tg 3.10-12);

·       Mesmo que o outro vá agir mal, ele está tão somente cumprindo a missão dele. E se o Eterno permitiu que ele viesse até nós é porque ele necessita de algo para completar sua missão como vaso de ira (Rm 9.22,23), o qual está em nosso poder.

·       Para que a maldade do ímpio seja evidente a todos, é preciso que ele receba o bem. Neste caso, ele não poderá culpar ninguém quando tudo der errado na sua vida. Antes, ele terá que reconhecer que, mesmo sendo abençoado diversas vezes pelo Eterno, ainda assim ele preferiu o mal.

 

Outra coisa a considerar é que, depois do arrebatamento, não haverá mais evangelização. Os que forem converter na Grande Tribulação o farão com base naquilo que ouviram antes de Jesus vir.

 

  • “Eis que venho à pressa; e está comigo minha recompensa para retribuir a cada um segundo as suas obras.” (Ap 22.12).

 

Como o Eterno vem depressa para punir os pecadores (Tg 4.11,12) e recompensar os justos (Jr 17.10; Mt 16.27), não há motivo para querermos julgar o servo alheio (Rm 14.4,10). Jesus vem para salvar Sua Igreja e Ele fará a cada um segundo as obras de cada um (Is 40.10; 62.11; Rm 2.6; 14.12; Ap 20.12).

Devemos dizer “não” a:

 

·       Indiferença: “eis”, ou seja, “contemple!”, “preste atenção!”;

·       Procrastinação: “eis que venho à pressa”. Agora é o tempo da salvação (2Co 6.2);

·       Privilégios: “para retribuir a cada um segundo...”. Privilégios, muitas vezes nos leva a ficar relaxados no que tange a crescer em caráter e comunhão com Cristo. Sem contar que o Criador não faz acepção de pessoas (Dt 10.17).

·       Abuso da doutrina da fé: cada um é julgado de acordo com a verdade, e não de acordo com o que se pensa ser verdade.

·       Confiança no passado: embora cada um será julgado de acordo com suas obras, só será salvo quem perseverar até o fim (Mt 24.13; Ez 3.17-20; 33.7-9).

 

A lei da retribuição:

 

    É pronta: “venho sem demora”. Assim como, com Caim, o pecado jazia à sua porta (Gn 4.7), hoje Jesus está à porta batendo (Ap 3.20). Não há tempo a perder;

    É pessoal: a cada um será dado de acordo com suas obras;

    É imutável: quem criou a lei, quem a cumpriu e quem zela pelo seu cumprimento é Aquele que é o mesmo ontem, hoje e sempre.

 

Minha recompensa está comigo (também visto em Is 40:10; Is 62:11) confirma que Jesus é Deus por meio destes dois versículos. A recompensa é dada prontamente.

O Eterno dá a cada um conforme as suas obras (Jó 34.11; Rm 2.6; Mt 16.27). Ele fará com que cada um ache aquilo que tanto buscou, o que é confirmado pelo conjunto de todas as suas obras (ver Tg 2.20; Tt 3.8). Note que o Eterno lida com “cada um”, e não com um grupo de indivíduos ao mesmo tempo.

Por fim, nossa recompensa está com Jesus, e não com o ser humano.

 

  • “Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, o princípio e o fim.” (Ap 22.13).

 

Jesus é Alpha e Ômega:

 

·       O início e o fim de toda a criação;

·       O início e o fim (finalidade) da aliança eterna, bem como o fim da Antiga Aliança e o início da Nova Aliança (Rm 10.4);

·       O início e o fim do processo que leva à salvação;

·       O início e o fim de tudo que alimenta nossa confiança Nele e em Sua Palavra;

·       O início e o fim de cada oportunidade que opera em nós Seu amor;

·       O início e o fim dos nossos projetos;

·       O início e o fim da nossa pregação e ensino.

 

Para fortalecer ainda mais a profecia, Jesus declara que é:

 

Ø  Alfa e Ômega -> essência de todo o conhecimento. Toda ciência começa e termina Nele (Cl 2.3);

Ø  Primeiro e Último -> O principal e o mais desprezível de todos. Ou seja, só Ele é alguma coisa (Êx 3.14). E Ele está agindo em todos (ver Ef 4.6).

Ø  Princípio e Fim -> Todo acontecimento começa Nele e termina Nele. Ou seja, não somos vítimas de Ha-Satan e seus asseclas.

 

Logo não devemos temer os acontecimentos, nem o aparente poder que os homens deste mundo parecem ter. Ainda que os membros da elite global pareçam ditar o destino da humanidade, alguma coisa só se concretiza neste mundo se for estabelecida pelo Eterno (Is 44.6).

 

·       “Certamente que os homens de classe baixa são vaidade, e os homens de ordem elevada são mentira; pesados em balanças, eles juntos são mais leves do que a vaidade.” (Sl 62.9).

 

Enfim, não existe ninguém grande ou pequeno o suficiente que consiga realizar algo que o Eterno não tenha pré-ordenado.

 

  • “Bem-aventurados os que lavam as suas vestiduras, para que tenham o direito de se chegarem à árvore da vida, e para que entrem pelas portas na cidade.” (Ap 22.14).

 

A primeira bem-aventurança de Cristo no sermão da montanha foi “Bem-aventurados os pobres de espírito” (Mt 5.3) a última é “bem-aventurados aqueles que lavam suas roupas”.

Pense: qual o desejo mais profundo do homem? Dinheiro? Fama? Prazer? Conforto e vida fácil? Saúde? Longa vida? Nada disso: entrar na cidade santa pelas portas com ações de graças e louvores (Sl 100.4). Nada como a perfeita paz de coração acima de todo distúrbio, ser livre para cumprir todo o propósito da lei, ao invés de ser maldiçoado pelo não cumprimento de todos os seus preceitos (ou pelo cumprimento meramente superficial).

Em quê consiste esta bênção (destinada aos não-israelitas durante o milênio)?

 

       Ter direito à Árvore da Vida;

       Poder se alimentar dos frutos desta árvore, a qual supre todas as necessidades;

       Poder ser curado pelas folhas da Árvore da Vida;

       Poder entrar na cidade pelas portas.

 

Mas para isto o indivíduo precisa ser lavado. E o que é para ser lavado? Nossas vestes de justiça.

Quem deve ser lavado? Os seguidores de Cristo. Note que é dito “lavam” (presente), ou seja, que estão sempre lavando suas vestes de justiça. Não lavam suas vestes apenas uma vez na vida.

E para que tenham direito à Árvore da Vida, eles têm que ter as vestes de justiça lavadas. Afinal, nossa justiça é imunda (Is 64.6). Com este tipo de justiça, alimentar da Árvore da Vida somente implica em mais força e oportunidade para pecar.

Assim, é importante ver a Árvore da Vida sob três perspectivas em relação à sua presença:

 

·       No jardim da inocência – o homem podia comer livremente (Gn 2.16);

·       No jardim da culpa – o acesso fora cortado (Gn 3.24);

·       Na cidade dos redimidos – quem tiver suas vestes de justiça lavadas pode ir a ela.

 

Nosso direito à Árvore da Vida e à cidade santa é:

 

1 – por promessa:

 

·       “E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna.” (1Jo 2.25);

·       “Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós.” (2Co 1.20);

 

2 – por herança:

 

·       “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;” (Jo 1.12).

·       “E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.” (Rm 8.17).

 

3 – por adequação:

·       “Dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz;” (Cl 1.12).

 

Veja a diferença entre:

 

PARAÍSO PERDIDO

PARAÍSO REGANHO

Era um jardim

Será uma cidade

Não havia contradição de desejos e conflito de interesses. Logo, não havia necessidade de disciplina.

Aqui a disciplina e obediência foram exercitados e provados pelas mais diversas circunstâncias.

Aqui temos o Criador como o Deus da Natureza e da providência.

Aqui o Criador é o Deus da Compaixão, da Revelação e da Graça.

Aqui o acesso foi direto e sem vínculo

Aqui tem-se que passar pela porta estreita e pelo caminho apertado e ser membro do corpo de Cristo

 

O acesso à Árvore da Vida é um direito, e não uma recompensa. A diferença é que recompensa é algo que se adquire por retribuição aos esforços feitos (aqui não importa quem o indivíduo é ou o que ele vai fazer com o prêmio); direito é o resultado de se possuir os atributos necessários para fazer parte de uma organização ou organismo (aqui não importa o que o indivíduo faça. A menos que ele se torne uma ameaça para o corpo, ele não será cortado pelo seus erros, mas sim tratado). Ou seja, lavar as vestes de justiça não implica em mera mudança de atitudes, mas sim uma mudança de condição: de isolado, para ser membro do corpo de Cristo.

No Reino dos Céus, a promoção não é uma recompensa adquirida, mas sim o reconhecimento da real vocação. Assim como alguém, à medida que cresce, vai calçando sapatos de números maiores até alcançar seu tamanho final, à medida que o indivíduo vai amadurecendo, ele vai sendo promovido para outras funções até alcançar o ministério para o qual Jesus o designou (Atos 13.2,3).

Mas afinal, qual é correto: abençoados são os “que lavam suas vestes” ou “que obedecem aos mandamentos”?

Comer da árvore da vida é citado primeiro que entrar pela cidade pelas portas. Assim, a ordem é: primeiro, recebe-se o direito; segundo, entra-se na cidade; terceiro, come-se da Árvore da Vida. Ou seja, só entra na cidade se tiver direito de comer da árvore da vida (e se isso desejar. Não há lugar para curiosos – Ap 22.17).

A simples obediência aos mandamentos não garante o acesso à Árvore da Vida, visto que quem simplesmente obedece é servo inútil (Lc 17.9,10).

Entenda: a verdadeira obediência tem as seguintes características:

 

·       Deve ser sincera, fluindo de um coração renovado, livre da má consciência (Hb 10.22), que ama o Criador (1Jo 5.3);

·       Esta obediência procede de fé, sem a qual é impossível agradar o Criador (Hb 11.6);

·       Imparcial e irrestrita;

·       Habitual, constante e perseverante.

 

Sem isto tudo, a obediência é mera hipocrisia.

Logo, a questão não é simplesmente obedecer aos mandamentos, mas lavar as vestes. Adão não foi expulso do Éden por causa da desobediência em si, mas por se esconder do Criador e, principalmente, por não querer lavar suas vestes.

Felizes daqueles que lavam suas vestiduras espirituais no sangue de Jesus (Ap 7.14; 1Jo 1.7), a saber, que lavam sua justiça aceitando que Cristo viva neles. Ou seja, a guarda dos mandamentos (citada na versão KJV e ACF) não se trata de uma obediência cega e morta, mas sim o resultado de ouvir a voz de Jesus e seguir o que Ele está a nos dizer a fim de que Ele tenha oportunidade de fazer por nós e através de nós o que Ele deseja.

Isto aqui acaba de vez com a salvação pelas nossas obras, já que o mérito não está naquilo que fazemos, mas no que Jesus fez por nós (ou, se preferir, que faz através de nós). Jesus mostrou o verdadeiro espírito capaz de cumprir a lei, o único estilo de vida que consegue satisfazer toda a justiça do Eterno e, deste modo, possam:

 

·       Ter acesso à árvore da vida (ver Gn 2.9; Ap 2.7), ou seja, ser agraciado pela paz, felicidade e amor de Jesus através de todos os relacionamentos em Cristo que alimentam e curam a alma;

·       Possam entrar na cidade pelas portas (ver Ap 21.27), ou seja, ser capaz de fazer parte da Noiva de Cristo quando para ela se dirigirem. Não encaram a Noiva como uma mera organização religiosa. Antes, aceitam Cristo se comprometer com Sua Noiva por meio deles.

Logo, temos que encontrar lugar na vida daqueles que pertencem ao Eterno ou, para ser mais exato, na vida do Eterno dentro da realidade vivida por aqueles que fazem parte da Noiva do Cordeiro.

 

Obs.: na Nova Jerusalém a unidade será verdadeira e as experiências passadas serão entendidas.

 

  • Fora acham-se os cães, os feiticeiros, os fornicários, os homicidas, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira.” (Ap 21.15).

 

O fato de este povo ficar de fora da porta, aponta para o fato de que os ímpios irão contemplar o paraíso eterno (Ap 14.10,11).

Primeira pergunta: o que há de comum em todos estes tipos citados? Eles juntos refletem tudo que o anticristo é e faz:

 

·       Tímidos -> Ele falam do mundo (1Jo 2.4,5), buscando encher os mundanos de desejos e do medo de perder o objeto de satisfação dos mesmo s. Daí ele ser o filho da perdição (2Ts 2.3).

·       Incrédulos -> para os que conseguem chegar à verdade, o anticristo procura levá-los a buscar o Eterno baseado nas coisas deste mundo, deixando-os todos miseráveis (1Co 15.19).

·       Abomináveis -> o anticristo é mestre de intrigas (Dn 8.23), alguém que irá colocar os indivíduos uns contra os outros (Ap 6.4).

·       Fornicários -> basta pensar que o anticristo é visto carregando nas costas a mãe das meretrizes e das abominações da terra (Ap 17.5).

·       Cães -> o anticristo é o cão dos cães, ou seja, daquele que não aceita ser dominado por nenhum homem ou deus, mas que se engrandece sobre tudo e todos (Dn 11.37,38; 2Ts 2.4).

·       Feiticeiros -> Ele pratica sinais e prodígios da mentira (2Ts 2.7-12) em parceria com o falso profeta (Ap 13.12-14; 16.13,14) e da Grande Babilônia (Ap 18.23).

·       Homicidas -> o anticristo fará que muitos sejam degolados por amor a Jesus (Ap 20.4).

·       Idólatras -> o anticristo ordena a construção de uma imagem sua capaz de matar todos os que não adorarem tal imagem (Ap 13.14,15).

·       Todo aquele que ama e pratica a mentira -> Ele fará grandes sinais e prodígios capaz de enganar até mesmo os eleitos (Mt 24.24), sendo chamado de homem da iniquidade. O anticristo procura manter a verdade escondida (Mt 7.14,15) proferindo coisas mui arrogantes de vaidades, engodando com as concupiscências da carne e com dissoluções aqueles que se estavam afastando dos que andam em erro (2Pe 2.18).

 

Mas afinal, quem são estes que foram rejeitados? Analise e verás que, em cada caso, o indivíduo quer manter tudo e todos sob controle:

 

·       Tímidos -> Têm medo de saber a verdade em virtude da dificuldade de vivê-la. Considerando que medo é o oposto do amor (1Jo 3.18), logo tais indivíduos querem unicamente viver para si mesmos (ver Pv 18.1). Não querem nada que atrapalhe seus desejos.

·       Incrédulos -> Estes não têm medo da verdade. Até a conhecem, mas amam mais as suas más obras (Jo 3.19-21). Deste modo, preferem lutar contra a verdade por não ser conveniente (ajunte Jo 3.1-3 com Mt 12.24; Jo 12.42,43), já que não querem renunciar ao suposto domínio que possuem. Ou seja, querem manipular a verdade a seu favor para poder controlar os outros.

·       Abomináveis -> Aqueles que gostam de semear contenda entre irmãos (Pv 6.19), promover divisões (Rm 16.17,18; 1Tm 6.3-5), a fim de ficar mais fácil dominar sobre eles (At 20.30; Gl 4.17);

·       Cães (Fp 3.2) -> uma junção dos três itens acima. Eles possuem três características básicas:

Ø  A cadela é o único animal que, de uma mesma ninhada, gera filhos de pais diferentes. Ou seja, a identidade do pai do filhote fica duvidosa. Ou seja, tais indivíduos valorizam muitos os rituais e a instituição religiosa a que pertencem, sem qualquer preocupação com o que Jesus realmente deseja. Isto lembra as sete mulheres de Isaías 4.1 que querem usar o nome de Jesus para não serem envergonhadas, mas querem viver da própria verdade e justiça. Ou seja, tais indivíduos até querem o nome de Jesus, mas não querem Ele por perto, a não ser quando necessitam que Ele faça algo. Retrato exato dos irmãos de Laodicéia que pensam que tinham tudo, mas deixam Jesus de fora (Ap 3.16,20). Agem como incrédulos.

Ø  São pastores que nada compreendem. Gostam do sono, não se podem fartar. Cada um se volta para o seu caminho, para a sua ganância (Sl 22.16; Is 56.10,11; Fp 3.2). Foram os tais que crucificaram Jesus:

v “Pois me rodearam cães; o ajuntamento de malfeitores me cercou, traspassaram-me as mãos e os pés. Poderia contar todos os meus ossos; eles vêem e me contemplam. Repartem entre si as minhas vestes, e lançam sortes sobre a minha roupa. Mas tu, SENHOR, não te alongues de mim. Força minha, apressa-te em socorrer-me. Livra a minha alma da espada, e a minha predileta da força do cão.” (Sl 22.16-20).

Eles são os abomináveis nicolaítas (Ap 2.6,15) que querem, como bodes, irem diante do rebanho (Jr 50.8), despertando ciúmes na congregação (ver 1Co 1.11-13; 3.4-6) e disputas de cargos. Lembre-se que TUDO que é elevado entre os homens é abominação diante do Eterno (Lc 16.15). Se governar sobre outros fosse coisa boa, Jesus, o verdadeiro e único líder, não teria vindo para servir (Mt 20.28; Jo 13.14). Se alguém tivesse capacidade de governam perfeitamente, o Eterno não se sentiria traído quando o povo de Israel quis eleger para si um rei (1Sm 8.19,20) e também os anjos não diriam que apenas Jesus é o único digno de receber autoridade, poder e força (Ap 7.12).

Ø  Voltam ao próprio vômito (Pv 26.11; 2Pe 2.21,22), ou seja, tornam a edificar aquilo que derrubaram (Gl 2.17). Os tais têm medo de se aprofundarem na verdade (ver Lc 8.13), pois não querem ser afastados daquilo que lhes dá prazer. Não querer amar e serem amados, não querem crescer, mas apenas terem prazer.

Ø  Praticam sodomismo (Dt 23:18; Mc 7:27). Querem o prazer sexual, mas não querem filhos, nem compromisso com o parceiro sexual. Espiritualmente, querem usar a Igreja para autossatisfação e promoção.

Ou seja, os cães são os arrogantes que querem ter domínio sobre todos sem qualquer compromisso com a verdade em si mesmos, muito menos na vida dos outros (ver 2Pe 2.14-19; Jd 16-19). Esta é a essência do anticristo.

·       Feiticeiros -> Aqueles que desejam as dádivas do Eterno para dominar coisas, situações e indivíduos. Todas as vezes que queremos obrigar os outros a nos sujeitarem, independente do método usado, estamos sendo feiticeiros. O correto é usarmos nossos dons para repartir com quem tem necessidade (Ef 4.28). Isto lembra os irmãos de Tiatira.

Entre estes estão também os que iludem os indivíduos nas artes e religião, a fim de comercializar a fé dos indivíduos (sinais e prodígios da mentira – Mt 24.24);

·       Fornicários -> Aqueles que gostam de dominar através da força do sexo. O prazer deles está em ver os outros excitados com sua aparência externa. Querem que os indivíduos estejam presos a si para sugar-lhes o máximo que puderem.

·       Homicidas -> Aqueles que matam a fé dos outros, seja por ensinar a mentira, dar mau testemunho, etc. Os tais querem dominar eliminando radicalmente todos os que se lhes opõem.

·       Idólatras -> Aqueles que fazem uso de ídolos mortos (Sl 115.4-8; 135.15-18) a fim de colocarem a criatura para servi-los em lugar do Criador (Rm 1.23,25), buscando sutilmente controlar aqueles que gostam de ser controlados por suas paixões, que se curvam diante de modismos e vaidades ocas e vão após tolos que se escondem atrás de títulos glamorosos e de toda a pompa que a riqueza lhes confere.

Para ser mais exato: os líderes religiosos, em tais casos, fazem uso aquilo que podem controlar, buscando convencer que só eles têm tal capacidade a fim de convencer os outros a estarem sob seu controle. Daí a existência de cursos de teologia: para tornar difícil que alguém do povo chegue ao topo e se liberte da escravidão deles. Isto lembra os irmãos de Pérgamo.

·       Todo aquele que ama e pratica a mentira -> Já que a verdade liberta (Jo 8.32), a escondem a fim de poderem continuar no controle (tal como Ha-Satan faz - 2Co 4.3,4). A mentira é o mais destacado de todos estes pecados, aparecendo três vezes em Ap 21 e 22 (Ap 21.8,27; Ap 22.15). Afinal, o pecado só surge, antes de tudo, porque o indivíduo aceita enganar a si mesmo (ou, se preferir, permanecer no engano). A partir de então, todas as suas ações são no sentido de confirmar esta mentira (ver Sl 42.7).

Mas, o que é mentira? É tudo que não é verdade. Considerando que Jesus é a verdade (Jo 14.6), logo qualquer afirmação, por mais correta e precisa que seja, conduz à morte se estiver separada de Cristo (ver Mt 12.30).

Repare que estes indivíduos não apenas dizem a mentira, mas a praticam, ou seja, fazem dela a sua vida, o seu ganha-pão, a sua fonte de riqueza e prazer. Sua vida é uma mentira, pois não refletem aquilo que são, mas aquilo que os outros querem que seja. Os tais amaram aquilo que se tornaram diante do mundo, ignorando por completo quem são e para que o Eterno os criou.

 

Enfim, trata-se daqueles que, antes de tudo, usam a fé para manter seu controle sobre os outros.

 

  • Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a estrela brilhante, e da manhã.” (Ap 22.16).

 

Apocalipse 22.16-21 – Os últimos seis versículos deste capítulo nos dão: um convite, um aviso, uma aspiração e uma bênção final.

Apocalipse é o livro que melhor revela a glória do reino de Cristo, adorna-O com vários de títulos e mostra o quão amado e adorado Ele é. O livro do Apocalipse não é para ser conhecível apenas por uma elite religiosa, mas por todos os que creem.

Que Jesus é o filho de Davi, isto pode ser visto em vários lugares da Escritura Sagrada (Mt 1.1,20; Mc 12.35; Lc 20.41). A genealogia mostra isto (Mt 1.1-25; Lc 3.23-38). E até mesmo a incapacidade dos inimigos de refutarem isto corrobora esta ideia (Mt 9.27; 12.23; 15.22; 20.30,31; 21.9,15; Mc 10.47,48; Mc 12.35; Lc 18.38,39).

Sem Cristo:

 

    não há maná vindo do céu (Jo 6.51);

    não há água brotando da rocha (1Co 10.4);

    não há refúgio contra a tempestade e a chuva (Is 4.6);

    não há cura para o doente (Tg 5.14,15);

    não há vida dentre os mortos (Jo 11.25; 14.6);

    não há justiça para vestir e iluminar este mundo (Mt 5.14-16);

 

Nossas vestes são lavadas pela Palavra de Jesus enquanto nós vivemos (sangue) Sua vontade.

Em vários lugares do Apocalipse Jesus faz questão dizer que Ele é (Ap 1.11,17; 2.23; 21.6; 22.9,13), confirmando que todo este livro, na verdade, é Jesus se fazendo conhecer aos Seus (Ap 1.1). E para mostrar a autoridade que Ele tem no céu, Ele deixa claro ser o dono de todos os anjos.

Jesus é a raiz (Is 4.2; Jr 23.5; Zc 3.9; 6.12) e a geração de Davi na medida em que Ele é a raiz que originou o tronco de Davi (o qual agora está caído) e, ao mesmo tempo, o ramo que brota deste tronco e produz uma geração totalmente espiritual:

 

  • “Naquele dia tornarei a levantar o tabernáculo caído de Davi, e repararei as suas brechas, e tornarei a levantar as suas ruínas, e o edificarei como nos dias da antiguidade;” (Am 9.11).

 

Este fato prova a divindade e a humanidade de Cristo. Afinal, como Jesus poderia ser a raiz de Davi se Ele não fosse Deus (Is 11.1,10; Ap 5.5)? Como Ele poderia ser a geração de Davi se ele não fosse homem (ver Mt 22.42-45; Sl 110.1; Rm 1.4; 2Tm 2.8).

Jesus ser raiz e geração de Davi também significa que Jesus é a origem e o herdeiro das promessas feitas a Israel.

Sendo o Eterno quem deu origem a Davi (e não ele que se fez), então ele não tinha do que se orgulhar, a ponto de determinar quem é herdeiro e quem não é. Ou seja, não foi Davi quem escolheu os filhos que queria ter, muito menos quem seria o seu herdeiro, mas sim o Eterno, quando decidiu Lhe edificar casa (2Sm 7.12-16; 1Rs 8.17,18). Afinal, não são os nascidos da carne que são filhos, mas sim aqueles que nascem da palavra empenhada pelo Eterno (Rm 9.8). Ou seja, nasceram porque o Eterno chamou os pais à união e ordenou que eles concebessem (ver Jo 1.12,13).

Felizmente, pois, pela fé em Jesus, nós herdamos as misericórdias que o Eterno derramou sobre Davi.

Alguém pode questionar: “mas por que Davi, e não outro?”. O Eterno escolhe quem Ele deseja.

Foi a Davi que o Eterno prometeu construir casa, e isto para anular o templo que ele intentou em construir para Ele (2Sm 7.1,2). Ou seja, Jesus, não só é Aquele que escolhe os Seus, mas também Aquele que determina o real rumo que as coisas irão tomar. Sendo a raiz e a geração daquele que intentou fortalecer o sistema religioso da época, logo, o mesmo não tem nenhum valor. Do contrário, o Eterno não edificaria casa a Davi (2Sm 7.11).

Para que não haja dúvida: enquanto Salomão, filho de Davi, construía casa para o Eterno, Ele próprio já estava construindo Sua verdadeira casa, a saber, o corpo de Cristo. Com isto, estava derrubado por terra toda religião israelita, dando total espaço aos não israelitas.

Em outras palavras, Jesus estava animando os não israelitas com a promessa de que eles seriam aceitos, independente de não pertencerem a Israel. Num sentido mais amplo, Jesus está dizendo que não dependemos de nenhum sistema controlado pelo homem para sermos salvos. O que verdadeiramente Jesus fez por meio de Abraão, Isaque, Jacó, Davi, etc., não tem a ver o que eles fizeram para o Eterno, mas sim com aquilo que o Eterno operou através da vida deles (ver 2Sm 12.7,8; Zc 6.12).

Quanto ao fato de Jesus se declarar como sendo a brilhante estrela da manhã (como profetizado em Nm 24.17) deve-se ao fato de tal título ter sido outrora referido ao líder da Babilônia e a Ha-Satan que estava por trás dele (Is 14.12). Ou seja, o Eterno estava acabando de vez com todo medo que Seus fiéis poderiam ter, seja dos homens poderosos deste mundo, seja do poder de Ha-Satan e seus anjos.

Mas por que Estrela da Manhã?

 

v “Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz.” (Rm 13.12 – ARA2).

 

1 - A estrela da manhã que é a primeira estrela a aparecer no céu, anunciando a chegada da noite. Contudo, a estrela da manhã também é a última a desaparecer do céu, anunciando a chegada do dia.

Jesus é Aquele que veio na plenitude dos tempos (Gl 4.4) quando o mundo estava todo em trevas (Is 9.1,2; Mt 4.15,16), anunciando a chegada do reino do Eterno. Àqueles que estavam nas trevas, a saber, aos não judeus (Ef 2.13,17), isto significou luz (o início do dia); por outro lado, àqueles que estavam (pelo menos teoricamente) na luz, a vinda de Jesus significou o início das trevas (noite) (ver Jo 9.39).

Quando Jesus vier para arrebatar a Igreja, isto será o anúncio de que o milênio está às portas, a saber, o início do “sétimo dia”, quando Israel será o centro do mundo. Para os não-israelitas, isto indica que o tempo deles serem usados pelo Criador na Igreja acabou (início da noite) (Ap 2.28 - embora isto seja um sinal para os israelitas). Contudo, para os israelitas, isto é o início do dia sabático (o milênio).

Contudo, Estrela da manhã é um título mais apropriado para o indicar o início e o fim do tempo dos não israelitas (Ez 30.3; Lc 21.24).

É interessante notar que, no Apocalipse, Cristo é chamado de Estrela da Manhã (Ap 2.28), mas nos evangelhos Ele é o Sol da Justiça, embora em (Nm 24.17) Jesus é identificado com uma estrela.

Espiritualmente, isto aponta para como Jesus age em cada membro da Igreja enquanto eles não atingirem a maturidade para ter Jesus como sol (2Pe 1.19; Ap 21.23). Tanto que Jesus prometeu dar a Si mesmo àqueles que vencessem (Ap 2.27,28).

Com a estrela da alva resplandecendo em seus corações (2Pe 1.19), eles não têm mais porque se limitarem àquilo que os outros querem lhes informar ou dar. Não dependem mais da pretensa bondade dos homens. A luz da Escritura Sagrada nos liberta até mesmo dos líderes religiosos (Jo 8.32), cujo intento é nos afastar do Eterno para sermos zelosos por eles (At 20.30; Gl 4.17; Ef 4.11-14).

E Jesus como raiz e geração de Davi, embora mais relacionado aos israelitas (Ap 5.5), tem a ver também com os não israelitas visto que indica que a geração de Davi não são os da carne, mas os da fé (Gl 3.9).

Note, no entanto, que, durante todo o período de trevas para Israel, em momento algum Jesus os abandona. Antes, quando a noite começa, Ele aparece, guarda durante toda a noite e fica até a noite ter terminado por completo.

Detalhe: embora todo o Apocalipse demonstre o favor de Eterno por Israel, a revelação disto é confiada à Igreja (Ap 1.11; 22.16).

 

  • “O Espírito e a noiva dizem: Vem. Quem ouve, diga: Vem. O que tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida.” (Ap 22.17).

 

O espírito e a esposa: trata-se de ambos falando em uníssono, parte espiritual e física, respectivamente. A esposa está fazendo o convite após ter respondido ao chamado de Cristo. A voz da Esposa é um eco da voz do Marido. Vem a questão: a esposa está convidando as pessoas a irem a Cristo ou está clamando a Cristo para Ele vir rápido?

Consideremos a segunda parte que fala acerca de quem deve atender ao chamado:

 

   I.   A quem tem sede de Jesus, mas ainda não percebeu isto;

  II.   A todo o restante do mundo que quer realmente o que é bom.

 

O convite para vir a Cristo é apresentado:

 

   pelo Espírito Santo;

   pela Noiva;

   por quem ouve.

 

Este convite é endereçado aos:

 

   Sedentos;

   Desejosos.

 

Logo, o mais lógico é que o Espírito Santo, agindo dentro da Noiva, a leva a clamar: “vem”. Em seguida, todos os que ouvem e atendem ao chamado o chamado também clamam “vem”.

Surge a questão: “vem” com qual finalidade?

Quem atende ao chamado vem para saciar sua alma com a verdadeira Água da Vida e, assim, obter perdão dos pecados (At 10.43), pureza (Jo 15.2; 1Co 6.11), paz (Jo 14.27).

Ninguém precisa esperar pelo chamado de um membro da elite religiosa para ir a Cristo. O chamado já foi feito e há um chamado interno (aquele que tem sede).

E como a Igreja convida? Ela convida todos a serem salvos na medida em que ela vive com alegria os princípios da Sagrada Escritura, sempre buscando amar o próximo como Jesus nos amou (Jo 3.34,35).

O convite rumo à Água da Vida não é “vai”, mas “vem”. Ou seja, não é para mandarmos os indivíduos irem a Jesus, mas sim virem até nós para se encontrarem com Jesus. Ou seja, trata-se, antes de tudo, de buscar ter comunhão com aqueles que são de Jesus (1João 1.3).

Pense: a Noiva está convidando as pessoas a virem “para onde?”. Considerando que ela está na Nova Jerusalém (ou, para ser mais exato, ela é a Nova Jerusalém), ela estava convidando todos a vir até Jesus que está dentro dela (tal como Paulo sugere que façamos em 2Co 3.1-3). Quando Jesus disse para pregarmos o evangelho (Mc 16.15), estava justamente dizendo para que trouxéssemos este indivíduo para dentro do nosso coração e ali o fixássemos (prendêssemos, pregássemos) Sua palavra na tábua do coração deste indivíduo.

Tendo Jesus dito, por duas vezes, que viria em breve (Ap 22.7,12), isto devia de servir de estímulo para a Noiva, movida pelo Espírito Santo, clamar a Jesus por Sua vinda.

E não só isto: clamar também para que outros possam vir a Jesus. Afinal, entendendo que a plenitude do encontro com Jesus se dará quando a Noiva estiver completa, então nada mais indicado do que estar empenhado para que todos possam ouvir o chamado do Eterno através de si.

E a mensagem do evangelho pregada pela Igreja deve se mover com tal intensidade na vida de quem ouve, que produza o mesmo efeito que se deu com a samaritana (Jo 4.28-30) ou com os apóstolos (Mt 9.9; Mc 1.16-20). É bom lembrar que ela largou corda e balde (o que ela vinha fazendo há anos) para chamar os samaritanos para ouvir Jesus. Ou seja, quando a Igreja está cumprindo fielmente seu papel, aquele que ouve é tomado também do desejo de que Jesus venha como prometeu.

Para entender isto, imagine uma tribo atravessando um imenso deserto e, de repente, um encontra água. Ele exclama: vem. Os primeiros que chegam ao lugar são tomados pelo desejo de ver a sede dos outros saciada, levando-os a clamar também “vem”. Isto lembra o fato de que a privação de líquido é sentida por todo o corpo. Cada átomo se ajunta para clamar, embora a expressão da sede é concentrada na boca seca e nos lábios secos e quentes.

Quem dera que a Igreja estivesse sendo capaz de despertar esta sede no coração dos ouvintes. Aliás, quem dera que a Igreja estivesse se comportando como uma noiva “apaixonada”, interessada tão somente em estar mais e mais perto do Noivo. A Igreja tem, no momento, a Água Viva, mas não tem o Noivo.

Não é em vão que, em inglês, o termo usado para noivado é “engage”, o qual significa “ocupado, compromissado, engajado em uma missão.

E é papel da Noiva despertar em todos que ouvem um prazer tão grande na companhia de Jesus (Sl 37.4) que eles fiquem sedentos (daí sermos sal da terra – Mt 5.13; Cl 4.5). Assim como André e Filipe, tão logo ouviram o chamado de Jesus (vem), saíram para chamar Pedro (Jo 1.40,41) e Natanael (Jo 1.45), respectivamente, todo que ouve deve ter este apreço que outros ouçam. A mensagem deve ser tão reveladora que quem ouve não deve conseguir guardar este segredo só para si, como fazem os mundanos quando fazem uma grande descoberta, a fim de obterem o maior lucro possível. Contudo, se o ouvinte não enxergar que a verdadeira recompensa é Jesus e Seu evangelho, então a mensagem não ficou clara.

Detalhe: aqui é usado o termo Noiva (ao invés de esposa), pois o casamento só se dá quando todos os que houverem de crer tiverem se aproximado de Jesus. Daí o chamado ser do Espírito Santo e da Noiva: afinal, eles anseiam pela comunhão plena um com o outro.

Analisemos os quatro tipos de pessoas existentes (Ap 22.17):

 

a)  O Espírito e a noiva dizem: vem -> Aquele que está intimamente ligado com Jesus. Este convida todos que venham a si para se saciarem do Espírito Santo (Rio de Vida);

b)  Quem ouve, diga: Vem -> Aquele que ouve a voz do Espírito do Eterno por meio da Igreja deve experimentar dentro de si a alegria da salvação a ponto de, não só desejar uma mudança de vida e uma comunhão mais profunda com Jesus, mas sentirem a necessidade de convidarem, quantos puder, a saciarem sua sede interior no Espírito Santo.

c)  O que tem sede, venha -> O que ainda não ouviu o chamado do Espírito Santo (Ap 2.7,11,17,29; 3.6,13,22), mas está sedento de experimentar uma nova vida, está convidado a vir beber da Água da Vida. Mas como é possível que alguém creia sem ter ouvido (Rm 10.14)? Sua sede despertou em Jesus o desejo de atraí-lo com cordas humanas, com laços de amor (Os 11.4).

d)  e quem quiser, receba de graça a Água da Vida.” (Ap 22.17) -> Como é que alguém que não ouviu a voz do Espírito Santo e nem sequer está com sede de uma nova vida (Mt 11.28,29), pode querer receber a Água da Vida? Infelizmente muitos não estão sentindo sede porque não estão respondendo ao amor que o Eterno está lhes concedendo. Estão sufocando o amor com as riquezas, deleites, cuidados e demais ambições da vida (Mc 4.19; Lc 8.14);

Felizmente, Jesus foi achado dos que não O buscavam, revelou-se aos que não perguntavam por Ele (Is 65.1).

 

Perceba duas coisas importantes:

 

·       só de ouvir a voz do Criador, uma mudança radical já acontece na vida do ouvinte (Jo 5.24,25 – letra “b”);

·       alcançar o Espírito Santo não é tão difícil quanto parece. Basta receber (Jo 1.12).

 

Mas, que Água da Vida era esta? A mesma que sai do trono do Criador e do Cordeiro (Ap 22.1), a saber, do interior de quem crê (Is 55.1; Jo 4.14; 7.37-39). No Éden homem foi proibido de ter acesso à Árvore da Vida. Agora, todavia, tem-se uma árvore da vida que se prolonga ao longo do Rio da Vida em suas duas margens. E o convite está feito justamente aos sedentos. E quem poderá negar isto?

Com relação a esta água:

 

    Quem é convidado? A água da vida é oferecida para quem tem muita sede e deseja ter esta sede aplacada do modo correto. Esta é a única qualificação para se obter a água da vida;

    Quais são as qualificações para se obtê-la? Não há, pois é pela graça e liberalmente;

    Qual deve ser a motivação? Não importa. Basta sentir tal necessidade e querer.

 

Alguém pode dizer:

 

        I.     Eu não entendo toda a doutrina e teologia cristã” – vem assim mesmo. Afinal não está dizendo: “venha que entende”;

       II.     Eu não posso arrepender do modo que devo. Meu coração é duro e eu não posso limpar meus pecados ou lamentá-los como deveria” – venha assim mesmo e, se você realmente quiser, Jesus lhe dará capacidade para se arrepender (2Tm 2.25,26);

     III.     Eu não sei se eu posso viver a vida cristã corretamente” – vem assim mesmo e Jesus te capacitará a viver Sua Palavra (Rm 7.13-8.4);

       IV.     Eu não sei se eu sou digno da vida cristã” – vem assim mesmo, pois ninguém é digno (Rm 3.9-18,23).

 

É realmente simples: você deseja Jesus e Sua salvação? Então venha. Se você deseja ser salvo dos seus pecados e ter um novo coração para seguir fielmente Jesus, venha e Ele te dará a força, capacitação e o desejo necessário para isto (Fp 2.12,13). Quem ouviu a voz de Jesus, está com sede Dele e quer ser saciado, que venha a Jesus e Sua Noiva (e não apenas a Jesus). E é claro que o fato de alguém ter desejo pelas coisas divinas e espirituais, é porque foi trabalhado pelo Criador, pois nenhum homem tem tal desejo por si mesmo (Fp 2.13; Jr 30.21).

Assim, não importa o passado do indivíduo, se ele é velho ou jovem, rico ou pobre, doente ou saudável, livre ou escravo, educado ou ignorante, bem ou mal vestido, enfim, quão digno ou indigno o indivíduo pareça ser, o convite está aberto a todos.

O fato de beber de graça da Água da Vida é muito significativo, visto que em todas as religiões pagãs, o indivíduo tem que levar alguma coisa para satisfazer aos deuses. Isto também ocorreu na época de Moisés quando o povo quis transformar em religião a intimidade com o Criador (Êx 23.15; 34.20; Dt 16.16).

O problema é que a maioria dos indivíduos não quer sequer receber o Eterno, nem o que Ele tem para elas. Não têm humildade suficiente para receberem:

 

·       por estarem presos na legalidade (Ap 2.4 - Éfeso);

·       pelo medo do sofrimento e da morte (Ap 2.10; Hb 2.15 – Esmirna);

·       por estarem idolatrando o mundo (Ap 2.14 – Pérgamo) e os que nele há (ver Is 7.11-13; 2Rs 16.7 Rm 1.23-25);

·       por estarem prostituindo fisicamente e com outros deuses (Ap 2.20 – Tiatira);

·       por estarem inconscientes a tudo que o Eterno cria na vida deles e presos à própria justiça (Ap 3.1 – Sardes);

·       por estarem fracos e incapazes de conservar o que o Eterno lhes deu ou fez por eles (Ap 3.8,11 – Filadélfia);

·       por acharem que não precisam de nada (Ap 3.16 - Laodicéia).

 

  • “Eu testifico a todos os que ouvem as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas escritas neste livro; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da cidade santa, que estão escritas neste livro.” (Ap 22.18,19).

 

Moisés também tinha dado tal advertência com relação às leis do Eterno dadas a Israel por meio dele (Deuteronômio 4.2; 12.32).

Este livro começa com uma bem-aventurança para quem valoriza este livro (Ap 1.3). Agora, quase fechando o livro, ele termina com um a maldição contra quem adiciona ou retira alguma coisa deste livro (isto inclui aqueles que o ignoram). A Escritura Sagrada tem que ser lida como está, sem tirar, acrescentar ou modificar (Pv 30.6; 1Co 2.13) qualquer coisa, mas lendo exatamente como está escrito. E Paulo exorta todos a permanecerem na sã doutrina (2Tm 1.13; 2Tm 2.16-18).

E a existência de promessas neste livro implicam que este livro é possível ser entendido. Do contrário, porque o Criador imporia tão terrível punição para quem adicionasse ou subtraísse alguma coisa deste livro, ainda mais considerando ser ele cheio de figuras de linguagem, simbolismo, etc.?

Eis as punições:

 

·       O Eterno lhe acrescentará as pragas escritas neste livro. Com base nisto, podemos ver que os selos, trombetas, taças, besta, falso profeta, marca da besta, Grande Babilônia, etc., embora haja um cumprimento literal para tudo isto, também acontecerá individualmente na vida de vários que ignorarem este livro. Também podemos perceber que a besta e suas maldições só terão lugar porque o sistema religioso irá acrescentar coisas que não estão na Escritura Sagrada (2Ts 2.7-12);

·       O Eterno lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da cidade santa. Tal indivíduo não dará mais fruto (Jo 15.1-3), nem poderá servir de refúgio para ninguém (Is 14.32), muito menos resplandecer a sabedoria verdadeira (a cidade é feita de ouro que simboliza a verdade, a sabedoria e o amor do Eterno – Pv 2.3-5; 3.13-15). Ele voltará a ser inútil (Rm 3.11).

   

Atente para aqueles que estão sendo punidos, a saber, os líderes religiosos, já que são eles quem fazem tais mudanças. Veja principalmente o último item. Trata-se daqueles que já faziam parte da Árvore de Vida e da Cidade Santa, mas que foram excluídos por fazerem mau uso das revelações do Eterno que lhe foram confiadas (ver 1Pe 4.10,11). Foram excluídos do Livro da Vida (Êx 32.33; Sl 69.28; Ap 3.5; 13.8).

Note como, no Éden, o problema começou quando Eva não guardou na íntegra toda a palavra do Eterno (Gn 3.1-3). Foi isto que resultou na exclusão deles da árvore da vida e do jardim (Gn 3.22-24).

 

  • “O que testifica estas coisas diz: Certamente que venho à pressa. Amém; vem, Senhor Jesus.” (Ap 22.20).

 

Esta promessa é afirmada neste capítulo três vezes (Ap 22.7; 22.12; 22.20). Ela serve para revelar nossa condição espiritual:

 

1)  Se nós estarmos enfadados em virtude de ter que trabalhar, nosso clamor (“vem Senhor Jesus”) será algo egoísta, sem brilho espiritual;

2)  Se estamos cedendo à incredulidade, não pensaremos em clamar isto;

3)  Se estamos negligentes às nossas obrigações espirituais, não desejaremos clamar por isto, pois tememos o julgamento;

4)  Se estamos permitindo ser esmagados pelo espírito mundano, iremos clamar contra isto, pois desejaremos mais tempo para usufruir do pecado (Jo 3.19-21);

 

Contudo, uma vez que toda criação geme, aguardando que os filhos do Criador sejam revelados, é uma vergonha que a Igreja não anseie por isto mais veementemente (Rm 8.19-22).

Há seis tipos de pessoas quanto ao modo de lidarem com o livro do Apocalipse:

 

1)  Alguns são indiferentes como os que viveram na época do dilúvio;

2)  Outros escarnecem, tal como os infiéis da época de Pedro (2Pe 3.3,4);

3)  Outros têm preguiça de ler o livro por o considerarem muito difícil de entender;

4)  Outros estudam para poderem debater com outros ou atrair discípulos para si. E por isto fazem muitas especulações;

5)  Muitos têm medo de lê-lo;

6)  Alguns, como João, o leem de boa mente.

 

Quem testifica é Cristo (Ap 1.2). Mas há uma sincronia de pensamento entre Cristo e João (Jesus diz “certamente que venho depressa” e João diz “vem, Senhor Jesus”), o que mostra a sincronia que deve haver em os pensamentos de Jesus e os nossos. Inclusive, o livro de Cantares termina com a amada clamando para seu amado: “vem depressa, amado meu” (Ct 8.14): exatamente o que a Igreja deve dizer a Jesus.

Quanto ao amém, esta palavra parece sem importância. Contudo, é bom lembrar que Jesus se declara como sendo “o amém” (Ap 3.14; ver 2Co 1.20). E neste caso aqui, quem está dizendo amém é Jesus, como que assinando Sua mensagem mais importante: a brevidade da Sua vinda.

E a vinda de Cristo não é qualquer coisa. Tanto que Paulo exalta quem ama a vinda de Jesus (2Tm 4.8) e anseia por ela (1Co 16.22). Infelizmente, a quase totalidade dos que dizem ser seguidores de Jesus não estão se importando mais com a volta de Cristo, mas apenas com a defesa dos próprios interesses.

 

  • “A graça do Senhor Jesus seja com todos.” (Ap 22.21).

 

Na versão (ACF) está escrito: “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém.”. Isto parece mais coerente. Com certeza João foi tremendamente influenciado pelas epístolas paulinas. Daí ele terminar o Aocalipse de modo parecido ao modo de Paulo terminar suas epístolas (Rm 16.20,24; 1Co 16.24; 2Co 13.13; Gl 6.18; Ef 6.24; Fp 4.23; Cl 4.18; 1Ts 5.28; 2Ts 3.18; Fm 25).

Vale destacar que a última profecia do Testamento da Lei termina com uma maldição relacionada à lei (Ml 4.6). A última profecia do Testamento do Favor do Eterno termina com uma bênção ligada ao Senhor Jesus.

 

 

 

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