quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

162 - Apocalipse 06

APOCALIPSE 06 (ARA2)

INTRODUÇÃO

Selo = segredo, garantia de imutabilidade. O abrir dos selos representa a visão do Eterno sendo revelada para os que creem.

Os selos garantem que o conteúdo do apocalipse foi projetado pelo Eterno (não é algo que vai acontecer por acaso ou por vontade de alguma criatura) e não sofreu qualquer alteração. As propostas sagradas e decretos do Eterno também são selados para mostrar imutabilidade e confiabilidade. Por exemplo:

 

·        Seus tesouros estão selados (Dt 32.34);

·        O Eterno sela as estrelas (Jó 9.7);

·        Jó acreditava que sua iniquidade estava selada em um saco (Jó 14.17);

·        Para Abraão, a circuncisão era considerada o selo da justiça da fé (Rm 4.11), ou seja, a confirmação em sua carne ele pertenceria para sempre ao Eterno. Para os demais israelitas, a circuncisão era um ritual que recebiam na sua carne sem qualquer expressão de fé e consentimento, com base unicamente na crendice dos pais (como se isto fosse um amuleto mágico). Embora tal ritual tivesse que ser executado, mas não necessariamente expressava o comprometimento dos pais, muito menos do filho. Mas era um selo porque não havia como ser mudado pela vontade humana.

·        A presença do Espírito Santo é um selo (2Co 5.5; Ef 1.13; 4.30) que garante que seremos redimidos. Quem é selado com o Espírito Santo, a saber, com a identidade do Pai e do Filho (Ap 14.1), não pode ser arrebatado da mão do Pai (Jo 10.28,29).

·        O conhecimento do Eterno do interior do Seu povo é selo que garante que o fundamento Dele fica firme no interior de quem crê (2Tm 2.19). Isto marca o interior do indivíduo de um modo que fica gravado na mente e no coração de cada um (Hb 8.8-12), e nada nem ninguém neste mundo pode desfazer. Esta experiência fica marcada (selada) na vida de cada um.

 

Não é em vão que quem recebe a marca da besta jamais poderá ser salvo (Ap 14.10,11). Tal indivíduo não tem como desfazer tudo que aconteceu no seu interior (tal como, uma vez perdida a inocência, Adão e Eva não podiam esquecer o que aprenderam. De igual modo, a mulher, após ter relação sexual, não pode voltar a ser virgem).

De igual modo, quem está sempre sendo visitando interiormente pelo Eterno, está sendo marcado pelo cumprimento vivo do evangelho (Mc 16.15) enquanto em comunhão com a Igreja (2Co 3.1-3). Tudo que Jesus é e faz vai marcando o interior do indivíduo e pregando firmemente Seu fundamento: Sua Palavra e identidade (Mt 16.18).

Este livro selado, de igual modo, é um livro marcado com tudo que o Eterno vivenciou antes da fundação do mundo. E ninguém pode entender o significado real de todos os acontecimentos que o Eterno projetou, a menos que aceite tudo que Jesus é na qualidade de Cordeiro do Eterno.

Assim sendo, ao abrir o livro, a palavra se torna viva e se cumpre.

Que fique claro: o que João teve foi uma visão do que vai acontecer quando os selos forem abertos.

Considerando que o livro estava escrito por dentro e por fora, o conteúdo escrito do lado de fora do livro é exatamente aquilo que João vê quando cada selo é aberto.

Em outras palavras, os selos não estavam todos um ao lado do outro, mas sim ao longo do lado externo do livro.

Para ser mais exato: ao abrir um selo, a parte do conteúdo externo do livro que foi descoberta (até alcançar o selo seguinte) é exibida como um filme aos olhos de João. Quando os sete selos acabam de ser rompidos, todo o conteúdo externo do livro foi exibido e o rolo foi totalmente aberto.

Sei disto porque tudo que é descrito em Ap 6 faz parte deste livro (não é algo separado deste). Logo, nada disto poderia ser visto se os sete selos estivessem em paralelo.

Quanto ao cavalo, no Testamento da Lei este é emblema de guerra (Jó 29.25; 39:25; Sl 76:6; Pv 21:31; Jr 8.6; Ez 26:10):

 

·        Cavalo branco = guerra espiritual;

·        Cavalo vermelho = guerra sentimental;

·        Cavalo preto = guerra mental;

·        Cavalo amarelo = guerra física.

 

Quatro cavalos também são encontrados em Zacarias 1:7-11 e Zacarias 6:1-8.

Também é possível ver o julgamento de:

 

·        ser consumido pela espada, fome e peste (Jr 14:12; Jr 24:10; Jr 42:17);

·        ser consumido pela espada, fome, peste e feras da terra (Ez 14.21).

 

Uma das coisas que se destaca no Apocalipse é a expressão: “Olhei, e...”:

 

1)     “Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz que, como de trombeta, ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer.” (Apocalipse 4.1).

2)    E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos qu\atro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra.” (Apocalipse 5.6).

3)    E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares,” (Apocalipse 5.11).

4)    “E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê.” (Apocalipse 6.1)

5)    E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer.” (Apocalipse 6.2).

6)    “E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer ao terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão.” (Apocalipse 6.5).

7)    E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra.” (Apocalipse 6.8)

8)    “E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue;” (Apocalipse 6.12).

9)    “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos;” (Apocalipse 7.9).

10)  E olhei, e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande voz: Ai! ai! ai! dos que habitam sobre a terra! por causa das outras vozes das trombetas dos três anjos que hão de ainda tocar.” (Apocalipse 8.13).

11)   E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em suas testas tinham escrito o nome de seu Pai.” (Apocalipse 14.1).

12)  E olhei, e eis uma nuvem branca, e assentado sobre a nuvem um semelhante ao Filho do homem, que tinha sobre a sua cabeça uma coroa de ouro, e na sua mão uma foice aguda.” (Apocalipse 14.14).

13)  “E depois disto olhei, e eis que o templo do tabernáculo do testemunho se abriu no céu.” (Apocalipse 15.5).

14)  E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça.” (Apocalipse 19.11).

 

Também é importante destacar que os quatro seres viventes estão chamando cada um dos quatro cavaleiros. Eles não estão chamando Jesus ou João, já que ambos estavam ali o tempo todo.

Cada cavaleiro surge em atenção ao chamado de um dos quatro seres viventes, ou seja, é uma resposta ao evangelho.

Não é segredo para ninguém que Ha-Satan gosta de dissimular as coisas do Eterno. Os quatro primeiros selos representam as quatro faces do anticristo (uma imitação das quatro faces de Cristo).

Os três primeiros cavaleiros representam o homem anticristo liderando com três particularidades (coroa e arco, espada, balança). O quarto, é o anticristo após ser possuído pelo anjo do abismo vindo do mundo dos mortos liderado pelo próprio Ha-Satan, já que é ele quem detém o império da morte (Hb 2.14,15).

PRIMEIRO SELO

·        “Vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos e ouvi um dos quatro seres viventes dizendo, como se fosse voz de trovão: Vem! Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer.” (Ap 6.1,2).

 

·        1º animal: semelhante a leão.

 

O leão é o rei das criaturas selvagens. Jesus é o Rei dos reis que abomina o mal e estabelece a justiça e a verdadeira prosperidade (narrado no evangelho de Mateus e simbolizado pela cor púrpura).

Aqui Jesus mostra como sujeitar toda a terra, dominar sobre toda a criação e reinar soberanamente sobre o pecado.

O fato de o primeiro ser vivente (semelhante a leão) chamar o primeiro cavalo indica a correspondência entre a primeira faceta do anticristo e a primeira face de Cristo, a qual ele tenta simular. Vale destacar que este é o único ser vivente cuja voz é dita ser como a de um trovão.

Em contraste com Jesus, o Rei dos reis, o anticristo se apresenta como rei dos conceitos e valores deste mundo, os quais são contrários à justiça do Reino do Eterno. Basta pensa que ele se empenha, com êxito, em mudar os tempos e a lei (Dn 7.25).

Seu papel é transformar o amargo em doce e vice-versa (como aconteceu em Isaías 5.20), ou seja, a incentivarem os crentes a orarem pensando em obrigar jesus a mudar a mente das pessoas a seu favor. O anticristo induz os crentes a serem miseráveis, ou seja, a orarem pensando apenas nos valores deste mundo (1Co 15.19).

Ele se apresenta como o rei da paz e da prosperidade (1Ts 5.3). Isto agrada a todos que querem alimentar a ambição em seus corações (como em Am 6.1,3-6; Ez 16.49), cujo desejo é viver despreocupadamente (analise Dn 8.25; Sf 2.15; Zc 1.14,15; Lc 17.26-31).

Para tanto, ele fará uso da implacável vigilância e punição para fazer valer tudo que ele considera bom e aceitável. Contudo, todos estes conceitos e visões são injustiça aos olhos do Eterno (ver Tg 4.4; 1Jo 4.4,5).

E para que ninguém se sinta culpado por viver de modo extravagante, ele irá flechar o veneno da apostasia nos corações (falando das coisas do mundo – Jo 15.18,19; 1Jo 4.4,5), até que os tempos e a lei estejam completamente mudados (Dn 7.25), levando todos a considerar o amargo, doce, e vice-versa (Is 5.20).

Quer forma melhor para convencer cada um a dar vazão aos seus maus desejos e, além de não ser recriminado por isto, vir até ser exaltado por este comportamento dissoluto (1Pe 4.3,4)? É o caso principalmente dos pecados relacionados com idolatria e imoralidade sexual, os quais, por não aparentarem maldade, é praticado livremente por milhões.

Não é à toa que eleger um líder para nos ajudar a entender os conceitos e valores, bem como a receber revelação espiritual por nós, constitui um selo que nos impede de ter acesso à revelação do Eterno.

Por mais consagrado e fiel que o líder religioso possa ser, ninguém pode revelar o que precisamos saber (nem mesmo os anjos). Só Jesus sabe o que Ele tem para nós (veja Salmo 25.14).

Agora você entende o motivo da cor branca? Ela indica triunfo (ele saiu vencendo e para vencer) e luz (este branco é diferente do branco de Cristo). Ele se mostra como o portador da luz, capaz de reinar sobre tudo e todos, resolvendo todos os problemas.

Todavia, o anticristo não tem qualquer dignidade real (Dn 11.21). Não se trata de um dom do Eterno na vida dele. É a elite global que lhe dá esta coroa. Agora fica fácil entender porque ele chega ao ponto de querer ser adorado como deus (2Ts 2.4): como os olhos do homem nunca se satisfazem e ele, durante toda sua vida, será um homem vil (Dn 11.21), ele não consegue se contentar com a glória que receberá.

E o triste de tudo é que a missão deste cavaleiro é sair vencendo e para vencer. Seu papel é dar àqueles que querem ser enganados todo o engano que desejam:

 

·        “Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade.” (2Ts 2.7-12).

 

E o arco? O que significa? Ele era a arma mais sofisticada da época para matar à distância. A espada matava de perto.

 

·        O meu arco tenho posto nas nuvens; este será por sinal da aliança entre mim e a terra. E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, aparecerá o arco nas nuvens. Então me lembrarei da minha aliança, que está entre mim e vós, e entre toda a alma vivente de toda a carne; e as águas não se tornarão mais em dilúvio para destruir toda a carne. E estará o arco nas nuvens, e eu o verei, para me lembrar da aliança eterna entre Deus e toda a alma vivente de toda a carne, que está sobre a terra.” (Gn 9.13-16).

·        Porque curvei Judá para mim, enchi com Efraim o arco; suscitarei a teus filhos, ó Sião, contra os teus filhos, ó Grécia! E pôr-te-ei, ó Sião, como a espada de um poderoso.” (Zc 9.13).

·        “Acaso é contra os rios, SENHOR, que estás irado? É contra os ribeiros a tua ira, ou contra o mar o teu furor, visto que andas montado sobre os teus cavalos, e nos teus carros de salvação? Descoberto se movimentou o teu arco; os juramentos feitos às tribos foram uma palavra segura. ( Selá. ) Tu fendeste a terra com rios.” (Hc 3.8,9).

·        As tuas flechas são agudas no coração dos inimigos do rei, e por elas os povos caíram debaixo de ti.” (Sl 45.5).

·        “Se o homem não se converter, Deus afiará a sua espada; já tem armado o seu arco, e está aparelhado.” (Salmos 7.12).

·        E encurvam a língua como se fosse o seu arco, para a mentira; fortalecem-se na terra, mas não para a verdade; porque avançam de malícia em malícia, e a mim não me conhecem, diz o SENHOR.” (Jeremias 9.3).

 

Assim como o Eterno tem o arco Dele (o instrumento da Sua lembrança, que no início foi o arco-íris e depois, o povo de Judá), o anticristo também fará o mesmo para trazer à lembrança a sua palavra.

Ele também irá usar Israel para lançar longe as flechas da apostasia, mudar os tempos e a lei (Dn 7.25) e difundir sua adoração a Cristo direcionada para ele mesmo (o que, aliás, é o que faz a maioria dos líderes religiosos). Através da enganação religiosa, ele irá atingir os corações malignos nos lugares mais longínquos da terra.

Mas por aqui é possível ver como toda conquista sem a graça de Cristo é, com certeza, dolorosa. Note que, no que o anticristo vem vencendo e saindo para vencer (Ap 6.2), ele traz grandes calamidades à população (vistas nos três selos seguintes). E não é para menos, já que, sem Cristo, para alguém vencer, alguém tem que perder.

Além disto, já observaste o que acontecerá quando Cristo vier? Note como a inauguração do milênio é precedida pela morte de milhões que irão para o inferno:

 

·        “E vi um anjo que estava no sol, e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde, e ajuntai-vos à ceia do grande Deus; para que comais a carne dos reis, e a carne dos tribunos, e a carne dos fortes, e a carne dos cavalos e dos que sobre eles se assentam; e a carne de todos os homens, livres e servos, pequenos e grandes. E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. E os demais foram mortos com a espada que saía da boca do que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes.” (Ap 19.17-21).

 

Assim, ao invés de ficarmos ansiosos pela conquista dos nossos direitos ou de desejarmos que todo o prejuízo que nos foi imposto seja restituído, que possamos buscar em Cristo exatamente o que Ele tem para nós em meio àquilo que Ele quer de nós. Com Cristo nem sempre é preciso que a dor que acompanha o juízo divino caia sobre os familiares de quem nos trouxe prejuízo. Afinal, estes têm filhos, pais, cônjuge, etc., os quais, nem sempre, são cúmplices nos erros deles.

Repare que este cavaleiro não recebe um arco. Ele já o possui. Afinal, se tem uma coisa em que Ha-Satan e seus servos é especialista é em promover intrigas (Dn 8.23-25) e forjar o mal por meio da lei (Sl 94.20). Ele já tem esta boca maldita que dispara flechas de mundanismo para levar as pessoas a interpretarem a Escritura Sagrada de modo mundano.

Você pode questionar: “mas em Apocalipse 13.5 diz que “foi-lhe dada uma boca”. O que esta expressão quer dizer é que lhe foi dado o conteúdo a ser proferido. O que o Eterno quis fazer com Moisés é o que o Ha-Satan irá fazer com o anticristo (Êx 4.12). Todavia, como todo indivíduo maligno, o anticristo já possui uma língua bem articulada para receber todo o veneno que Ha-Satan tiver para lhe oferecer e manter isto bem vivo na memória de todos.

O primeiro cavaleiro é a resposta a todos os seguidores de Cristo que insistem em querer que outros reinem sobre suas vidas no lugar de Jesus. Assim como os mundanos têm grande expectativa esperando por um super-herói (super-político) que resolva todos os seus problemas, os religiosos esperam pelo super-crente (super-pastor), sendo que a ordem é clara:

 

·        “Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens.” (1Co 7.23).

 

Não é em vão que Jesus alerta:

 

·        “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.” (Mt 24.4,5)

 

Só isto já é uma prova evidente que este cavaleiro não pode ser Jesus. Eis aqui outras:

 

1.     Jesus não recebeu nenhuma coroa quando veio para proclamar o evangelho;

2.     Se este cavaleiro fosse Jesus, as orações dos mártires não faria sentido (Ap 6.9-11), já que Jesus já estaria julgando e vingando o sangue deles.

3.     Em Ap 19.11,12, Jesus aparece com muitos diademas, e não apenas uma coroa.

 

É bem verdade que, no Sl 45.4,5, é mencionado Jesus como um cavaleiro cavalgando prosperamente em prol da verdade, mansidão e justiça, com Suas flechas penetrando profundamente no coração dos inimigos do Eterno. Contudo, é bom lembrar que o Ha-Satan é capaz de se transformar em anjo de luz (2Co 11.13-15) e de fazer o anticristo se parecer com um ministro da justiça.

SEGUNDO SELO

·        “Quando abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizendo: Vem! E saiu outro cavalo, vermelho; e ao seu cavaleiro, foi-lhe dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros; também lhe foi dada uma grande espada.” (Ap 6.3,4).

 

O segundo ser vivente, semelhante ao boi, chama o cavalo vermelho.

O boi é caracterizado por ser o único dos quatro animais que era usado nos sacrifícios. Ele, em particular, é destacado na Escritura Sagrada por sua força servil, em particular relacionado à agricultura (Pv 14.4; Dt 25.4; 1Co 9.9), já que naquela época não existia máquinas agrícolas. Ele era o rei dos animais domesticáveis que possuía utilidade para o homem.

Pensando pelo lado espiritual, neste grupo estão também os anjos. Por isto é que, comparando Ezequiel 1.10 com Ezequiel 10.14,15, vê-se o querubim no lugar do rosto do boi. E não é para menos, já que o anjo diz a João que ele é conservo de todos que têm o testemunho de Jesus (Ap 19.10; 22.9). Além disto, em momento algum anjo é chamado de filho do Eterno (Hb 1.5,14), enquanto que o ser humano sim (Jo 1.12), sendo feito à imagem e semelhança Dele (Gn 1.26,27).

O segundo ser vivente retrata Jesus como o Servo perfeito que trabalha com afinco na missão que o Pai lhe deu (narrado no evangelho de Marcos e a cor que representa isto é o carmesim). Trata-se de diligência laboriosa em cada obrigação. Jesus chegou ao ponto de dar o seu sangue para que fôssemos remidos e alcançássemos a verdadeira paz (Fp 2.5-8).

Aqui Jesus mostra o que realmente significa servir ao próximo na presença do Pai.

O anticristo também tenta se mostrar a serviço do povo (como todo astuto político faz), adotando também o vermelho como cor. Contudo, o vermelho aqui é o escarlate que, normalmente, retrata o pecado.

Aqui o anticristo irá usar o culto a Jesus para estimular os crentes a orarem em prol de violentar o próximo, ou seja, obrigá-los a fazer o que consideram certo.

Note que o anticristo, embora terá uma boca repleta de sujeira, ainda assim não nascerá com o poder para tirar a paz da terra (ele necessita da boca de Ha-Satan, bem como da mídia (a grande espada) para conseguir perturbar a mente de todo mundo).

Como mestre de intrigas, o anticristo vai “matar” os indivíduos de pertinho (com espada), a saber, “invadindo” suas casas (através, por exemplo, da TV) com toda sorte de intrigas e de conceitos malignos.

Se apresentando como servo do povo, o anticristo irá usar a mídia para convencer a grande maioria da importância de vigiar o comportamento uns dos outros em prol da paz e da segurança (ver 1Ts 5.3). Sob o pretexto de que para promover a paz e a segurança é preciso eliminar quem não aceita o sistema vigente, todos serão convencidos da necessidade de eliminar tais indivíduos, vindo a considerar isto normal. Ainda mais considerando que, supostamente, há muita gente no planeta e que o ser humano é o maior responsável pela destruição do mundo.

Embora não seja neste momento que a destruição em massa ocorre, é aqui que os indivíduos ficam completamente separados para aceitar o holocausto que será empreendido no quarto selo.

Repare como a mídia, através de programas populares que tentam desmascarar as falcatruas do governo, lojistas, empresários (e até do próprio povo), se apresenta a serviço do cidadão. Contudo, eles manipulam as informações para levar o povão a ver e entender as coisas do jeito que convém aos planos macabros da elite global no sentido de promover a Nova Ordem Mundial.

Daí o vermelho do anticristo ser diferente do carmesim porque ele não veio para se sacrificar em favor dos outros, mas para estimular que cada um exija que o outro se sacrifique em prol do bem geral da nação (por exemplo, através de denúncias), quando na verdade, é em prol do bem geral deles (da elite global).

A grande espada da mídia corporativa, nas mãos do anticristo, já tem levado uns a se voltarem contra os outros e, até mesmo, a matarem uns aos outros. Mas isto irá se agravar ainda mais.

Vem a questão: o que leva os indivíduos a brigarem e discutirem?

·        “De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis.” (Tg 4.1,2).

 

Em outras palavras, no que a ambição e a luta pelos seus direitos é despertada no primeiro selo, os desejos (deleites) da carne aguçam aqui no segundo selo, deixando os indivíduos cegos (sem amor ao próximo – 1Jo 2.9-11).

É bem verdade que Jesus disse que veio trazer espada (Mt 10.24-36). No entanto, este cavaleiro não pode ser Jesus, pois a Ele não foi dada uma grande espada; antes, a única espada que Jesus possui é aquela que sai da sua boca (Ap 1.16; 19.15).

Enfim, o anticristo, com a desculpa de que quer ajudar o povo a conquistar suas ambições, convence cada um a passar por cima do seu próximo para que ele possa lhes conceder seus desejos (lembrando, de modo distorcido, a ocasião de Êxodo 32.26-28) e a denunciar quem não coopera para “o bem comum da sociedade”.

Não é em vão que uns quererem obrigar os outros a fazerem o que é certo constitui um selo que impede o indivíduo de ter acesso à revelação do Eterno.

O segundo cavaleiro é a resposta àqueles que insistem em querer ser servidos por alguém além de Cristo, os quais ignoram que a única boa dádiva vem de Jesus (Tg 1.16,17).

Veja a problemática: quem quer buscar as coisas deste mundo e por elas ser servido, tem que sujeitar às autoridades deste (Rm 13.1-3). O problema é que este mundo jaz no maligno (1Jo 5.19). Assim sendo, se o indivíduo não obedecer ao governante, este irá trazer sua espada contra o tal (Rm 13.4); se, por outro lado, obedecer, será punido pela espada do anticristo, a qual é, na verdade, a espada do Eterno para punir aqueles que são fiéis ao sistema injusto e corrupto deste mundo.

Jamais devemos esperar que os outros sejam do jeito que achamos que eles devem ser na esperança de receber deles o que julgamos merecer. Estamos aqui tão somente para receber do Eterno aquilo que tem a ver com a nossa missão para com o próximo. Cada coisa que acontece constitui o cenário em que devemos atuar com aquilo que o Eterno nos deu a fim de que Ele possa se revelar ao mundo.

Daí Jesus nos alertar:

 

·        “E ouvireis de guerras e de rumores de guerras” (Mt 24.6).

TERCEIRO SELO

·        Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizendo: Vem! Então, vi, e eis um cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi uma como que voz no meio dos quatro seres viventes dizendo: Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho.” (Ap 6.5,6).

·

O homem é a primazia da criação do Eterno (feito à sua imagem e semelhança – Gn 1.26,27). Daí o terceiro ser vivente ter rosto de homem, o qual é caracterizado pela inteligência, sendo aquele a quem foi concedido o domínio sobre todos os animais (Gn 1.28). E Jesus resgatou este domínio de volta para a Igreja (Ap 5.8-10; 20.4).

Jesus se fez ser humano justamente para mostrar o valor que o homem tem, bem com a importância de nos identificarmos com o próximo e buscarmos, juntos, viver a pureza e santidade de Cristo mesmo em um corpo tão frágil, cujos desejos foram despertados pelo pecado. Jesus é retratado como homem no evangelho de Lucas e simbolizado pela cor branca em virtude da Sua justiça pura e celestial.

Aqui Jesus mostra o que é ser homem de verdade (Mc 12.14), o que é ser filho do eterno em carne humana, bem como o modo correto de relacionar com o próximo.

O anticristo, por outro lado, montado num cavalo preto se apresenta como o homem da economia que se sensibiliza com as mazelas do ser humano, ou seja, como aquele que irá satisfazer todos os seus desejos (embora o verdadeiro motivo seja o fato de ele viver às custas dos pecados dos outros, como se dava em Os 4.8).

O anticristo, aqui, incentiva os indivíduos a orarem pedindo a Jesus que Ele mude as circunstâncias em favor deles, de modo que possam prestar culto aos seus pecados e a buscar, seja física ou espiritualmente, uma cura para as consequências dos mesmos.

Trata-se de usar o pecado para combater o mal e, ao mesmo tempo, tentar combater as consequências do pecado para que todos possam extravasar todos os seus desejos.

Daí a cor preta, a qual representa lamento, temor, fome e ódio contra os irmãos:

 

·        “Nossa pele se queimou como um forno, por causa do ardor da fome.” (Lm 5.10).

·        “Diante dele temerão os povos; todos os rostos se tornarão enegrecidos.” (Jl 2.6).

·        “Vazia, esgotada e devastada está; derrete-se o seu coração, e tremem os joelhos, e em todos os lombos há dor, derrete-se o seu coração, e tremem os joelhos, e os rostos de todos eles enegrecem.” (Na 2.10).

·        “Aquele que diz que está na luz, e odeia a seu irmão, até agora está em trevas. Aquele que ama a seu irmão está na luz, e nele não há escândalo. Mas aquele que odeia a seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhe cegaram os olhos.” (1João 2.9-11).

 

Em outras palavras, a cor preta representa a escuridão na qual se encontra a justiça deste mundo (ver Is 5.30; 8.22; 9.1,2), uma justiça que considera o lamento, o medo, a fome e o ódio como coisas normais. De fato, parece justo cada um receber de acordo com aquilo que trabalha (ou por aquilo pelo qual se esforçou).

Todavia, não deveríamos estar nos conformando em ver milhares de indivíduos desperdiçando seus dons e talentos. A falta de amor levou cada um a abandonar o próximo, deixá-lo à mercê dos seus desvarios.

 

·        “Fazei justiça ao pobre e ao órfão; justificai o aflito e o necessitado. Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios. Eles não conhecem, nem entendem; andam em trevas; todos os fundamentos da terra vacilam.” (Sl 82.3-5).

·        “Estando as nuvens cheias, derramam a chuva sobre a terra, e caindo a árvore para o sul, ou para o norte, no lugar em que a árvore cair ali ficará.” (Ec 11.3).

 

É claro que eles nunca, por eles mesmos, sairão da vida miserável na qual estão inseridos. Daí a advertência:

 

·        “Abre a tua boca a favor do mudo, pela causa de todos que são designados à destruição. Abre a tua boca; julga retamente; e faze justiça aos pobres e aos necessitados.” (Pv 31.8,9)

 

Repare como o sistema mercantil da besta nos induz a considerar como justiça o auto-investimento, cada um correndo atrás dos seus interesses. É claro que, a princípio, pode parecer mais fácil, mais rápido, buscar o crescimento individual.

Todavia, eu te pergunto: vale a pena esta conquista firmada nas trevas do aborrecimento (ver 1Jo 2.9-11)? O que realmente ganhamos enquanto milhões seguem esta tenebrosa sabedoria do anticristo?

Muitas vezes associamos “aborrecer o irmão” com raiva ou ações malignas.

Não necessariamente! A partir do momento que não estamos amando, já estamos desprezando o irmão e deixando-o no aborrecimento.

Que Jesus nos livre da injustiça, a saber, de querermos crescer separado dos irmãos, daqueles que Ele colocou e ainda há de colocar na nossa vida.

Cabe aqui fazermos a seguinte distinção:

·        Ódio é o sentimento que leva alguém a desejar que o outro sofra até que se arrependa, se humilhe, converta, e peça perdão;

·        Desprezo é a atitude de alguém que, movido pelo ódio, decide excluir o indivíduo permanentemente dos seus relacionamentos.

·        Aborrecimento é a atitude de alguém que, movido pelo ódio, decide irritar, prejudicar e até aniquilar de vez o indivíduo.

 

A atitude correta é deixar que Jesus use este ódio para nos levar a orar e buscar Nele tudo o que é necessário para que o indivíduo que nos ofendeu venha a conhecê-Lo e ter condições de se arrepender e converter.

Infelizmente, ao invés do povo se unir para buscar algo que é bom uns para aos outros, ao invés de investir em viver pela fé (Hc 2.4; Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38) dando e recebendo (e, deste modo, ficar livre da marca da besta que é baseada na compra e venda), cada um continuará a se comportar de modo mecânico, só pensando em adquirir direitos diante da elite global.

Infelizmente, os que dizem crer em Jesus não estão com uma fé tão viva. Afinal, por que seguir o caminho ditado pela elite global (comércio), sendo Jesus prometeu suprir nossas necessidades se buscarmos Seu reino e justiça (Mt 6.33)? Por que mendigar para conseguir direitos que já nos foram concedidos pelo Criador?

A única coisa que a constituição federal faz é nos iludir, nos fazer pensar que a elite global é boazinha e interessada no nosso bem estar. Contudo, tudo que o governo promete para nós é aquilo que Jesus já nos deu. Esta maquinação apenas acabará facilitando a elite global de manter todos sob sua escravidão.

Resultado: este ódio acabou com qualquer possibilidade de amizade no campo profissional. Ninguém mais vê o íntimo de ninguém, mas apenas o lado mecânico. Por causa da desconfiança semeada no segundo selo, ninguém confia mais em ninguém. Tudo que existe é temor, lamento (por causa da solidão e falta de qualidade nos poucos relacionamentos, já que ninguém consegue mais se entregar completamente a ninguém) e fome (já que ninguém vê motivo para o outro ser abençoado).

Que a balança simboliza a justiça, isto pode ser visto nos versículos abaixo:

 

·        “( Pese-me em balanças fiéis, e saberá Deus a minha sinceridade ),” (Jó 31.6).

·        “Certamente que os homens de classe baixa são vaidade, e os homens de ordem elevada são mentira; pesados em balanças, eles juntos são mais leves do que a vaidade.” (Sl 62.9).

·        “Balança enganosa é abominação para o SENHOR, mas o peso justo é o seu prazer.” (Pv 11.1).

·        “O peso e a balança justos são do SENHOR; obra sua são os pesos da bolsa.” (Pv 16.11).

·        “Por isto lamentará a terra, e os céus em cima se enegrecerão; porquanto assim o disse, assim o propus, e não me arrependi nem me desviarei disso.” (Jr 4.28).

·        “Estou quebrantado pela ferida da filha do meu povo; ando de luto; o espanto se apoderou de mim.” (Jr 8.21).

·        “Anda chorando Judá, e as suas portas estão enfraquecidas; andam de luto até ao chão, e o clamor de Jerusalém vai subindo.” (Jr 14.2).

·        “Vós tendes dito: Inútil é servir a Deus; que nos aproveita termos cuidado em guardar os seus preceitos, e em andar de luto diante do SENHOR dos Exércitos?” (Ml 3.14)

·        “E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue;” (Ap 6.12).

 

Note que este cavaleiro não recebe uma balança. Ele já a tem. Uma vez que Ha-Satan era o aferidor de medida (Zc 28.12), esta foi a primeira coisa que ele passou para o ser humano (lá no Éden, através da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal). É bom lembrar que um dos pilares da justiça mundana é justamente dar a cada um o que este fez por merecer.

É a corrida rumo ao topo (ver Gn 11.4) para ver quem cresce mais e supera o outro (ver 1Pe 4.3,4). Ninguém quer esperar pelo crescimento do outro. Isto parece perda de tempo, já que ninguém consegue mais ver o valor do próximo, muito menos tem esperança que Jesus possa mudá-lo.

O que ninguém percebe é que, no final, o povo não lucra explorando uns aos outros. O que um ganha aqui, perde ali e, no final, apenas a elite global (e seu anticristo) lucra sugando todos.

Mas a ilusão de uns acharem que estão tirando vantagem dos outros, os deixarão felizes. Ainda mais ao conseguirem ter seus vícios satisfeitos:

·        “O Senhor, o Deus dos Exércitos, o Senhor é o seu nome; converte-te a teu Deus, guarda o amor e o juízo e no teu Deus espera sempre. Efraim, mercador, tem nas mãos balança enganosa e ama a opressão; mas diz: Contudo, me tenho enriquecido e adquirido grandes bens; em todos esses meus esforços, não acharão em mim iniqüidade alguma, nada que seja pecado.” (Os 12.6-8 – ARA2).

·        “Porventura correrão cavalos sobre rocha? Lavrar-se-á nela com bois? Mas vós haveis tornado o juízo em fel, e o fruto da justiça em alosna; vós que vos alegrais do nada, vós que dizeis: Não é assim que por nossa própria força nos temos tornado poderosos?” (Am 6.12,13).

 

A cor preta também tem haver com o lamento do povo que geme por causa do alto preço dos alimentos. Todavia, em virtude de não conseguirem enxergar a verdadeira fonte de prazer (amar o próximo – ver 1Jo 2.9-11), todos acabam se conformando, ainda mais com os discursos bem elaborados do anticristo:

Primeiro discurso: o dinheiro arrecadado:

·        com os impostos é para a realização de obras sociais;

·        através dos dízimos e ofertas é necessário para difundir o evangelho do anticristo.

É bom lembrar que a Grande Babilônia leva os mercadores se enriquecerem à custa da luxúria das instituições religiosas (Ap 18.3,19).

Segundo discurso: a necessidade de frear o consumo para proteger o meio ambiente (com a desculpa de que não existe alimento para todos.

 

É bem verdade que azeite e vinho faziam parte da alimentação básica dos judeus naquela época (Dt 7.13; 11.14; Jl 2.19). Todavia, considere que o alimento que pode ser usado na fabricação de bebida alcoólica (cevada) é mais barato que o nutritivo (trigo), o que denota uma distinção: quem tem dinheiro fica bem nutrido e quem não tem, simplesmente vai passando pela vida sendo alimentado como mão de obra escrava (a antiga política romana do circo e pão).

Além disto, perceba que o azeite (usado na fabricação de perfume) e o vinho (bebida embriagante) não são atingidos. Fisicamente, a explicação poderia estar no fato de que o azeite e o vinho são provenientes de árvores que não precisam ser replantadas. Além disto, trigo e cevada são facilmente pisados pelos exércitos inimigos.

Contudo, repare como as coisas vitais para a sobrevivência do ser humano são comercializados pela quantia do salário de um dia do trabalhador.

Enquanto Jesus se relaciona por amor, aqui o relacionamento é estritamente comercial e alucinógeno.

Desde já esta preta realidade pode ser vista: o que é necessário para deixar o povão alienado e alheio ao que é importante não será atingido. Note quanto dinheiro o governo investe em carnaval, semana santa, futebol, novela, etc. Bilhões de dólares são gastos para atividades festivas como copa do mundo e olimpíadas, mas nunca há dinheiro para investir na saúde do povo.

Perceba como as profissões importantes (como enfermeiro, agricultor, lixeiro, etc.) são mal remuneradas, enquanto que as profissões que só servem para entulhar a mente do povo com lixo (cantor, artista de TV, jogador de futebol) são exaltadas tanto em fama, quanto financeiramente.

Porém, todos são seduzidos com a possibilidade (ilusória, é claro) de ver todos os seus desejos satisfeitos e suas ambições conquistadas.

Em outras palavras:

 

·        O vinho não é destruído para manter o povo alucinado.

·        O azeite não é destruído para manter a vaidade das mulheres com perfume e cosmético.

 

Enfim, a justiça preta do anticristo, baseada no ódio de uns contra os outros, leva cada um a obrigar o próximo a trabalhar duro para obter apenas o que é necessário para se manter vivo. Cada um é estimulado a despertar a vaidade e o vício, mas reter a fonte de sustento.

Vem a questão: como eles vão conseguir isto? Eis as políticas que podem ser adotadas:

 

·        toneladas de alimentos podem ser queimadas para elevar o preço (mas convencendo que isto está sendo feito porque foi encontrada alguma espécie de contaminação);

·        aumento os impostos sobre produtos alimentícios e concessão de incentivo fiscal para a produção de bebidas alcoólicas e dos cosméticos;

·        com a desculpa que é para proteger o meio ambiente, lança-se mão do Codex alimentarius, levando o povão a desconfiar uns dos outros no que tange ao uso “sustentável” dos recursos naturais. Com isto, todos passam a considerar justo que apenas as empresas internacionais possam ter permissão gerenciar o uso da água, a produção mundial de alimentos, fabricação de remédios e a concessão para o acesso aos mesmos.

 

Seja qual for a medida adotada, será feito com toda a eficácia que Ha-Satan é capaz de produzir (2Ts 2.7-12), de modo que o povo não venha a amaldiçoar a elite global por reter o alimento:

 

  • “Ao que retém o trigo o povo amaldiçoa, mas bênção haverá sobre a cabeça do que o vende.” (Pv 11.26).

 

Felizmente a ação do anticristo é limitada por uma voz vinda do meio dos quatro seres viventes (provavelmente a voz de Jesus, já que Ele é o centro do evangelho). Ou seja, embora o anticristo seja caracterizado pelo mistério da injustiça, todavia a medida que cada um vai receber é consoante a medida dos seus pecados (os quais se acumularam até o céu – 1Ts 2.16; Ap 18.5). .

No mais, o 3º cavaleiro é a resposta àqueles que insistem em buscar na justiça deste mundo a provisão das suas necessidades e a conquista dos seus direitos. Mas esta escuridão toda no mundo (Is 5.30; 8.22) não é para atemorizar os que creem em Jesus.

 

·        “...olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.” (Mt 24.6).

 

Pelo contrário: eles deverão erguer suas cabeças, certos de que a redenção deles se aproxima (Lc 21.25-28). Antes, a postura que cada um deve assumir é a de viver pela em fé em Cristo (Hc 2.4; Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38), crendo nas Suas promessas, em especial naquele registrada em Mateus 6.33.

Creio que agora fica fácil entender porque a justiça humana constitui um selo que impede o indivíduo de ter acesso à revelação do Eterno.

Quanto à missão deste cavaleiro, embora não seja tão explícita quanto a dos três outros, a ordem que o Eterno lhe dá aponta para esta: sua missão é aferir a medida.

QUARTO SELO

·        “Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizendo: Vem! E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado Morte; e o Inferno o estava seguindo, e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra.” (Ap 6.7,8).

·

O quarto selo é a ocasião em que o anticristo é ferido de morte, mas esta ferida mortal é curada com a subida do Anjo do Abismo possuindo o corpo dele.

Entenda: Ha-Satan e seus demônios se acham presos no abismo existente no mundo dos mortos (Sheol, Hades) separando o Seio de Abraão do inferno (Lc 16.26; 2Pe 2.4; Jd 6). Contudo, sempre que o Eterno precisa de um vaso de ira para disciplinar o justo (Rm 9.22,23), ele convoca Ha-Satan e seus demônios para ver quem irá realizar o serviço (veja em 1Rs 22.19-22) e depois este volta para o abismo (ver Lc 8.30,31).

Durante a 70ª semana, como o aparecimento do anticristo é segundo a eficácia de Ha-Satan, muitos dos seus demônios estarão perambulando por aí e o próprio Ha-Satan comandando tudo nas regiões celestiais.

Todavia, quando o quarto selo for aberto, a quinta trombeta é tocada e Ha-Satan cai por terra (Ap 9.1). Neste momento ele abre o poço do abismo e todos os demônios que ainda estão por lá saem sob o comando do Anjo do Abismo (Ap 9.11), o qual, por sua vez, está sob o comando de Ha-Satan.

Este Anjo do Abismo, então, possui o corpo da besta e personifica a virtude e o poder de cada um dos sete reis proeminentes que governou parcialmente este mundo. Daí dizer que a besta é o 8º rei e é dos sete (Ap 17.8,11).

Ou seja, este quarto cavaleiro, embora seja o anticristo, é diferente dos três primeiros em virtude de não ser mais a pessoa original do anticristo, mas sim este demônio se passando pelos sete e ajuntando as qualidades de todos eles. É o anticristo se apresentando como o super-guerreiro, um deus.

Note que, no caso dos três primeiros cavaleiros, nenhum morticínio efetivo ocorre, aqui, cerca de metade da população mundial é aniquilada (Ap 6.8; 9.18). Ele se considera no direito de promover a redução populacional com a desculpa de que haja recurso na terra para sustentar todos.

Daí o quarto cavaleiro ser chamado pelo quarto ser vivente, o qual é semelhante à águia voando. A águia é a rainha de todos os animais feitos a partir da água (aves e animais marinhos - Gn 1.20,21). É o animal que voa mais alto (acima das nuvens) e desce com uma velocidade terrível para pegar sua presa, o que retrata a contemplação celestial que deve haver em todo ser humano. Ela simboliza Jesus em Sua divindade (retratado no evangelho de João e simbolizado pela cor azul), que agirá de modo inesperado e repentino (ver Rm 9.28).

Aqui Jesus mostra o que significa ser posto por deus:

 

·        “Então disse o SENHOR a Moisés: Eis que te tenho posto por deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será o teu profeta.” (Êx 7.1).

 

Quem crê em Jesus, embora seja um simples homem, deve ser visto pelos incrédulos como se fosse o próprio Deus (mesmo porque a ideia é sermos templo Dele – 1Co 3.16; 6.19; 2Co 6.16).

O anticristo, dissimulando o Eterno, prefere adotar como símbolo o amarelo (do sol), ao invés do azul do céu como um todo.

O anticristo, aqui, incentiva os indivíduos a orarem a Jesus pedindo a morte de milhões de pessoas, a saber, todos que se consideram dignos de perderem suas vidas aqui.

Assim como toda a criação, direta ou indiretamente, depende do sol para viver e baseia suas atividades (plantar, medir o tempo e o clima, etc.) com base no sol, o anticristo quer que a atenção de todos esteja voltada para ele (como se ele tivesse o olho que tudo vê). Contudo, ao invés de trazer a Vida e o Céu (como fez Jesus), traz a Morte e o Inferno. Ele efetua grande destruição na terra por meio guerras provocadas, fome arquitetada por meio de tecnologias como HAARP e Armamento Escalar, peste fabricada (note como os cientistas estão sempre trabalhando para “descobrir” novos vírus) e controle de animais mutantes.

Como uma águia, o anticristo irá pegar de surpresa todos os que vivem despreocupadamente (Ez 38.8; Sf 2.15; Zc 1.15), promovendo a redução populacional. Nesta altura, todos estarão mais do que convictos de que há muitas pessoas no planeta e que o ser humano é o responsável pela destruição do mesmo, sendo, deste modo, indispensável este genocídio. Afinal, é necessário que haja recursos naturais suficientes para os que a elite global achar que são dignos de permanecerem vivos (Dn 11.39).

Entenda: aqueles que conseguirem riquezas para satisfazerem seus desejos e conquistar suas ambições, precisarão de recursos naturais para poderem usufruir de tudo. Tendo, supostamente, tanta gente no planeta, não há recursos para tamanha cobiça e ambição. Assim sendo, a erradicação da pobreza (ou, para ser mais exato, dos pobres) será vista por todos como um alívio.

Em outras palavras, o anticristo irá despertar nos indivíduos preocupação com os cuidados desta vida e com a qualidade de vida.

E considerando que o inferno estava seguindo a morte, logo os indivíduos que serão atacados são os que não seguem Jesus. Mesmo porque os quatro seres angélicos (os quatro seres viventes de Ap 4.6) permaneceram segurando os quatro ventos do céu (os quatro demônios que irão incitar o anticristo para que este desempenhe o papel dos quatro cavaleiros – Ap 7.2.3) até que todos os servos do Eterno tenham sido selados.

Atente bem para a ordem das pragas (tal como em Ez 14.21): a guerra gera fome, já que devasta tudo que há de bom. Esta, por sua vez, facilita a propagação da peste, visto que o organismo fica enfraquecido. Com consequência desta mortandade, as feras da terra se multiplicam:

 

·        “E o SENHOR teu Deus lançará fora estas nações pouco a pouco de diante de ti; não poderás destruí-las todas de pronto, para que as feras do campo não se multipliquem contra ti.” (Deuteronômio 7.22).

 

Note que o quarto cavaleiro, que é uma personificação daquilo que é invisível, é o único que tem nome e o único que não tem emblema (o arco do primeiro, a espada do segundo ou a balança do terceiro).

Além disto, este cavaleiro não tinha este poder. Foi lhe dado. Com a tecnologia, o anticristo passou a ter poder para matar pela:

 

·        Espada: como mestre de intrigas (Dn 8.23 – ARA2), o anticristo irá colocar nação contra nação e reino contra reino (Mt 24.7). Afinal, a guerra é um excelente negócio para os banqueiros internacionais. Além de promover a redução populacional, prende economicamente os países envolvidos a eles, além de lhes permitir imputar em ambos os países as normas que lhes convém para sugá-los até não restar nada.

·        Fome: através da tecnologia HAARP (E.U.A) e Armamento Escalar (Rússia), o anticristo irá controlar o clima promovendo terremotos, tsunamis, furacões, secas, etc. que deixarão os países que se opõem devastados.

·        Peste: quando mídia diz que um novo vírus foi descoberto, na verdade o que aconteceu é que eles criaram um novo vírus. Afinal, a doença, além de promover a redução populacional, é muito lucrativo para as indústrias farmacêuticas da elite global que poderão ganhar vendendo remédios e vacinas.

·        Feras da Terra: através da genética, da robótica e da nanotecnologia, o anticristo irá criar super-animais e controlá-los por microchip.

 

O uso de feras, ao invés de robôs, é uma boa ideia, já que, com tantas pessoas mortas, haverá muita comida para alimentar estas feras, diminuindo o gasto deles com combustível que seria necessário para fazer robôs funcionarem.

Note como o anticristo, querendo ser como Jesus, o Autor da Vida (Jo 10.10), acaba sendo a Morte personificada.

 

JESUS

ANTICRISTO

MÉTODOS USADOS

O QUE É DESPERTADO

Rei de Justiça.

rei da iniquidade (apostasia)

Religião.

Ambição.

Servo piedoso.

servo do pecado.

Comunicação.

Deleites.

Filho do Homem.

filho da perdição (trevas espirituais)

Justiça e economia.

Riqueza.

Deus da Vida.

deus da morte.

Tecnologia, armas e recursos naturais.

Cuidados da vida.

 

Creio que agora fica fácil entender porque o egoísmo (querer ter o controle de tudo e todos) constitui um selo que impede o indivíduo de ter acesso à revelação do Eterno.

Além disto, veja a ligação com Mateus 24.

 

·        “Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.” (Mt 24.7).

 

A diferença é que, enquanto no Apocalipse menciona as feras da terra, aqui menciona terremotos. O 4º cavaleiro é a resposta àqueles que insistem em querer ter o controle de tudo e todos em suas mãos, a saber, o mesmo desejo que brotou no coração de Eva: ser como Deus (Gn 3.5).

QUINTO SELO

·        “Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram.” (Ap 6.9-11).

 

Que a cena do quinto selo é no céu basta ver a referência deles aos que habitam sobre a terra.

No finalzinho dos três anos e meio é aberto o quinto selo e os mártires rompem o silêncio que se fez no céu (Ap 8.1) em virtude de as orações feitas ao longo de todo este período serem agradáveis a Jesus (Lc 18.8).

Entenda:

 

·        O capítulo 7 é um parênteses para responder ao clamor dos ímpios (Ap 6.17);

·        O sétimo selo é a resposta da oração dos mártires. Este selo revela para os mártires o porquê, muitas vezes, eles não viram livramento enquanto estavam vivos. Eles e os demais crentes não estavam orando do modo correto.

 

Embora eles achavam que Jesus não estava respondendo às orações, o Eterno mostra em Apocalipse 8 que as orações de todos os santos bem motivados não estavam sendo perdidas. Serão armazenadas para, no momento certo, serem usadas por Jesus para:

 

·       Levantar as duas testemunhas;

·       Selar os 144.000;

·       Enviar vozes, trovões, relâmpagos e terremotos;

·       Enviar as sete trombetas.

 

As orações bem motivadas não podiam ser ouvidas de imediato em virtude da necessidade de a Escritura Sagrada precisar ser cumprida.

As orações dos justos serão oferecidas no início da 70ª semana. Enquanto as orações dos santos estão sendo oferecidas, as 2 testemunhas são levantadas, os 144.000 serão selados e, após isto concluído, vozes, trovões, relâmpagos e terremotos surgem para anunciar que os 144.000 já foram selados e que irá começar os avisos das trombetas.

É claro que muitas orações estarão sendo feitas. Todavia, a maioria visará violentar o Cordeiro e induzi-lo a dar o que cada um deseja. Como é bem sabido, este é um tempo de grande sofrimento (em virtude das sete trombetas e das perseguições promovidas pelo anticristo). Inclusive, é por isto que estes mártires clamam.

Infelizmente, ao invés de os crentes estarem clamando pela salvação dos indivíduos, estavam todos clamando por suas próprias necessidades imediatas.

Inclusive, por aqui podemos aprender que o período em que há paz e segurança (1Ts 5.3) é apenas nos três dias e meio, imediatamente após a morte das 2 testemunhas (Ap 11.10).

Que fique claro: o clamor dos mártires por vingança não reflete o pesar deles de verem os ímpios se divertindo (mesmo porque os mártires não estavam orando com relação aos acontecimentos aqui na terra – eles estavam inconscientes disto – ver Ec 9.5). Ao invés disto, a tristeza deles era por verem tantos outros chegando ali no seio de Abraão, vítimas de tão grande tortura por crerem em Jesus. A a perplexidade deles era em virtude da enorme paciência do Eterno (Sua capacidade de permanecer vendo o mal sem nada fazer até que toda a Sua boa, agradável e perfeita vontade esteja cumprida).

É com esta finalidade que as vestes brancas lhes são concedidas, a saber, para confirmar que a missão deles estava completa, bem como o impacto que o ministério e morte deles teve na vida dos demais crentes (lembre-se que somos vestidos com os atos de justiça dos santos – Ap 19.8).

O fato de cada um receber sua veste mostra que a bênção do Eterno é pessoal, e não coletiva.

Que fique claro: estas vestes não são literais; antes, trata-se de o consolo do Eterno em testificar que tudo o que eles e os demais sofreram era necessário para que o propósito Dele se cumprisse e que, mais tarde, por ocasião das bodas (arrebatamento), tudo seria perfeitamente esclarecido.

Mas, que altar é este em que estavam as almas dos mártires?

O fato de as almas serem vistas debaixo do altar lembra o derramar do sangue no pé do altar do holocausto. O clamor deles, como o de Abel, é endereçado a Jesus para servir de testemunho aos anjos. Inclusive, isto mostra que estes mártires não estão no céu (do contrário, não seria possível todos eles estarem debaixo do altar).

Eles estão no Hades, mas João tem uma visão do Seio de Abraão quando ele olha para debaixo do altar do holocausto. É como se a base do altar passasse a ser uma espécie de tela transmitindo ao vivo o que estava acontecendo no seio de Abraão.

João vê os mártires clamando e sendo “vestidos de branco” lá no Seio de Abraão.

Por aqui podemos ver que há dois tipos de altar no céu: “o altar do incenso” (Ap 8.5; 9.13; 14.18; 16.7) e o altar do holocausto (Ap 6.9), que é através do qual os mártires são vistos.

Isto mostra que o sacrifício de Jesus não substituiu o nosso sacrifício (como se não tivéssemos que sacrificar – ver Hb 13.14; Rm 12.1). Ao invés disto, o que o sacrifício de Jesus fez foi abrir caminho para que o nosso sacrifício se tornasse aceitável (ver Ml 3.4,5).

No Testamento da Lei os indivíduos não eram obrigados a sacrificarem seus desejos ou planos, mas buscar a concretização dos mesmos no Eterno. Eles deveriam glorificar o Eterno buscando paz, harmonia e prosperidade neste mundo. Cada um deveria buscar seu jardim do Éden no Eterno sem, contudo, jamais se esquecer de amar o próximo.

Cada um deveria amar o Eterno com seu coração, alma, força e entendimento que, mesmo em sua plenitude, são extremamente limitados e, então, amar o próximo no mesmo jeito que amava a si mesmo (ver Pv 14.12).

Hoje, todavia, cada um, tal como Cristo, deve renunciar sua própria vida para que o Espírito do Eterno viva em si. O altar do holocausto, que os sacerdotes consideravam como uma profissão e o povo de Israel ia só quando era necessário para obter o perdão dos pecados, agora ele é o refúgio de quem entrega sua vida a Jesus (é onde conseguem as respostas para suas dúvidas).

Nosso altar, para quem não sabe, é a cruz de Cristo. Devemos oferecer nossas almas a Jesus (vivendo por Ele – 1João 4.9) a fim de sermos livres do pecado.

Mas afinal, quem são estas almas?

Primeiro analisemos o clamor de Zacarias e Abel:

 

·        “E o Espírito de Deus revestiu a Zacarias, filho do sacerdote Joiada, o qual se pôs em pé acima do povo, e lhes disse: Assim diz Deus: Por que transgredis os mandamentos do SENHOR, de modo que não possais prosperar? Porque deixastes ao SENHOR, também ele vos deixará. E eles conspiraram contra ele, e o apedrejaram por mandado do rei, no pátio da casa do SENHOR. Assim o rei Joás não se lembrou da beneficência que Joiada, pai de Zacarias, lhe fizera; porém matou-lhe o filho, o qual, morrendo, disse: O SENHOR o verá, e o requererá.” (2Cr 24.20-22).

·        “E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra.” (Gn 4.10).

 

Aparentemente parece bem diferente da oração de Jesus e de Estêvão:

 

·        “E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes.” (Lucas 23.34).

·        “E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu.” (Atos 7.59,60).

 

Contudo, a Escritura Sagrada não menciona o motivo do clamor de Abel. E quanto ao clamor de Zacarias, não se trata de um desejo de vingança, mas sim um aviso profético. A verdade é que um real servo do Eterno não pode ter sentimentos ruins no coração.

É bem verdade que o justo, em Cristo, ficará feliz com o fim da maldade. No entanto, jamais será alegria para ele a destruição do ímpio. Este tipo de alegria é só para quem não conhece Jesus e Sua obra.

Lembra da pergunta que Jesus faz: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lc 18.8). Por que Ele pergunta isto? Porque Ele nunca quis uma oração que buscasse punir os maus aqui para se ter uma vida boa, mas fé que deseja ser amigo do Eterno para transbordar o amor de Jesus (Sl 23.5) na vida dos inimigos que quiserem recebê-Lo (Mt 5.44,45). Nosso prazer deve ser a companhia do Eterno (Sl 37.4) e o desejo de fazer Sua vontade (Mt 7.21) a fim de que as riquezas da Sua graça o

Elias, por exemplo, achava que destruir os inimigos era o modo de o Eterno livrar os Seus (2Rs 1.9-15).

O que os santos do Testamento da Lei entendiam como sendo a verdadeira justiça do Eterno era a destruição dos perversos e recompensa material dos justos. Este tipo de oração era muito comum no Testamento da Lei (veja Sl 58.10,11; 74; 79.5-10; 83; 91.8).

Jesus ilustra isto através da parábola do juiz iníquo. Nesta parábola, a viúva representa Israel (que havia de viver deste modo por ter sido repudiado pelo Eterno – Is 50.1; Jr 3.8). Sem o Eterno e sem ser capaz de correr atrás de outros amantes (Os 2.6,7), Israel viveu como viúva (sem revelação do Eterno).

Embora cressem no Eterno, a visão deles era a mesma da do anjo do Eterno (Zc 1.12): que o modo de o Eterno manifestar Sua justiça era punindo os maus e recompensando os perversos. Note como a teologia da prosperidade e a legalidade deixavam os indivíduos perturbados (e o pior que muitos, até hoje, continuam presos nesta maldição).

Perceba que nem mesmo os anjos compreendiam.

Inclusive, é para que os anjos possam conhecer melhor o Eterno e Seu amor e justiça que Jesus constituiu a Igreja:

 

·        “Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos, e aos homens.” (1Co 4.9).

·        “A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo, e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo; para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus,” (Ef 3.8-10).

·        “Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar.” (1Pe 1.10-12).

 

No entanto, quando Tiago e João quiseram fazer a mesma coisa, Jesus os repreendeu:

 

·        “E mandou mensageiros adiante de si; e, indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos, para lhe prepararem pousada, mas não o receberam, porque o seu aspecto era como de quem ia a Jerusalém. E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? Voltando-se, porém, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia.” (Lc 9.52-56).

 

Veja quão imensa é a diferença entre os santos que viveram antes do sacrifício de Cristo e os que vieram depois. Ainda que a perseguição por causa do evangelho seja real (ver Ap 12.17; 2Tm 1.8; Fp 2.17; 2Tm 4.6; Ap 7.13,14; 13.15; 18.24; 20.4) e o Eterno prometeu vingar o sangue dos Seus (Dt 32.43), nossa bênção especial (1Co 2.9) é conseguir ser feliz vendo as imensas riquezas da graça de Jesus superando as maiores crueldades que as calamidades que é possível cair sobre um ser humano.

A felicidade está em experimentar dentro de si a plenitude do Espírito Santo mesmo estando a ser submetido aos maiores agravos. E quanto maior o agravo, mais intensa e marcante é a experiência com Jesus.

Contudo, não podemos pensar que os mártires eram aqueles que morreram por amor ao Criador antes da vinda de Cristo, ou mesmo aqueles que morreram ou morrerão por Cristo até o início da 70ª semana. Ainda mais se considerarmos o clamor dos mártires como vingança. Ou seremos obrigados a admitir que o consolo de Cristo no Hades é sem valor. Afinal, depois de tanto tempo ali sendo consolado, eles ainda estão inquietos (Lucas 16.25).

Isto é inadmissível!

Mesmo admitindo que o clamor dos mártires não é vingança contra os maus, mas um clamor em busca de entender o motivo pelo qual o Eterno continua permitindo que mais indivíduos morram por sua fé em Jesus, ainda assim não tem lógica. Afinal, tem sentido querer ver o Eterno exercendo Seu juízo contra uma geração que nada tem a ver com o que aconteceu com eles? Por exemplo: o que a geração de hoje tem a ver com a morte de Abel, Zacarias, Estêvão, etc.?

Logo, o mais razoável de pensar é que isto está se referindo aos irmãos que morrerão em Cristo durante a primeira metade da grande tribulação. Note que eles são vestidos de branco, algo que é concedido à Igreja:

 

·        “E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos.” (Ap 19.8).

Perceba como estes mártires não compreendiam a obra do Eterno. E o motivo é simples: eles chegaram no Hades há pouco e, vendo tantos chegando lá brutalmente assassinados pelo anticristo, eles estavam perplexos a respeito disto, vindo então a clamar ao Eterno.

É justamente neste momento, em meio a todo este clamor, que a noiva começa a ser vestida com linho fino, resplandecente e puro (Ap 19.8), a saber, no momento em que os justos começam a ser aperfeiçoados juntos (Hb 11.40).

Note como não é dito quem deu a estas almas as vestes brancas, tampouco quem ordenou o repouso para eles (é bom lembrar que apenas a voz do Eterno tem poder de fato, não sendo mero conselho ou conforto, mas uma palavra viva que opera algo na vida de quem a recebe).

No entanto, os mártires deverão repousar até que o número dos seus conservos e irmãos que vão morrer do mesmo jeito que eles esteja completo. Isto parece um contrassenso. O normal seria dizer: repousar até que o dia da vingança chegasse.

Todavia, era para eles repousarem numa coisa que, normalmente, ninguém quer repousar: o de ver outros indivíduos passando pelas mesmas aflições que eles e pelo mesmo motivo (ver 1Pe 5.8,9).

Todavia, o consolo oferecido pelo Eterno (as vestes brancas) consistia em uma mudança de paradigma, começar a enxergar as coisas de modo do Eterno.

Entende, agora, o significado das vestes brancas? Ou você pensou que era literal? Ora, como estas almas (vidas) seriam vestidas de vestes brancas se possuíam apenas espírito? Trata-se de vestes simbólicas, a saber, os atos de justiça dos santos (Ap 19.8). Em outras palavras, a estes irmãos foi-lhes concedido que pudessem receber, em si, neste momento, a verdadeira justiça do Eterno em Cristo Jesus, de modo que eles, então, pudessem repousar (receberem o definitivo consolo – Lc 16.25). Era o momento de eles começarem a conhecer a obra do Eterno em toda a sua profundidade.

Vem a questão: a quem estes mártires estavam clamando? Ao:

 

·        Soberano: Aquele que está acima de tudo e todos, que tem tudo sob controle (Jó 42.2);

·        Senhor: Aquele que é dono de tudo e de todos, ou seja, que tem autoridade para fazer tudo o que deseja;

·        Santo: Aquele que é tão puro de olhos que não pode contemplar o mal (Hc 1.13), muito menos ser tentado por ele (Tg 1.13).

·        Verdadeiro: Aquele que não falha em nenhuma de Suas promessas (Js 23.14; 1Rs 8.56) e que faz tudo ter real sentido na nossa vida.

 

Vem a questão: como pode um Deus que tem todo o poder e autoridade, é dono de tudo e todos (Sl 24.1), não tem prazer no mal (Hb 1.13; Ez 33.11; Mq 7.18) e é fiel em tudo que promete (por exemplo, Dt 32.43), permitir que o mal continue agindo “impunemente” na terra?

Entendendo que estes mártires não estavam sendo irônicos, logo o que eles desejarão é entender o sentido de tudo aquilo e as vestes brancas é o resultado de tudo que eles passaram aqui por amor ao evangelho na vida dos santos que tiveram contato com eles.

Afinal, o que eles desejarão não é entender a justiça de Cristo, bem como ver isto tendo real efeito sobre os indivíduos?

Por aqui fica claro como não compreender a justiça do eterno, bem como ser capaz de vê-la vingar, constitui um selo que impede o indivíduo de ter acesso à revelação do Eterno.

Quanto à semelhança com Mateus 24, note tanto a perseguição física quanto espiritual:

·        “Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim. Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda; então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; e quem estiver sobre o telhado não desça a tirar alguma coisa de sua casa; e quem estiver no campo não volte atrás a buscar as suas vestes. Mas ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias! E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado; porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver. E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias. Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais. Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem. Pois onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão as águias.” (Mateus 24.9-28).

 

E aí? De que lado quer ficar? Do lado dos crentes perturbados que dedicam sua vida a ficar clamando pela punição dos ímpios ou a dos crentes bem-aventurados que dedicam sua vida a clamar pela salvação dos ímpios, cuja oração sobe desde a mão do anjo até as “narinas” do Eterno como cheiro suave (Ap 8.4)?

Enfim, o quinto selo representa a justificação pela lei que nos distancia do Favor do Eterno (Gl 5.4), nos destrói (Ec 7.16) e nos impede de enxergarmos e nos sujeitarmos a verdadeira justiça do Eterno (Rm 10.3). Este selo é dedicado aos irmãos em Cristo que insistem ainda em viver debaixo da lei e da teologia da prosperidade.

SEXTO SELO

·        “E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue; as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes” (Ap 6.12-13 - ACF).

 

O sexto selo, em particular, coincide com a sétima trombeta. É o momento em que Jesus vem, a saber, três dias e meio após a primeira metade da 70ª semana. Este grande terremoto é também visto em Ap 11.13 e já é uma “amostra grátis” para o maior terremoto de todos os tempos (Ap 16.18). Assim como todas as trombetas eram repreensões parciais e preparadoras para as pragas das taças, este grande terremoto do 6º selo (7º trombeta) é uma preparação para o maior de todos os terremotos.

O saco de cilício (ou pano de saco) era um instrumento usado para expressar lamento por alguma tragédia acontecida ou que estava para acontecer (ver 2Rs 6.30; Jó 16.15; Is 22.12; Et 4.4; Sl 30.11; Is 3.24; Am 8.10). O sol se tornar como saco de silêncio implicava num escurecimento temporário para expressar a tristeza do Eterno pelo terrível julgamento que teria de vir sobre terra e mar por causa de desobediência do povo.

O escurecimento do sol, lua e estrelas era muito profetizado na Escritura Sagrada quando um mal terrível estava para vir (Is 13.10 – Is 9.19 a terra se escurece pela ira do Eterno).

 

·        “Por causa da ira do SENHOR dos Exércitos a terra se escurecerá, e será o povo como combustível para o fogo; ninguém poupará ao seu irmão.” (Is 9.19).

·        Porque as estrelas dos céus e as suas constelações não darão a sua luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não resplandecerá com a sua luz.” (Is 13.10 – concernente a Babilônia).

·        “E todo o exército dos céus se dissolverá, e os céus se enrolarão como um livro; e todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide e como cai o figo da figueira.” (Is 34.4 – concernente a Babilônia).

·        “E, apagando-te eu, cobrirei os céus, e enegrecerei as suas estrelas; ao sol encobrirei com uma nuvem, e a lua não fará resplandecer a sua luz. Todas as brilhantes luzes do céu enegrecerei sobre ti, e trarei trevas sobre a tua terra, diz o Senhor DEUS.” (Ez 32.7,8 – concernente a Babilônia).

·        “Diante dele tremerá a terra, abalar-se-ão os céus; o sol e a lua se enegrecerão, e as estrelas retirarão o seu resplendor.” (Jl 2.10 – concernente a Babilônia).

·        “O sol e a lua enegrecerão, e as estrelas retirarão o seu resplendor. E o SENHOR bramará de Sião, e de Jerusalém fará ouvir a sua voz; e os céus e a terra tremerão, mas o SENHOR será o refúgio do seu povo, e a fortaleza dos filhos de Israel.” (Jl 3.15,16).

·        “E sucederá que, naquele dia, diz o Senhor DEUS, farei que o sol se ponha ao meio dia, e a terra se entenebreça no dia claro. E tornarei as vossas festas em luto, e todos os vossos cânticos em lamentações; e porei pano de saco sobre todos os lombos, e calva sobre toda cabeça; e farei que isso seja como luto por um filho único, e o seu fim como dia de amarguras.” (Am 8.9,10).

 

A lua se tornando em sangue era o indicativo do sangue que ia ser derramado em virtude das taças, da destruição da Grande Meretriz e da Batalha do Armagedom por terem rejeitado o sangue de Cristo.

Além disto, você se lembra do que disse o anjo quando Jesus subiu aos céus?

 

·        “Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.” (At 1.11)

 

Assim como, quando Jesus estava para partir (na cruz), houve trevas desde o meio-dia até às três da tarde (Mt 27.45; Lc 23.44), quando Jesus vier haverá trevas.

Vem a questão: como é possível que as estrelas caiam na terra, sendo que muitas delas, segundo a ciência, é várias vezes maior do que a terra?

Se analisarmos o significado de estrela ao longo da Escritura Sagrada, veremos que esta palavra assume quatro significados. O mais adequado, aqui, é o significado que esta palavra assume no livro de Daniel:

 

·        “E se engrandeceu até contra o exército do céu; e a alguns do exército, e das estrelas, lançou por terra, e os pisou.” (Daniel 8.10).

·        “Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente.” (Daniel 12.3)

 

Note como as estrelas, aqui, representam indivíduos que resplandecem a luz de Cristo (ver Fp 2.14,15). De fato, assim como as estrelas resplandecem luz, aqueles que estão em Cristo brilham a verdade e a sabedoria verdadeira do Eterno.

Infelizmente, também é verdade que, através dos satélites artificiais lançados pelo homem, a sabedoria deste mundo é disseminada na mente dos indivíduos.

Agora, tente visualizar o que João viu. É bom lembrar que o trecho de Joel também está relacionado com a vinda de Cristo no final da 70ª semana:

 

·        “O sol e a lua enegrecerão, e as estrelas retirarão o seu resplendor.” (Joel 3.15)

 

Considerando que em todas predições de juízo é mencionado o escurecimento das estrelas, eu creio que quando Jesus vier para arrebatar a Igreja não será diferente. João não mencionou isto porque, ao ver os satélites caiando na terra numa velocidade espantosa, ele pensou que eram estrelas (uma vez que, quando um corpo estranho entra na superfície da terra, ele se incendeia).

Entenda: quando Jesus vier ao soar da sétima trombeta, as estrelas se escurecerão e todos os satélites artificiais cairão na terra; quando Jesus vier após o derramamento da sétima taça, todas as estrelas irão se fundir e cair em algum lugar longe da terra (só o Eterno para saber onde).

 

·        “E todo o exército dos céus se dissolverá, e os céus se enrolarão como um livro; e todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide e como cai o figo da figueira.” (Is 34.4 – concernente a Babilônia).

 

Todos os que virem a cena verão elas caiando do alto do céu rumo ao horizonte.

 

·        “e o céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola. Então, todos os montes e ilhas foram movidos do seu lugar.” (Ap 6.14).

·

Pense: quando olhamos pela janela, vemos o sol girando em sentido anti-horário. No entanto, a verdade é que é a terra quem está girando em sentido horário.

De igual modo, imagine um indivíduo morando no polo sul. Quando a terra for “esticada” por Jesus (deixando de ser esférica para ser perfeitamente plana) a sensação que este indivíduo terá é que o céu está se recolhendo como um pergaminho quando, na verdade, é o polo sul (ou o polo norte) que estará se desdobrando uma parte para a esquerda e outra para a direita.

Não é em vão que Jeremias viu todos os montes tremendo:

 

·        “Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam.” (Jeremias 4.24).

 

E completa dizendo que nem as montanhas são confiáveis (ver também Sl 121.1,2):

 

·        “Certamente, em vão se confia nos outeiros e na multidão das montanhas; deveras, no SENHOR, nosso Deus, está a salvação de Israel.” (Jeremias 3.23).

 

Com o sexto selo, a terra voltará à forma que tinha antes da rebelião de Ha-Satan: plana.

Lucas confirma a profecia de Isaías com relação à vinda de Cristo:

 

·        “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. Todo o vale será exaltado, e todo o monte e todo o outeiro será abatido; e o que é torcido se endireitará, e o que é áspero se aplainará.” (Is 40.3,4)

·      “Segundo o que está escrito no livro das palavras do profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; Endireitai as suas veredas. Todo o vale se encherá, E se abaixará todo o monte e outeiro; E o que é tortuoso se endireitará, E os caminhos escabrosos se aplanarão; e toda a carne verá a salvação de Deus.” (Lc 3.4-6).

 

Quando Jesus esticar a terra em sua vinda para arrebatar a Igreja, todos os vales que tiveram que ser formados para que a terra plana se tornasse esférica serão esticados, as ilhas serão movidas do seu lugar (mesmo porque, pedaços de terra que estavam próximos um do outro no círculo, agora estarão em lados opostos).

Quando Jesus vier para inaugurar o milênio, todos, os montes, então, serão aplainados, ficando apenas o monte Sião:

 

·        “E acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do SENHOR no cume dos montes, e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações.” (Is 2.2).

·        “Mas nos últimos dias acontecerá que o monte da casa do SENHOR será estabelecido no cume dos montes, e se elevará sobre os outeiros, e a ele afluirão os povos.” (Mq 4.1).

 

·        “Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?” (Ap 6.15-17).

 

Este aqui é o maior clamor idólatra mundial. Todos estarão, ao mesmo tempo, adorando as pedras.

A elite global (reis da terra, as pessoas ilustres aos olhos do mundo, os comandantes dos exércitos, os ricos, os que são bons em manipular a opinião pública) se esconderão nas cidades subterrâneas (cavernas). Já os pobres (sejam escravos ou livres) se esconderão como puderem nos penhascos dos montes (Is 2.19,21).

Lamentavelmente, os ímpios preferirão orar aos montes e aos rochedos (Lc 23.30). E isto também foi previsto anteriormente:

 

·        “E os altos de Áven, pecado de Israel, serão destruídos; espinhos e cardos crescerão sobre os seus altares; e dirão aos montes: Cobri-nos! E aos outeiros: Caí sobre nós!” (Os 10.8).

·        “Porque eis que hão de vir dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram! Então começarão a dizer aos montes: Caí sobre nós, e aos outeiros: Cobri-nos.” (Lc 23.29,30).

 

Por aqui pode-se ver o motivo pelo qual muitos buscam a intercessão dos santos: porque, no fundo, têm medo de Jesus e de Sua ira.

Vem a questão: o que exatamente eles estarão esperando que os montes e rochedos fizessem por eles?

Em primeiro lugar, montes e rochedos não podem ver, ouvir, ou fazer qualquer coisa. E, mesmo que eles pudessem ouvir, o que os montes fariam por eles? Esmagá-los? Mas a alma não pode ser extinguida, é uma fagulha inextinguível.

Infelizmente, montes e rochedos estavam sendo o deus deles (o deus das fortalezas). Eles, que já estavam acostumados a adorarem ídolos de pedra, agora oram às pedras contra o próprio Deus vivo.

Por isto a idolatria é algo tão terrível. Trata-se de inventar (ou buscar inventar) um deus que seja mais forte do que o Deus verdadeiro e que possa subjugá-Lo. Ao invés de reconciliar e fazer paz com Jesus (Is 27.5), eles querem derrotá-Lo e, se possível, aniquilá-Lo.

Perceba como os ímpios sabem que quem está vindo é o Cordeiro e conhecem bem a Sua natureza. Contudo, eles tentaram violentar o Cordeiro, mudar Sua natureza. Pode parecer incrível, mas todos os ímpios, na primeira metade da 70ª semana estarão, no fundo, adorando ao Cordeiro. Todavia, irão adorá-Lo do modo errado, seguindo o estilo de adoração ensinado pela besta e o falso profeta.

Todas as vezes que uma destruição em massa ocorreu foi por causa deste tipo de coisa (Gn 6.13; 11.5; 18.20,21).

Entenda: Cordeiro e ira não combinam. Irritar um cordeiro implica em numa tentativa extrema de tentar violentá-lo e mudar sua natureza, tal como fazem os crentes quando oram para a ira do Eterno cair sobre quem lhes fez mal.

Este Cordeiro irado foi forjado pela ira que os crentes depositaram Nele com suas orações malignas. Agora os pecadores preferem a aniquilação a verem a face do Cordeiro. Afinal, todos estão vendo Nele a quantidade de orações feitas a Ele contra si.

A face Dele, que é o principal entre dez mil (ver Ct 5.10), é para o perverso uma deprimente visão, despertando horror e aprofundando o gemido. A ira do Amor é a ira mais terrível, pois em Sua face está estampado o amor em favor de todos aqueles que cada um agrediu.

A ira de natureza maligna raramente toca a consciência de sua vítima; ao invés disto, frequentemente desperta desprezo e ira. O Amor, no entanto, quando fica indignado, Sua indignação esmaga o interior (2Co 5.14).

Veja a dureza de coração! Mesmo plenamente convictos do juízo que pairava sobre eles, ainda assim preferiam a morte (Ap 9.6) a se arrepender e converter ao Eterno.

Tal como Caim, eles queriam ficar escondidos da face do Eterno (pois sabem que Sua face é contra os que fazem o mal, visto estarem eles contra os que fazem o bem – Sl 34.16) e da ira do Cordeiro (Gn 4.13-16). Eles sabem que o Cordeiro abomina toda impiedade e injustiça (Rm 1.18; Hb 1.9) e, como eles não querem ficar livre das mesmas, preferem se esconder.

O que os indivíduos não percebem é que:

 

·        “E disse-lhes: Atendei ao que ides ouvir. Com a medida com que medirdes vos medirão a vós, e ser-vos-á ainda acrescentada a vós que ouvis.” (Mc 4.24).

 

Infelizmente, nenhum ser humano, naturalmente, quer justiça. Todo mundo quer a punição do outro quando tem seus direitos violados, mas querem sempre ser alvos de misericórdia quando erram.

Se não houvesse corrupção e todos reconhecessem suas falhas, todos buscariam leis que visassem ligar uns aos outros. Deste modo, o prejuízo de um seria o prejuízo de todos, o que levaria todos a tentarem achar um modo de, juntos, superarem as falhas.

Ninguém iria querer punição grave, pois saberia que o mesmo lhe sucederia quando errasse, sem contar que isto implica em consumir o irmão de excessiva tristeza (2Co 2.7-11):

 

·        “Portanto, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo.” (Rm 2.1).

 

Mas também não iria querer punição leve, pois isto não seria suficiente para tratar o pecado em sua vida (o qual faz de si alguém inútil) e na vida do próximo (o qual lhe é de extrema utilidade).

Resumindo: querer a punição do outro é sintoma grave de isolamento. É sinal de que não estamos cultivando um relacionamento orgânico, mas simplesmente nos ajuntando de um modo que não reflete a sabedoria do Eterno (Pv 18.1), nem preenche verdadeiramente o vazio do nosso coração.

Mas isto não é tudo! Quem quer se esconder de Jesus (que é amor, paz, felicidade), por consequência tem prazer no medo, desprezo (o qual traz perturbação) e angústia.

 

·        “Tu, tu és terrível! E quem subsistirá à tua vista, se te irares? Desde os céus fizeste ouvir o teu juízo; a terra tremeu e se aquietou.” (Salmo 76.7,8).

 

Agora consegues entender o clamor do salmista?

Compreendes por que o dia da ira do Eterno sempre é retratado como algo terrível:

 

·        “Uivai, porque o dia do SENHOR está perto; vem do Todo-poderoso como assolação.” (Isaías 13.6).

·        “O grande dia do SENHOR está perto, sim, está perto, e se apressa muito; amarga é a voz do dia do SENHOR; clamará ali o poderoso. Aquele dia será um dia de indignação, dia de tribulação e de angústia, dia de alvoroço e de assolação, dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de densas trevas, dia de trombeta e de alarido contra as cidades fortificadas e contra as torres altas. E angustiarei os homens, que andarão como cegos, porque pecaram contra o SENHOR; e o seu sangue se derramará como pó, e a sua carne será como esterco. Nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia da indignação do SENHOR, mas pelo fogo do seu zelo toda esta terra será consumida, porque certamente fará de todos os moradores da terra uma destruição total e apressada.” (Sofonias 1.14-18).

·        “Filho do homem, profetiza, e dize: Assim diz o Senhor DEUS: Gemei: Ah! Aquele dia! Porque está perto o dia, sim, está perto o dia do SENHOR; dia nublado; será o tempo dos gentios.” (Ez 30.2,3).

·        “Ai do dia! Porque o dia do SENHOR está perto, e virá como uma assolação do Todo-Poderoso.” (Jl 1.15).

·        “E o SENHOR levantará a sua voz diante do seu exército; porque muitíssimo grande é o seu arraial; porque poderoso é, executando a sua palavra; porque o dia do SENHOR é grande e mui terrível, e quem o poderá suportar?” (Jl 2.11).

·        “Ai daqueles que desejam o dia do SENHOR! Para que quereis vós este dia do SENHOR? Será de trevas e não de luz. É como se um homem fugisse de diante do leão, e se encontrasse com ele o urso; ou como se entrando numa casa, a sua mão encostasse à parede, e fosse mordido por uma cobra. Não será, pois, o dia do SENHOR trevas e não luz, e escuridão, sem que haja resplendor?” (Am 5.18-20)

·        “E sucederá que, naquele dia, diz o Senhor DEUS, farei que o sol se ponha ao meio dia, e a terra se entenebreça no dia claro.” (Am 8.9).

·        Mas quem suportará o dia da sua vinda? E quem subsistirá, quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros.” (Ml 3.2).

 

Mas afinal: quem suportará o dia da vinda de Cristo? Esta pergunta feita por Malaquias também será feita pelos ímpios debaixo do sexto selo: quem pode permanecer de pé?

A resposta é: ninguém, já que cada um está:

 

·        a ser acusado diante de um Deus onisciente;

·        diante de um público de anjos que testemunhou nossos pecados;

·        diante do testemunho da própria consciência.

 

Assim:

 

·        Ninguém pode alegar que não pecou;

·        Ninguém pode alegar que não há provas suficientes;

·        Ninguém pode se desculpar que o pecado não é importante;

·        Ninguém pode dizer que pecou por acidente (por exemplo, por não ter como evitar);

·        Não adianta alegar que você estava a serviço de alguém (muito menos do Reino do Eterno).

·        Ninguém pode contar com a simpatia da corte, pois o Juiz é o próprio amor em pessoa (1Jo 4.8,16), sendo esta a base do julgamento. Além disto, a quem recorrer se Jesus é a única de fonte de amor existente?

Entenda: embora o julgamento seja baseado na lei para condenar os que insistem em estar debaixo da lei, contudo o que leva o indivíduo a pecar é a falta de amor pelo próximo.

 

Não há desculpa para o pecado, pois a graça sempre esteve disponível.

Além disto, ninguém vai a um tribunal movido de amor:

 

·        O acusador quer fazer cair sobre o acusado todo mal que é legalmente possível;

·        O acusado quer se ver livre de qualquer coisa que possa fazer dele alguém útil para o acusador;

·        O promotor, junto com o advogado de acusação quer trazer à tona toda a maldade que existe no coração do acusado;

·        O advogado de defesa quer arrumar justificativa para toda a maldade do seu cliente.

·        O júri analisa toda a maldade e decide, segundo a vista dos olhos e o ouvir dos ouvidos, se o indivíduo é culpado ou não;

·        O juiz determina a natureza e intensidade da maldade que deve cair sobre o acusado.

 

A única exceção é com relação àqueles que comparecem perante o tribunal de Cristo (destinado aos justos). Estes, sim, irão lá para conhecer melhor o amor e sabedoria de Jesus em meio a tudo que experimentaram aqui na terra.

No tribunal de Cristo, cada um será acusado pela própria consciência ao se deparar com o Amor em pessoa (que agora não é mais nosso advogado, mas juiz). O promotor é a lei do Antigo Testamento (Jo 5.45). A Igreja é a testemunha e, ao mesmo tempo, o júri, já que é nela que Cristo fez Sua obra, deixando todo mundo condenável debaixo da lei e, assim, completamente aberto à Graça (Rm 3.19,20; 11.32).

E quem são os que vão clamar aos montes e rochedos?

 

·        Reis da terra – Autoridades;

·        Os grandes – Famosos;

·        Ricos – Que controlam os bens deste mundo;

·        Tribunos – Estrategistas militares;

·        Poderosos – Que detém o controle das armas;

·        Servo – Os que esperam receber do ser humano aquilo que desejam;

·        Livre – Os que trabalham para si mesmos, que lutam por um país e vida melhores.

 

Por aqui fica claro como a idolatria, ou seja, querer adorar outros deuses na presença do eterno (ou, se preferir, querer moldá-lo consoante seus interesses) constitui um selo que impede o indivíduo de ter acesso à revelação Dele.

Felizmente, os eleitos serão livres desta época de ira que há de vir (1Ts 1.10; 5.9; Ap 3.10).

O sexto selo é dedicado àqueles que insistem em violentar o Eterno, ao invés de orarem com o intuito de conhecê-Lo melhor e descobrir Sua vontade.

Tudo isto também nos mostra que, por mais severamente que alguém seja ameaçado (ou castigado, como no caso das sete taças), o tal jamais irá se arrepender e converter. Depois que Jesus esgota todas as suas pragas contra a humanidade (espada, fome, peste e feras da terra), Ele finalmente vem para arrebatar Sua Igreja.

Quanto à ligação com Mateus 24, há uma diferença: o versículo 29 retrata a vinda de Cristo para julgar o mundo, enquanto que aqui é a vinda de Cristo para arrebatar a Igreja. Mas não deixa de ser uma semelhança:

 

·        “E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.” (Mt 24.29).

 

Todavia, é importante enxergarmos a diferença entre Mateus 24.29 e o sexto selo:

 

Ao abrir o SEXTO SELO:

MATEUS 24.29 - No fim da 70ª semana:

(sétima trombeta, quando Jesus vem para arrebatar a Igreja), a lua se torna como sangue (Jl 2.30; At 2.20).

dar-se-á a Batalha do Armagedom: a lua se escurecerá por completo (Jl 2.10,31; 3.15; Mt 24.29; Mc 13.24);

as estrelas do céu (neste caso, os satélites artificiais) caem pela terra (Is 34.4; Ap 6.13).

as estrelas do céu caem, mas não na terra (mesmo porque não teria jeito, já que tem estrela bem maior que a terra - Mt 24.29).

Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre (Ap 6.15) se escondem nas cavernas e nos penhascos dos montes

a besta e seus seguidores vão ao encontro de Jesus para pelejar contra Ele na Batalha do Armagedom. É claro que, quando eles vêm o sinal do Filho do homem no céu, eles lamentam, mas ainda assim vão para a batalha (ao invés de temer e se esconder como antes – Mt 24.30).

Nós seremos arrebatados juntamente com os que morreram em Cristo para ir de encontro a Jesus (1Ts 4.16,17).

É Jesus quem vem nas nuvens para a Batalha do Armagedom (Mt 24.30).

os vivos serão arrebatados juntamente com os mortos em Cristo (1Ts 4.16,17).

Jesus ajuntará Seus escolhidos desde os quatro ventos (Mt 24.31), ou seja, os anjos irão conduzir os eleitos que estarão a ser perseguidos pelas forças malignas do anticristo rumo ao Vale do Armagedom. A jornada das forças do anticristo movida pelos demônios (Ap 16.13,14) serão usadas para empurrar os eleitos para perto do Cordeiro, os quais serão protegidos pelos anjos até chegarem a Jesus.

os montes e ilhas são movidos do seu lugar.

(na sétima taça), as ilhas vão deixar de existir (irão se ajuntar novamente e constituírem a porção seca, voltando a ser um único continente – Gn 1.9 – Ap 16.20) e os montes não serão achados, pois todos os montes serão rebaixados e os vales aplainados (Is 40.4; Lc 3.5; Ap 16.20).

 

 

 

 

 

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