sexta-feira, 5 de setembro de 2014

70 - CONHECENDO MELHOR A DEUS - Parte 3

16 -  O Espírito Santo ensina

·         “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” (João 14.26);
·         “As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais.” (I Coríntios 2.13);
·         Dando nisto a entender o Espírito Santo que ainda o caminho do santuário não estava descoberto enquanto se conservava em pé o primeiro tabernáculo,” (Hebreus 9.8).

A questão é: o que o Eterno ensina internamente a cada um?

1 -  Ele ensina todas as coisas e nos faz lembrar de tudo que Ele disse enquanto esteve aqui em carne;
2 -  Dá a entender a cada um a Sua sabedoria (1Co 2.7,13);
3 -  Que não é possível desfrutar dos privilégios da Nova Aliança vivendo na Antiga Aliança (Lc 5.36-39).

17 -  O Espírito Santo concede virtude

·         “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” (Atos 1.8);
·         “Ora o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz em crença, para que abundeis em esperança pela virtude do Espírito Santo.” (Romanos 15.13);

Mas o que vem a ser a virtude do Eterno? Entendendo que ela nos é dada para que nos enchamos de esperança e possamos ser testemunhas Dele, vem a pergunta: o que realmente é necessário para que isto aconteça na nossa vida? Não é o poder de Deus?
Daí a Escritura Sagrada dizer:

·         “A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder; para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.” (1Co 2.4,5).
·         “Mas em breve irei ter convosco, se o Senhor quiser, e então conhecerei, não as palavras dos que andam ensoberbecidos, mas o poder. Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder.” (1Co 4.19,20)
·         “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus? Ora, Deus não é de mortos, mas sim, é Deus de vivos. Por isso vós errais muito.” (Mc 12.24,27).

Quem não conhece dentro de si o poder do Eterno e a imensidão do Seu amor (Ef 3.19,20) e dos Seus dons (Jo 4.10; 1Co 2.9,12), não consegue entrar no descanso Dele (Hb 4.9-11), vindo a ficar envolvido (distraído) em muitas atividades sem proveito (como Marta - Lc 10.38-42). Daí o Eterno, em carne, dizer que erramos por não conhecermos a Escritura Sagrada e o poder Dele (Mc 12.24).
Com isto a alma fica cansada e sobrecarregada (Mt 11.28-30) em virtude tantas preocupações e ambições insatisfeitas (Mc 4.19; Lc 8.14), ficando impedida de dar o fruto do Eterno em seu caráter e, obviamente, de exteriorizá-lo, vindo alimentar a muitos (Gl 5.22). Em outras palavras, a pessoa fica sem virtude, caráter.

18 -  O Espírito Santo conduz ao testemunho verdadeiro

·         “E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem.” (Atos 5.32);
·         O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” (Romanos 8.16).
·         “E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito:” (Hebreus 10.15);
·         Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade. Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.” (I João 5.6,7);
·         “Em Cristo digo a verdade, não minto (dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo):” (Romanos 9.1);

Que espécie de testemunha se torna aquele que se entrega ao Eterno? O que Ele testifica?

1.    Ele demonstra que Jesus era Ele vindo para conduzir a humanidade ao arrependimento, conversão e perdão (At 5.30,31);
2.    Ele confirma a obra que Ele fez no nosso coração (1Co 1.8; 2Ts 3.3; 1Pe 5.10). Ou seja, no que vemos em nossa vida o caráter do Eterno e somos livres de fazer o mal ao próximo, temos a comprovação de que realmente recebemos o Eterno e estamos sendo feitos filhos Dele (Jo 1.12);
3.    Ele prova que o sacrifício que Ele fez na cruz por nós é suficiente para nos remir do pecado, ou seja, nos livrar dele. De modo que, quem recebeu o Eterno dentre de Si não é mais escravo do pecado (ver Cl 2.18-24) para obedecê-lo trazendo a morte a todos os pecadores (Rm 6.15-23).
Entenda: como todos pecaram (Rm 3.23), quem não recebeu a vida do Eterno (Jesus) está condenado a trazer morte a toda a humanidade (a morte é o salário desta - Rm 6.23). É vaso de ira (Rm 9.22,23).
Quem recebeu o Eterno no coração não é mais servo do pecado, mas ministro da Vida Eterna. Não presta mais para punir pessoas, mas para amá-las.
4.    Que Jesus é o Eterno vindo em água e sangue para cumprir tudo o que Ele mesmo estabeleceu. A água é o elemento que hidrata o sangue, de modo que este possa realizar seu papel de nutrir e purificar o corpo. De igual modo, a Palavra de Deus (ver Jo 15.3) é o permite que tudo que o Eterno fez na cruz por nós consiga alimentar nosso espírito com virtude e purificar nossa alma de pensamentos, sentimentos e desejos malignos.

19 -  O Espírito Santo não aceita mentira

·         “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade?” (Atos 5.3).

Por que Pedro disse a Ananias que ele tinha mentido para o Eterno, quando o que ele fez por mentir para a Oholiau (os irmãos que estavam reunidos para conhecerem melhor o Eterno)? Como Espírito Santo é o Eterno ministrando no coração daquele que crê, ao mentir, ele estava atrapalhando Sua obra no coração destes amados, corrompendo-lhes a fé.
O Eterno torna a mentira inaceitável a quem o quem o recebe em seu interior.

20 -  O Espírito Santo consola (ajuda)

·         “Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galiléia e Samaria tinham paz, e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo.” (Atos 9.31);
·         Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós.” (II Timóteo 1.14).

Uma vez que o Eterno nos consola internamente, é sinal que lutas e perseguições são uma característica marcante daquele que crê (como se vê em Mt 10.17-19; 13.20,21; Jo 16.33; At 14.22; Fp 1.29; Cl 1.24; 1Pe 2.21-24; 4.12-19).
Recebemos o Eterno no nosso coração a fim de que possamos receber toda a ajuda necessária para sermos mais que vencedores nas lutas e tribulações deste mundo (Rm 8.37) e, deste modo, termos condições de guardar todas as boas dádivas que Ele deseja depositar na nossa despensa (ver 1Co 4.1,2; 2Pe 4.10).

21 -  O Espírito Santo resiste

·         “Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais.” (Atos 7.51).

O Eterno resiste aos soberbos, mas concede Seu favor aos humildes (Tg 4.6; 1Pe 5.5).
Mas em cima de quê se dá esta resistência? O indivíduo não aceitar o Eterno tal como Ele é. Não se trata de uma rebeldia apenas contra a Palavra do Eterno, mas contra Ele em pessoa, contra tudo que Ele é e representa (ver At 6.14). Infelizmente, quem bebe o sangue (vinho) da Antiga Aliança (Lc 5.39) não quer beber o sangue do Eterno (Lc 22.20).
Todos resistem à ideia de terem que mudar de vida. É muito mais fácil fazer alguém morrer para se salvar do que negar-se a si mesmo e tomar a cruz só para poder seguir Jesus (Mc 8.34). É muito mais fácil fazer os outros sofrerem para podermos alcançar o que desejamos do que buscarmos no Eterno uma mudança na nossa forma de pensar, sentir e desejar as coisas.
Todas as vezes que rejeitamos o presente do Eterno para nós (o dia de hoje com tudo aquilo que ele traz – Sl 118.24), estamos resistindo a Ele. Ao invés de ficarmos lamentando o que fizeram conosco (seja no presente ou no passado (através das chamadas maldições hereditárias ou dos traumas e decepções – Êx 20.5; 34.7; Nm 14.18; Dt 5.9)), podemos e devemos buscar no Eterno uma mudança da realidade na qual estamos. Ele não nos colocou num dado lugar para nos conformarmos com a miséria à nossa volta, mas para que Ele pudesse se revelar através de nós neste meio e fazer uma transformação. Por exemplo:

·         Preparar uma mesa onde só há inimigo e morte (Sl 23.4,5);
·         Fazer rios brotarem no deserto (Is 41.17,18);
·         Fazer a luz resplandecer nas trevas (2Co 4.7);
·         Aplainar os montes, elevar os vales, endireitar o torto, alisar o áspero (Is 40.4; Ez 17.24);
·         Dar vida ao que estava morto (Ez 37.1-11).

22 -  O Espírito Santo é a nossa unção

·         “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.” (Atos 10.38).

A fim de que ninguém tivesse dúvidas de que Jesus era Ele em pessoa vindo em carne para remir a humanidade, Ele deu provas de Si mesmo por fora (virtude, ou seja, poder) e por dentro (amor e sabedoria).
De igual modo, hoje o Eterno unge (separa) os que creem Consigo mesmo, de modo que todos possam conhecê-Lo e identificar quem é ou não Dele.
Ele próprio é o único marco que serve para confirmar a autorização que alguém tem de fazer algo relacionado Consigo. Ou seja, ninguém está autorizado a ser testemunha do Eterno, a menos que O tenha visto, ouvido e sido movido por Ele (Rm 8.14). É curioso como alguém pode ser terrivelmente processado por se passar por representante de alguém (ou de uma firma) sem a autorização deste, mas nada acontece (juridicamente falando) àquele que tenta se passar por representante do Eterno.
Enfim, é o Espírito Santo que torna alguém recomendável.

·         “Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo; na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido,” (II Coríntios 6.4,6).

Inclusive, 1João foi escrita justamente para que não se confundisse alguém nascido de novo com um impostor.

23 -  O Espírito Santo é nosso selo

·          “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.” (Efésios 1.13);

O que significa ser selado com o Espírito Santo? Qual a importância disto? O selo tinha por finalidade:

·         Lacrar um recipiente, de modo que nada imundo entrasse;
·         Declarar um objeto como sendo propriedade de alguém;
·         Lacrar algo, de modo que ninguém mexesse (Dn 6.17; Mt 27.66);
·         Confirmar a autenticidade de um documento (Jr 32.11; Et 3.12).

O modo de o Eterno nos selar é nos usando. Logo, ter o espírito selado com o Eterno significa ter o coração guardado (Pv 4.23) de toda malícia através da Sua atuação contínua fortalecendo o ânimo em meio às torturas e concedendo Sua provisão. Ou seja, ser selado com o Eterno significa que tal pessoa pertence a Ele e, portanto, está apta para toda boa obra (2Tm 2.19-21).
Isto vai cada vez mais marcando o coração da pessoa, de modo a não sentir prazer em nada que não tenha relação com Ele (Sl 37.4). Entendendo que o mal procede de dentro do coração (Mc 7.20-23), logo ao permitir dentro de si os conceitos e valores celestiais, tal indivíduo está permitindo a si mesmo enxergar a verdadeira riqueza que o Eterno já colocou em sua vida.
Isto é a garantia (penhor - 2Co 1.22; 5.5; Ef 1.14) de que a pessoa realmente pertence ao Eterno. Em outras palavras, o fato de a pessoa estar sendo usada pelo Eterno é o modo de Ele testificar a todos (incluindo ao próprio indivíduo) de que ele é filho de Deus (Rm 8.16) e que, assim sendo, ninguém que não tenha compromisso com o Eterno tem direito de usá-lo.
Aquele que crê deve valorizar isto e não se deixar usar por homens (1Co 7.23) inescrupulosos que querem apenas atrair a atenção das pessoas para si (Rm 16.17,18; Ef 4.11-14; Gl 4.17; 1Tm 6.3-5).

24 -  O Espírito Santo tem vontade

·         “Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:” (Atos 15.28).

Embora esta decisão tomada pelo concílio de Jerusalém não tenha sido realmente a vontade do Eterno (daí a expressão “pareceu bem”, que indica dúvida, a qual não é algo pertinente ao Eterno (1Co 14.33)), implicitamente podemos constatar que o Eterno tem vontade.
Isto pode parecer óbvio. Contudo, na maioria das vezes, as pessoas se esquecem disto e tentam estabelecer seus próprios sonhos e o pior: querendo que o Eterno se curve ante os mesmo (idolatrando a eles e àquilo que desejam), quando o correto é renunciar os próprios planos e receber o sonho do Eterno em si.

25 -  O Espírito Santo envia ou constitui alguém para uma missão ou impede

·         “E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.” (Atos 13.4);
·         “E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia.” (Atos 16.6);
·         “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.” (Atos 20.28);
·         “Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar.” (I Pedro 1.12).

Muitas pessoas reclamam de ser difícil arrumar emprego. Este é dado a cada pessoa de acordo com aquilo que se busca. Por exemplo, quando o patrão precisa de trabalhador braçal, ele procura alguém do povão que se deixou robotizar. Quando o patrão procura alguém honesto, então ele vai atrás daqueles que têm tal caráter, independente da condição social.
Logo, a questão é: quem o Eterno deseja que sejamos, aonde Ele nos quer e fazendo o quê?
O Eterno opera em nosso espírito em conformidade com aquilo que Ele deseja fazer através de nós e com o lugar para onde Ele deseja nos enviar. Ou seja, ninguém pode escolher de qual parte do corpo do Eterno deseja ocupar (1Co 12.12-25). Não existe este negócio de seminário teológico, curso para obreiro ou qualquer coisa do gênero.
Não depende de quem quer (aluno), nem de quem corre (professores), mas do Eterno (Rm 9.16). Em momento algum o Eterno ordenou que o Seu ministro fosse reconhecido por um sistema religioso inventado por homens. Pelo contrário: até condenou isto (Jo 5.44).
Tanto que Paulo, na maior parte de suas cartas, faz questão de deixar claro que seu chamado não proveio da vontade sua ou de algum homem, mas do Eterno (Rm 1.1; 1Co 1.1; 2Co 1.1; Gl 1.1,11,12; Ef 1.1; Cl 1.1; 1Tm 1.1; 2Tm 1.1).

26-  O Espírito Santo dá dons

·         Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.” (1Coríntios 12.7);
·         “Testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade?” (Hebreus 2.4).

Não é a pessoa que escolhe o dom ou ministério, mas sim o Eterno que o dá conforme for útil. É bem verdade que o Eterno ordena que escolhamos os melhores dons (1Co 12.31). Isto, no entanto, significa que, quando damos liberdade para o Eterno operar em nós Seu querer e efetuar conforme Sua vontade (Fp 2.12,13), com certeza nossa alma será impulsionada aos melhores dons.
Para ser mais exato: o desejo pelos mandamentos do Eterno é a prova de que o amor Dele está operando no coração da pessoa (Rm 5.5) e a capacidade de colocá-los em prática (Sua virtude, ou seja, poder físico e da alma) confirma que Ele nos acolheu como filhos (Rm 8.14; 1Jo 5.3) a fim de podermos viver em serviço de algo que realmente valha a pena (1Jo 4.9).

27-  O Espírito Santo derrama amor no nosso coração

·         “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” (Romanos 5.5);
·         Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” (Gálatas 5.22).

Em quê estamos espelhando nossos relacionamentos? Naquilo que nossa alma enxerga em cada indivíduo? Naquilo que cada um se propõe a ser? Naquilo que os outros dizem acerca de cada um que se aproxima de nós (seja diretamente ou conforme fomos programados pelo Sistema Babilônico)? Ou no que o Eterno quer fazer nele para que ele seja quem deva ser?
O Eterno é glorificado quando damos muito fruto (Jo 15.8). Mas como dar fruto quando se foge dos relacionamentos que oferecem condições? O Eterno se deu a nós a fim de derramar Seu amor nos corações.
Amor implica em relacionamento e vida. Só se dá vida a quem está morto. Só se perdoa (restaura relacionamento) quando o mesmo está desligado. Como esperar que alguém faça algo bom, quando tal indivíduo está desligado do Eterno? A boca fala do que há em abundância no coração (Mt 12.34,35; Lc 6.45).
Assim como o médico veio para os doentes, o Eterno veio para chamar os pecadores ao arrependimento (Mt 9.12,13). Os embaixadores do Eterno não ficam imputando pecados às pessoas, pois sabe que eles não têm condição de fazer nada bom. Antes, buscam no Eterno a reconciliação das mesmas com Ele (2Co 5.18-20). Mesmo porque o Favor do Eterno cresce no coração das pessoas justamente quando há mais pecados para perdoar (ajunte Lc 7.47; Rm 5.20).

28-  O templo do Espírito Santo é nosso corpo

·         “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (I Coríntios 6.19).

Como é que o Eterno habita no coração de alguém? Será que Ele fica confinado nele como o gênio da lâmpada?
Pense: como fazer para que alguém venha a permanecer no coração? Através do contato contínuo (ver Ez 19.5,6). Quanto mais este indivíduo permanece junto a alguém, mais ele vai preenchendo o filme da vida dele. Se, em particular, tal pessoa se encaixa dentro da vontade do Eterno para ela, cada vez mais irá vai ocupar seus pensamentos e sentimentos.
Depois de um certo tempo de convivência, nem mais a morte conseguirá separá-los. Onde quer que ele for, as lembranças de tudo que este indivíduo foi o acompanharão.
Ou seja, ser templo do Eterno implica em ser o local onde todos poderão ter contato com Ele e vê-Lo agindo. A ideia é que todos que queiram se aproximar do Eterno possam fazê-lo vindo até aquele que é fiel. A intimidade deste com Ele deve ser tal que, quem queira achá-Lo, ao invés de ficar olhando para o céu, possa fazê-lo como os anjos: olhando para a vida dos que creem (1Pe 1.12). Se andarmos em Sua direção, onde estivermos, Ele também estará. Para ser mais exato: quando alguém se dirige para onde uma autoridade envia, está como seu representante, contando com os privilégios dignos deste, como se ele estivesse ali.
 Quem dá espaço para que isto aconteça contínua e diariamente em sua vida, terá o privilégio de hospedar o Eterno em seu coração, em ter Nele todo o motivo da sua satisfação.

29-  O Espírito Santo se entristece

·         “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção.” (Efésios 4.30);

Mas o que é o que entristece o coração do Eterno?

·         “Não me compraste por dinheiro cana aromática, nem com a gordura dos teus sacrifícios me satisfizeste, mas me deste trabalho com os teus pecados, e me cansaste com as tuas iniqüidades.” (Is 43.24).

Todas as vezes que resistimos ao Eterno tentando fazer as coisas por nós mesmos, não damos espaço para Ele nos usar. Isto é equivalente a romper o selo que Ele colocou em nós. Considerando que a alegria do Eterno é a nossa força (Ne 8.10), logo Sua tristeza é capaz de fazer secar até os ossos (Pv 17.22).

30-  O Espírito Santo santifica

·         “Que seja ministro de Jesus Cristo para os gentios, ministrando o evangelho de Deus, para que seja agradável a oferta dos gentios, santificada pelo Espírito Santo.” (Romanos 15.16).

Apenas o Eterno é capaz de separar alguém exclusivamente para Si. Nem mesmo a pessoa é capaz de tal façanha. Isto porque, por mais bem intencionada que a pessoa possa estar, ela estará voltada apenas para si. Ela não terá condições de cumprir toda a vontade do Eterno, tanto porque ela não tem os recursos necessários (bênçãos espirituais – Ef 1.3; 2Pe 1.3), quanto por não ter como renunciar a si mesma.
Entenda: sem o Eterno, mesmo que a pessoa pense em negar a si mesma e tomar sua cruz, a quem ela irá seguir? A outro homem tão falível quanto ela? A alguma divindade inventada segundo a cobiça de algum homem mau e astuto para manter as massas sob controle? Ao seu coração mau e enganoso (Jr 17.9)? Sem contar que ela jamais terá toda a verdade na sua mão para proferir a justiça, muito menos para que a mesma se cumpra.

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